quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz 2009.


Desejamos a todos os internautas que acessam nosso blog um feliz 2009; aos vestibulanos e vestibulanas que aguardam o resultado do vestibular os nossos mais sinceros votos de sucesso. Que o ano novo tenha início com a sua tão esperada aprovação no vestibular e que Deus abençõe-nos a todos com saúde, paz, muito estudo e bastante trabalho junto das nossas famílias.
Adailton Figueiredo.
Agenor Pichini.
Bosco Oliveira.
Henrique Lucena.
João Carlos Rocha
Luís Eduardo Suassuna ( Kokinho)
Sami Andrade.
Wellington Albano.

História em quadrinhos (24)

Fonte: http://jboscocartuns.blogspot.com/

História em quadrinhos (23)

Fonte: http://ivancabral.blogspot.com/

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Para gostar de ler.(parte 13)


Gramática.

No princípio era o verbo.
Depois veio o sujeito
E os outros predicados
Os objetos, os adjetivos,
Os complementos
Os agentes, essas coisas.
E deus ficou contente.
Era a primeira oração.

Plínio Sanderson.

E-mail.


Recebi um e-mail muito gentil do nosso aluno Pedro Henrique Alcântara e, com o consentimento do mesmo, torno-o público. Seguem trechos:

"Adailton, Aproveito o clima de festividades para lhe agradecer por ter contribuído ao longo deste ano (...) com minha preparação para o vestibular. Sua ajuda foi fundamental para o meu desempenho nas disciplinas de humanas, principalmente história. O nível do isolado é surpreendente: vocês abordam temáticas transversais que aparentemente são apenas para ilustrar o conteúdo e que, por coincidência, superpresa ou não, aparecem na prova elaborada pela banca. A exemplo da prova deste ano, cujo tema norteador foi cultura. Tema este trabalhado muito bem por você e Henrique ao falarem sobre historia da vida privada, entre outros. Agradeço-lhe de coração (...) pela oportunidade de estudar em um isolado que vem crescendo cada vez mais no atual cenário tão competitivo de cursos isolados. (...). FELIZ NATAL FELIZ ANO NOVO.
Que em 2009, o CIS cresça mais e mais... Mais uma vez, muito obrigado".
Pedro Henrique
Nota do Blog.: Prezado Pedro Henrique,
Agradecemos suas palavras tão generosas; foi uma prazer tê-lo como nosso aluno. Desejamos a voce sucesso no vestibular e na vida. Que Deus o ilumine.
Equipe CIS.

História em quadrinhos (22)

A crise continua desempregando.

Fonte: http://ivancabral.blogspot.com

domingo, 28 de dezembro de 2008

A favela e o palácio.

O Palácio do Planalto, símbolo do poder em nosso país, virou uma favela. E não foi nenhuma voz de oposição ao governo Lula que disse, mas de seu próprio inquilino, o presidente da República.

Num encontro com o arquiteto Oscar Niemeyer, que desenhou a côrte e seus palácios, Lula reclamou dos carpetes antigos, das divisórias malfeitas, do teto mofado e, com a autoridade de quem um dia foi pobre-migrante-favelado, concluiu: “isso aqui tá uma favela!...”

Coincidência ou não, o desabafo do presidente foi feito no mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciava que 1/3 dos municípios brasileiros convivem com o mesmo problema de Lula.

Dos 5.564 municípios do país, 1.837 têm favelas e outras habitações miseráveis, sem falar nos loteamentos irregulares ou clandestinos. São Paulo, o Estado mais rico da federação, tem 203 municípios com problema de habitação, bem à frente de Pernambuco (109) e o Rio de Janeiro (63).

Na cidade de São Paulo, um em cada quatro paulistanos, ou seja, 3,2 milhões de pessoas vivem em 1.500 favelas ou em 1.200 loteamentos irregulares. É quatro vezes a população de Natal ocupando 10% da paulicéia, gente que ganha menos de 3 salários mínimos mensais e não podem assumir um financiamento habitacional privado.

Parte da falta de moradia na capital foi agravado pelos tucanos do PSDB que há anos controlam o governo do Estado. Eles privilegiam os pequenos municípios, de baixo déficit habitacional, controlados por seus correligionários, em detrimento das cidades maiores, controladas por adversários, onde o problema da falta de moradia é mais grave.

Enquanto isso, o que se vê em São Paulo é um lançamento por dia de empreendimentos dirigidos à classe média, sobretudo a jovens casais e às famílias menores que podem para pagar um financiamento. Para quem está abaixo dessa linha, a saída é sujeitar-se às precárias e arriscas condições de moradia nas favelas e loteamentos clandestinos.

Em Natal não deve ser diferente, talvez seja até pior. Até porque não temos mais a lendária COHAB, que marcou época nos anos 70-80 com a construção de milhares de casas populares na longínqua zona norte e no extremo sul da cidade, deixando o meio do caminho aberto à especulação imobiliária.

Era o tempo em que o dinheiro fácil do Sistema Financeiro da Habitação fazia a festa das construtoras e levava para longe do centro milhares de famílias que moravam de aluguel, entregando-os à própria sorte e ao sofrimento da falta de infra-estrutura.

Esse modelo, iniciado com a Cidade da Esperança, nos anos 60, teve um fim melancólico. Maculado por escândalos, desvios e desmandos, que culminaram com o fim do BNH, foi-se junto com ele, o sonho da casa própria de milhões de brasileiros, a ponto de vermos repetido hoje, o mesmo drama vivido pelos soldados que combateram Antônio Conselheiro na Guerra de Canudos.

De volta do Rio de Janeiro, vitoriosos, em vez de condecorações, foram dispensados pelo governo e passaram a ocupar o Morro da Previdência, no Morro da Favela, sertão da Bahia, criando a primeira favela de que se tem notícia na história do Rio de Janeiro.

Canudos também emprestou o nome desse novo jeito brasileiro de morar. Favela era o nome dado pelo sertanejo à euforbiácea Cnidosculus Phyllacanthus, planta muito comum nas terras de Conselheiro.

Passado um século, a favela que um dia deu nome ao morro que serviu de calvário ao monarquista Conselheiro, chega, enfim, ao palácio símbolo da República do Brasil. E pelas milhares de favelas do Brasil, os herdeiros daqueles brasileiros que se enfrentaram em Canudos continuam resistindo ao abandono e à indiferença do governo.

Ciro Pedroza, jornalista.
Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br/, 23.12.2008, 15h05min.


sábado, 27 de dezembro de 2008

O trânsito de Natal, o crescimento urbano e os motoristas mal habilitados.

Não é novidade que o trânsito de Natal vem mostrando-se caótico.Foi-se a época,e talvez alguns nem lembrem, que Natal não tinha congestionamentos constantes,em qualquer hora do dia,à salvo ocorrências de acidentes nas vias arteriais.

A quem ou a quê devemos creditar tal situação? Para os mais leigos façamos uma breve explicação:toda cidade sofre com uma processo de crescimento populacional, não provocado pelo crescimento natural somente,mas pela forte atração (êxodo rural) que elas exercem naqueles que a procuram em busca de "saída".As cidades "explodem" populacionalmente e não crescem da mesma forma devida sua infra-estrutura física,o que chamanos de crescimento urbano.O problema é que esse crescimento urbano não consegue acompanhar o aumento populacional que pressiona a demanda por mais vias de circulação,saneamento,transportes coletivos,energia,água encanada,segurança,saúde,educação.Essa infra-estrutura é de competência do Estado,do poder público (federal,estadual e municipal) e estes por sua vez se mostram "lerdos", "mancos", incapazes de acompanhar com rapidez as transformações estruturais nos grandes e médios centros urbanos.Com isso, temos inúmeros casos de cidades que não conseguiram planejar ações que evitassem uma velha história no capítulo da urbanização brasileira: a urbanização caótica que reflete a favelização,a periferização,o caos urbano.

Pois bem, assim encontra-se Natal,que nos últimos 15 ou 20 anos multiplicou por 10 o número de veículos automotores circulantes e não foi capaz de se planejar para essa realidade que fatalmente todos sabiam que iria acontecer.E hoje vemos uma Natal onde obras maquiladoras emergenciais em nada ou pouco resolvem essa problemática:diminui a espessura de um canteiro aqui,constrói uma pseudo avenida mais rápida alí,retiram-se retornos e multiplicam-se faixas de viadutos aculá e nada de melhorias concretas.

Para piorar tal quadro, temos ainda que mencionar o péssimo desempenho de nossos motoristas.Não, eles não são os piores do país,pois bem já andei por muitos outros estados e municípios das várias regiões do país,mas posso afirmar que estão caminhando a passos largos para ocupar essa posição.Quem nunca foi trancado na faixa rápida por alguém dirigindo a 30Km/h e quando sinalizou com faróis que gostaria de passar num foi xingado?Quem nunca,como eu, não fez da faixa da direita,a destinada para carros lentos, o seu corredor de passagem,infringindo a lei de trânsito não por culpa nossa,mas passar é preciso?Quem nunca foi "trancado" por motoristas assasinos que nem sabem que aquelas luzinhas amarelas nas extremidades laterais dos carros servem para sinalizar uma mudança de faixa ou conversão à direita ou esquerda?E olhe que no exame de direção se o candidato deixar de sinalizar uma vezinha sequer estará reprovado!Por vezes acho que aqui em Natal as luzes sinalizadoras deveriam ser vendidas à parte,como acessório opcional para quem usa.Tenho a certeza de que pouquíssimos comprariam.Precisa citar as vezes que vi alguém conversando ao celular e dirigindo?Acho que não!

Resultado de tudo isso?Ruas e avenidas congestionadas,colisões(frontais,laterais,traseiras...)motos e corpos espalhados pelo chão,buzinas a todo vapor,discussões entre motoristas estressados e mal habilitados cotidianamente...uma verdadeira visão do caos instalado!!!

E tenho dito!!!
P.S:A foto é creditada a Canindé Soares (canindesoares.blog.digi.com.br)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Auto de Natal na UFRN.(parte V)


Fechando hoje o evento Auto de Natal, na praça do Campus Universitário, teremos, além, claro, da apresentação do espetáculo "A Festa do Menino Deus", um show imperdível: Natal Canta a Cidade do Natal com Khrystal (foto), Lane Cardoso, Glorinha Oliveira, Galvão Filho, dentre outros grandes nome da excelente Música Popular Potiguar.
Para quem já conhece o trabalho desses artistas, eis uma grande oportunidade de um reencontro. Prá quem não conhece eis uma chance de conhecer um trabalho de qualidade. Prestigie.



quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Historias em quadrinhos (21)

Fonte: http://jboscocartuns.blogspot.com/

Então é Natal

Então é natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez.
Então é natal, a festa Cristã.
Do velho e do novo, do amor como um todo.
Então bom natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
Então é natal, pro enfermo e pro são.
Pro rico e pro pobre, num só coração.
Então bom natal, pro branco e pro negro.
Amarelo e vermelho, pra paz afinal.
Então bom natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
Então é natal, e o que a gente fez?
O ano termina, e começa outra vez.
E entao é natal, a festa Cristã.
Do velho e do novo, o amor como um todo.
Então bom natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
Harehama, Há quem ama.
Harehama, ha...
Então é natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez.
Hiroshima, Nagasaki, Mururoa ...

Nota do Blog: Natal vem de nascimento, procure renascer a cada dia.

Uma breve mensagem de Natal

Há algum tempo atrás,na minha infância e parte da adolescência, pensava que Natal era feito apenas de presentes e festas e que sem isso não teria tido graça, relevância. O tempo trás consigo, para algumas pessoas, sabedoria e hoje percebo que Natal é algo além, muito mais além.

Natal é ter amigos verdadeiros como os que eu tenho no CIS e venho fazendo ao longo desses anos de profissão, pessoas maravilhosas que cativam, que fazem enxergar a força que existe dentro de uma verdadeira amizade, pessoas que ao simples ato que ficar perto delas transmitem segurança, alegria, paz, energia: Wellington, Adailton, João Carlos, Henrique, João Bosco, Agenor e Elmar, a vocês todos os meus agradecimentos por tudo. Não posso esquecer os alunos, em especial aqueles que estabeleceram um laço de amizade, de companheirismo, de proximidade muito grande e que acreditaram no trabalho da gente, confiam e confiaram...

Natal é ter perspectivas, projetos, sonhos, festejar, estar com saúde, ter tranquilidade, possibilidades...

Natal é algo mágico que festa alguma ou o melhor dos presentes pode proporcionar.

Feliz Natal a todos! Paz, amor e harmonia...

Algumas imagens (parte 11) - Especial de Natal.



Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.

Mateus 5, 3 - 12.
Que nosso natal seja bem-aventurado.

História em quadrinhos (20)

Fonte: http://ivancabral.blogspot.com/


Nota do blog: dois mil anos depois e as semelhanças são assombrosas!!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Micarla conclui lista de secretários para Prefeitura de Natal


A prefeita eleita de Natal, Micarla de Sousa, anunciou na noite desta terça-feira, durante entrevista coletiva no Novotel ladeira do Sol, os nomes que faltavam para compor o secretariado municipal da sua gestão. Oito auxiliares do quadro já foram anunciados no último dia 15.

A novidade foi o anúncio da criação da Secretaria Municipal de Defesa Social, cujo titular será o delegado de Polícia Civil Sérgio Leocádio. Outro nome que chamou atenção foi o de Rose de Sousa, irmã de Micarla, na pasta do Trabalho e Ação Social.
Confira a lista do secretariado anunciado hoje:
Secretaria de Educação - Elias Nunes
Secretaria de Saúde - Levi Jales
Secretaria de Obras e Viação - Demétrios Torres
Secretaria de Esporte e Lazer - João Ananias
Secretaria de Meio Ambiente e Urbaniusmo - Kalazans Bezerra
Secretaria de Serviço Urbanos - João Bastos
Secretaria de Transporte e Trânsito Urbano - Kelps Lima
Secretaria de Defesa Social - Sérgio Leocádio
Secretaria de Turismo - Soares Júnior
Fundação Capitania das Artes - César Revoredo
Urbana - Bosco Afonso

Fonte: www.diariodenatal.com.br , em 23.12.2008. as 18h22min

Resultado final do Vestibular UFRN será divulgado dia 02 de janeiro.


Será divulgado no dia 02 de janeiro o resultado final do Vestibular 2009 da UFRN. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da UFRN na tarde desta terça-feira (23).

Para ter sua redação e provas discursivas corrigidas, os candidatos tiveram que obter pelo menos um acerto em cada uma das provas objetivas e se encaixar dentro das vagas disponíveis na primeira fase para sua opção de curso.


Para o ano de 2009 foram abertos 16 novos cursos de graduação na UFRN. São 5.648 vagas oferecidas e 25.400 inscritos, dois mil a mais do que em 2008. A data do cadastramento dos alunos calouros vai sair junto com o resultado do vestibular. Após o cadastramento, o aluno poderá fazer sua matrícula nas coordenações do curso no período de 3 a 9 de fevereiro.

Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br/, em 23/12/2008, as 16h35min.

Auto de Natal na UFRN.(parte IV)


Prosseguem hoje as comemorações natalinas promovidas pelo Governo do Estado, através da Fundação José Augusto, na praça do Campus Universitário. Para esta terça-feira, 23/12, está programada a encenação do espetáculo "A Festa do Menino Deus" .

"A Festa do Menino Deus" discorre sobre o nascimento de Jesus. O texto é de Racine Santos, tem direção de João Marcelino, música de Danilo Guanais, coreografia de Wanie Rose e direção de imagens de Wilberto Amaral. Conta a história de um casal de pescadores pobre que faz a promessa de celebrar todos os anos o nascimento de Jesus, o Salvador, se tiverem um filho. O milagre é realizado e a promessa, cumprida.

Fechando a noite o show do grupo pernanbucano "Cordel do Fogo Encantado". Imperdível.

Lula na lista da Newsweek.

Muita gente, em especial a grande mídia brasileira, vai detestar a matéria da “Newsweek” sobre a elite global.

É que a revista americana elegeu o presidente Lula entre os homens mais influentes do mundo (Lula aparece na décima oitava posição).

A lista inclui Barack Obama (1), Nicolas Sarkozy (3) Gordon Brown, Steve Jobs (34), Rupert Murdoch (39), The Dalai Lama (46), Oprah Winfrey (47).

De acordo com a “Newsweek”, Lula tirou o Brasil do precipício. O país tem agora 207 bilhões de dólares em reservas e a taxa de inflação mais baixa no mundo em desenvolvimento.

“Graças a política fiscal de Lula, o Brasil está entre as economias emergentes do mundo saudável”, afirma a revista.

Confiram a lista:

1: Barack Obama
2: Hu Jintao
3: Nicolas Sarkozy
4-5-6: Economic Triumvirate
7: Gordon Brown
8: Angela Merkel
9: Vladimir Putin
10: Abdullah bin Abdulaziz Al-Saud
11: Ayatollah Ali Khamenei
12: Kim Jong Il
13-14: The Clintons
15: Timothy Geithner
16: Gen. David Petraeus
17: Sonia Gandhi
18: Luiz Inácio Lula da Silva
19: Warren Buffett
20: Gen. Ashfaq Parvez Kayani
21: Nuri al-Maliki
22-23: The Philanthropists
24: Nancy Pelosi
25: Khalifa bin Zayed Al Nahyan
26: Mike Duke
27: Rahm Emanuel
28: Eric Schmidt
29: Jamie Dimon
30-31: Friends of Barack
32: Dominique Strauss-Kahn
33: Rex Tillerson
34: Steve Jobs
35: John Lasseter
36: Michael Bloomberg
37: Pope Benedict XVI
38: Katsuaki Watanabe
39: Rupert Murdoch
40: Jeff Bezos
41: Shahrukh Khan
42: Osama bin Laden
43: Hassan Nasrallah
44: Dr. Margaret Chan
45: Carlos Slim Helú
46: The Dalai Lama
47: Oprah Winfrey
48: Amr Khaled
49: E. A. Adeboye
50: Jim Rogers.

Fonte: http://www.ailtonmedeiros.com.br/, em 22.12.2008, as 17hs21min.

História em quadrinhos (19)

Fonte: http://ivancabral.blogspot.com/


... ainda sobre sapatos.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Histórias bíblicas de Natal têm viés político, diz pesquisa

Evangelhos comparariam menino Jesus a imperadores romanos.
Intenção seria contrapor fé cristã a opressão gerada por Roma.

O jeito moderno de representar as histórias bíblicas do nascimento de Jesus normalmente as transforma em tocantes contos para crianças, mas é bastante possível que os primeiros cristãos as lessem como manifestos políticos, além de espirituais. Essa é a tese de um livro que acaba de chegar ao Brasil, escrito por dois especialistas nas origens do cristianismo, o americano Marcus Borg, da Universidade do Oregon (EUA), e o irlandês John Dominic Crossan, da Universidade DePaul (também nos Estados Unidos).

O livro “O primeiro Natal – o que podemos aprender com o nascimento de Jesus” deixa em segundo plano as questões sobre os detalhes históricos da vinda de Cristo ao mundo. A intenção dos pesquisadores é descobrir o que os evangelistas Mateus e Lucas, autores das duas narrativas sobre a natividade (o nascimento de Jesus) que foram preservadas na Bíblia cristã, queriam expressar com seus textos. Para eles, o tema comum por trás das narrativas é a rejeição do projeto imperial de Roma, que dominava um quarto da população do planeta na época, em favor de um projeto alternativo para a humanidade, representado por Jesus e seu evangelho.

“As histórias do primeiro Natal são, em geral, anti-imperiais. Em nosso contexto, isso significa afirmar, seguindo as histórias da natividade, que Jesus é o Filho de Deus (e o imperador não é), que Jesus é o Salvador do mundo (e o imperador não é), que Jesus é o Senhor (e o imperador não é), que Jesus é o caminho para a paz (e o imperador não é)”, escrevem os autores.

Em resumo, dizem Borg e Crossan, as histórias da natividade provavelmente foram escritas para ser lidas como “histórias subversivas”, ou seja, cuja intenção era subverter as visões sobre a fé e a política que eram dominantes no mundo romano no século I d.C., mas que os cristãos queriam transformar. Com esse objetivo, os evangelistas parecem ter voltado o vocabulário e a retórica de seus opressores contra eles.

Teologia imperial.
O pano de fundo para esse golpe de mestre cristão é, avaliam os pesquisadores, a chamada teologia imperial romana, que ganhou força com a chegada ao poder de Augusto, o primeiro imperador de Roma, que governou de 27 a.C. a 14 d.C. Como forma de reforçar o domínio romano sobre as vastas regiões do Império, Augusto e seus propagandistas (como o poeta Virgílio, autor do épico “A Eneida”) incentivaram a transformação do governante numa figura divina, cujo mando firme teria trazido a paz a todos os recantos do mundo (a chamada Pax Romana).

A propaganda foi especialmente forte na parte oriental do Império Romano, onde já havia uma tradição de divinizar os governantes. Altares e templos foram construídos em honra do imperador; começaram a circular histórias de que sua mãe tinha sido engravidada por Apolo (deus greco-romano do Sol, da luz e da razão) na forma de uma serpente. Além disso, Augusto tinha sido adotado por Júlio César, outro governante romano que foi oficialmente declarado um deus, embora só depois da morte.

Em suas proclamações políticas de cunho quase religioso, Augusto anunciava a “boa nova” da paz trazida por suas vitórias militares, usando o mesmo verbo grego que daria origem às palavras “evangelho” e “evangelizar” em português. Esse seria o primeiro exemplo claro de “empréstimo” por parte dos evangelistas, como forma de ressaltar que “a boa nova da paz” estava sendo trazida por Jesus e seus seguidores, e não pelo Império. Esse seria o significado do anúncio de “paz na terra” feito pelos anjos aos pastores de Belém no Evangelho de Lucas, argumentam Borg e Crossan.

Resistência
A origem judaica dos primeiros cristãos significava que eles jamais poderiam aceitar passivamente a transformação dos imperadores romanos em deuses (Augusto foi só o primeiro; seus seguidores, inicialmente membros de sua família, logo copiaram o exemplo). Além disso, eles viam Jesus como o cumprimento das promessas messiânicas feitas pelos profetas do Antigo Testamento. Com isso, a fé em Cristo também teria sido uma forma de afirmar a resistência pacífica contra a ideologia imperial romana.

Um exemplo disso é a perseguição contra o menino Jesus encabeçada pelo rei Herodes no Evangelho de Mateus. Esse evangelista aparentemente escreveu sua narrativa para cristãos de origem judaica e retrata Jesus como o novo Moisés, que levaria à perfeição a Lei sagrada do judaísmo. Daí a história da matança dos bebês de Belém, ordenada por Herodes para tentar eliminar Cristo, e a fuga da Sagrada Família para o Egito, seguida de seu retorno após a morte de Herodes.

Os pesquisadores argumentam que essa passagem não visa a descrever um evento histórico, mas sim ressaltar que Herodes, o rei apoiado pelos romanos, é como o faraó que ordenou a matança das crianças israelitas, da qual o pequeno Moisés escapou, segundo o livro bíblico do Êxodo. Já a Sagrada Família simbolizaria todo o povo de Israel, que precisou se fixar no Egito e depois voltou à Terra Prometida, desta vez trazendo o novo Moisés, Jesus.

Da mesma forma, o Evangelho de Lucas aplica ao menino Jesus todos os adjetivos e títulos que a propaganda imperial atribui a Augusto e a seus sucessores, como “Salvador”, “Senhor”, e “Filho de Deus”, mas com uma diferença crucial. Lucas dá ênfase à mensagem do nascimento de Jesus transformando a vida dos oprimidos e marginalizados, como as mulheres (como Maria e Isabel, mãe de João Batista, que são as principais personagens de sua narrativa) e os pastores que testemunham o bebê divino na manjedoura.

Para Borg e Crossan, a mensagem de Lucas é clara: o verdadeiro Filho de Deus não iria trazer a paz ao mundo com exércitos e construções grandiosas, como Augusto, mas por meio da justiça e do resgate dos excluídos. É nesse nível que as histórias do primeiro Natal ainda são relevantes para cristãos e não-cristãos, afirmam eles.

Reinaldo José Lopes, do G1, em São Paulo.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia, em 22.12.2008, as 15h25min.

Auto de Natal na UFRN.(parte III)


Dando prosseguimento ao Auto de Natal, na praça do Campus Universitário, hoje teremos mais uma vez o espetáculo "A Festa do Menino Deus ’’ e , em seguida, o show com o pernambucano Antônio Carlos da Nóbrega.

Antônio Nobrega é um pesquisador da cultura popular nordestina: músico, dançarino, ou melhor, brincante de frevo como se auto donomina, busca, em seu trabalho, a reunião da cultura ibérica, negra e ameríndia, com o samba, o frevo, o cabolinho e o maracatu. Seu show é circense; é teatral. Creio, inclusive, que Nóbrega se constiutui em uma das mais fortes influências do Cordel da Fogo Encantado, quanto a performace.

Antônio Nóbrega tem como um dos seus principais fãs e divulgador o grande Ariano Suassuna. Isso já bastaria como carta de apresentação.

Pra quem gosta de espetáculos verdadeiramente culturais, esse é imperdível!

Pra quem não conhece, eis a chance de se apaixonar por um talento que a mídia não dá o devido espaço.

domingo, 21 de dezembro de 2008

FLORESTAS SAQUEADAS


Com uma variedade de espécies de plantas e animais que estarrece o mundo,o Brasil sofre com um crime dos novos tempos: a biopirataria

A questão ambiental vem ganhando importância no mundo inteiro, não somente pela preocupação com a qualidade da vida humana como também pelas potencialidades econômicas dos recursos naturais de cada país. Nos últimos anos, com os avanços da engenharia genética e da biotecnologia, o preço da vida silvestre tornou-se incalculável para as grandes corporações multinacionais, que buscam em determinados ambientes as matrizes para muitos de seus produtos, as quais, depois de alteradas geneticamente, são comercializadas por valores elevadíssimos.Entre essas regiões, as florestas tropicais assumem especial relevância na medida em que contêm a maior biodiversidade do planeta e possuem muitas áreas quase desconhecidas. Nesse quadro, nosso país ganha destaque especial, principalmente por abrigar a impressionante Floresta Amazônica. O número inigualável de espécies de plantas, peixes, anfíbios, pássaros, primatas e insetos, muitos deles ainda não descritos nem estudados pela ciência, inclui o Brasil num seleto grupo de países notórios por sua megadiversidade biológica (veja quadro Vida de Todos os Tipos, na pág. 39). Detentor de 23% da biodiversidade do planeta, de acordo com cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil conta com um patrimônio genético estimado em 2 trilhões de dólares.Em razão dessa imensa riqueza, nosso país e outras nações privilegiadas em biodiversidade passaram a ser alvo da ação da biopirataria, praticada principalmente por grandes conglomerados transnacionais. Eles levam, sem autorização, elementos da fauna e da flora nativas para o estrangeiro, com fins industriais ou medicinais, sem nenhum pagamento ao país produtor ou à população local, que muitas vezes já conhece as propriedades curativas de espécies subtraídas. Assim, usado pela primeira vez em 1993, o termo biopirataria é mais do que contrabando. É a apropriação e monopolização de conhecimentos mais tarde patenteados em âmbito internacional, sem que as comunidades locais tenham direito à participação financeira com essa exploração.Riquezas roubadasA lista dos países alvo da biopirataria é grande. Madagáscar, Quênia, Senegal, Camarões, África do Sul, Zaire, Brasil, Guiana, Peru, Argentina, Venezuela, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Rússia, Tanzânia, Indonésia, Índia, Vietnã, Malásia e China.Calcula-se que esse comércio ilegal movimente cerca de 10 bilhões de dólares por ano. O Brasil responde por 10% desse tráfico, que inclui animais e sementes. Segundo o Parlamento Latino-Americano, mais de 100 empresas fazem bioprospecção ou biopirataria no Brasil.
Calcula-se que cerca de 40% dos remédios sejam oriundos de fontes naturais, sendo 30% de origem vegetal e 10% de origem animal e microorganismos.
Grande parte do princípio ativo dos hipertensivos (medicamentos prescritos contra pressão alta) é retirada do veneno de serpentes brasileiras, como, por exemplo, a jararaca.

O Brasil possui um imenso potencial genético a ser explorado. Estimase que seu patrimônio vegetal represente cerca de 16,5 bilhões de genes. Sendo tão rico em substâncias biologicamente ativas, tornou-se, comprovadamente, alvo de biopiratas. As denúncias de casos de pirataria genética são freqüentes. Elas envolvem instituições oficiais de ensino e pesquisa, cientistas e laboratórios estrangeiros que saem daqui levando riquezas biológicas, para posteriormente registrar patentes e gozar de vantagens econômicas obtidas à custa de produtos gerados com nossas plantas e animais.Cerca de 70% da biopirataria praticada no Brasil é feita por instituições filantrópicas, que entram em nosso território alegando a intenção de promover o atendimento a populações carentes e remetem clandestinamente material genético, in natura e em grandes quantidades, principalmente para Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Suíça e Japão. O restante da retirada irregular é praticado por instituições científicas legalmente instaladas. Apesar de o volume exportado ser menor, o dano por elas causado é maior, pois a alta tecnologia que aplicam nas pesquisas realizadas aqui mesmo permite o envio, para suas sedes, de material já sintetizado.

Retirar material biológico clandestinamente de um país não exige muita criatividade. Existem diversas maneiras de esconder fragmentos de tecidos, culturas de microorganismos ou minúsculas sementes sem a necessidade de grandes aparatos.
Mas geralmente a ação mais flagrada é o tráfico de animais silvestres.Na Eco-92, a Convenção da Biodiversidade deu origem ao documento Estratégia Global para a Biodiversidade. O combate à biopirataria prevê o pagamento de royalties pelas empresas que fizerem pesquisas ou explorarem a fauna e/ou a flora num país estrangeiro e a transferência de tecnologia e informações para o país detentor da “matéria-prima” biológica. Esses dois pontos vão contra os interesses dos grandes conglomerados farmacêuticos, que se opõem à assinatura de qualquer acordo ou tratado nesses termos. Os países ricos, liderados pelos EUA, alegam que os seus gastos com pesquisas nem sempre se transformam em produtos rentáveis. Em outras palavras, afirmam que investem muito na procura de novas substâncias e que apenas uma ou outra resulta em fonte de lucro.Proteger legalmente o patrimônio biológico em países pobres é uma batalha sem fim. Carentes de tecnologia, mas detentores de cobiçada fauna e flora, como essas nações podem pressionar as megacorporações de países ricos e desenvolvidos?
Mais um motivo para que o uso sustentável da biodiversidade seja uma das maiores preocupações da sociedade moderna, que, adquirindo maior consciência da importância estratégica da preservação da biodiversidade, deve exigir dos governos posturas coerentes para a proteção ambiental e para a exploração dessa riqueza.

Paulo Roberto Moraes é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, do curso Anglo Vestibulares e autor de livros didáticos e paradidáticos.

BRASIL, MOSTRA TUA CARA


Pesquisas apontam que a consolidação da democracia tem colaborado com sensíveis melhoras nos índices econômicos e sociais – mas falta muito para superar o velho carma da desigualdade

O Brasil chega ao século 21 ainda preso ao paradoxo que fez dele, ao mesmo tempo, um dos países mais ricos e um dos mais pobres do mundo. É uma desproporção difícil de imaginar, que reúne desde quem pode pagar 900 reais numa simples sandália de dedo nos grandes shopping centers do país até quem muitas vezes não tem 3 reais para pagar uma condução. Existem os que complementam a faculdade com cursos no exterior e os que não têm sequer banheiro na escola. “São poucos os relatos... em que os banheiros eram considerados conservados”, diz Vera Ireland, pesquisadora da Universidade Federal da Paraíba, que realiza estudos para o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inpe) e acredita que o motivo de tanta carência ainda é a desigualdade. “Ou eles compram pão ou compram lápis”, resume Vera.

Isso não quer dizer que o Brasil não está se desenvolvendo: está sim, e não é pouco. Primeiro, porque está consolidando a democracia política, implantada desde 1988 no lugar dos governos militares. Além do direito de votar, também se buscam meios de a sociedade participar mais ativamente nas decisões que afetam o seu bolso. Afinal, a economia brasileira é uma das dez maiores do mundo, comparável à do Canadá, em termos do volume de riqueza que gera: cerca de 1,5 trilhão de dólares ao ano. Mas a distribuição dessa riqueza, no Canadá, implica em uma renda anual de 50 mil dólares para cada cidadão, enquanto se a mesma distribuição fosse feita entre brasileiros, o ganho seria de apenas 8,3 mil dólares.

Confira o final desta reportagem comprando a revista discutindo Geografia,que está disponível nas Bancas.

Auto de Natal na UFRN.(parte II)

Prossegue hoje, a partir das 19 horas, na praça do campus universitário A Festa do Menino Deus com sua segunda apresentação. Em seguida haverá o show com MV Bill.

Natal em Natal ( parte II).

Dando prosseguimento ao evento Natal em Natal, hoje teremos a segunda e última apresentação do Auto de Natal e, em seguida, o show da paraibana Elba Maria Nunes Ramalho. O evento termina hoje. Prestigie.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Auto de Natal na UFRN.

Começa hoje, às 20 horas, a encenação do auto ‘‘A Festa do Menino Deus’’, que prossegue até o dia 25. As encenações serão seguidas de shows. Hoje, por exemplo, teremos o menestral dos festivais: Oswaldo Viveiros Montenegro, na praça do Campus da UFRN. Vale a pena conferir. Participe, a entrada é franca.

Natal em Natal.

Após um curto recesso por questões técnicas, estou de volta. Recomeço, lembrando que dentro da programação do Natal em Natal, que transocorre no estádio Machadão, com entrada franca, teremos o Auto de Natal e, em seguida, o cearense Raimundo Fagner Cândido Lopes. Imperdível!

O mundo mágico dos bonecos.


As marionetes, mamulengos e bonecos terão três palcos para exibir todos os seus movimentos através do “SESI Bonecos do Brasil 2008”, o maior festival de teatro de bonecos do mundo, que encerra a temporada de sua 5ª edição em Natal, sábado e domingo, em estrutura armada na Praça Augusto Severo, Ribeira. As apresentações começarão a partir das 16h30. A programação conta ainda com ateliês, oficina, exposição e feira temática. O acesso é gratuito. Prestigie. Cultura faz a diferença.

Para gostar de ler.(parte 12)

Crônica de Natal
Autor: Aldemar Paiva - adapt. Rolando Boldrin

Não, eu não gosto de vancê, Papai Noé.
Também não gosto desse seu papé
De ficá aí vestido de vermeio
Vendendo ilusão pra tar de burguesia.
Se os meninos pobre da cidade,
Soubesse o desprezo que o sinhô tem
Pela humirdade, eles jogavam pedra em sua fantasia.

Vancê, tarvêz num se alembre mais..
Faz muito tempo...
eu cresci, me tornei rapaz
Mas nunca esquecí aquilo que passô.
Foi assim:
Eu tinha escrevidoum biete prô sinhô
Pedindo o meu presente..
A noite inteira eu esperei contente..
Raiou o dia...Chegou o sor...
Mas vancê.. não chegô.

Inté chorei...desconsolado...
Então, dias despois, meu pai
Coitado, me apareceu com um trenzinho
Véio enferrujado..
Ponhô na minha mão e disse assim:
Toma...é seu..
-Pra mim, pai ?
- Sim. É pra vancê...
Foi o papai Noé que mandô.
E aí vi quando ele, uma lágrima
Desfarsô, de emoção...

Eu Inocente, nesse caso,
Maginei que o meu biete com atraso,
Tinha chegado im sua mão, naquela hora.
Então, contente, limpei o MEU trezinho
Bem limpado, dei corda nele ele partiu...
Deu muitas vorta... meu pai do lado ...me olhou
Se riu... me abraçou...e foi-simbora.

Passado mais uns dia
Meu pobre pai , de repente vortou.
Vinha assim
Como quem ta com medo
E falou pra mim:
Me dá aqui aquele seu brinquedo
Eu vou trocá por outro na cidade.
E eu... sem vontade
Fui entregando pra ele
O MEU trezinho, quage a saluçá...

E como quem num qué abandoná
Um mimo que lhe deu quem
Lhe qué bem Eu supriquei medroso:
Ô pai...eu só tenho ele..
Eu num quero outro brinquedo
Eu quero aquele
Por favor, pai...
Num vá levá meu trem
Ele nem me ouviu...
Correndo, bateu a porta e saiu
Como um doido varrido
Minha mãe gritô pra ele: José ?
Ele nem deu ouvido...
Foi-se imbora e nunca mais vortô.

Pois é..papai Noé.
Vancê me transformô
Num homi que hoje
Despresa a infância e o dia de Natá.
Sem meu pai..
Sem brinquedo afiná...
dos seus presente,
Num hai um que sobre
Da riqueza pra esses menino pobre
Que sonha o ano inteiro
Com a noite de Natá.

E só bem despois que eu cresci
Foi que tudo compriendí.
Naquele do tar trenzinho
Meu pai de mim compadecido
Num gesto humano e decidido
Pagou bem caro a minha ilusão;
Foi longe demais, coitado.
imaginando que pro seu fio aquilo era um bem
Tinha roubado do fio do patrão aquele trem.

Quando ele sumiu da última vêz,
Pensei que tinha viajado
No entanto, Minha mãe despois que eu fiquei
Moço, em pranto...
Me conto que ele foi preso
E transformado em RÉU.
Pra absorvê meu pai
Nenhum amigo ou parente se atreveu.
E o pobre definhando na cadeia
Foi indo...indo...Inté o dia
Em que Deus, entrou naquela
Cela, e libertou ele pro céu.

Nota do Blog: desculpem o teor triste da nossa mensagem de natal. Todavia, um blog de História e Geografia até nestes momentos de festas para alguns, não pode deixar de externar a preocupação com o social. O poema acima, remete-nos ao natal dos excluídos.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Dicas de livros para as férias (parte 03)


Uma das minhas recomendações é o livro FELIZ ANO VELHO, de Marcelo Rubens Paiva, filho de um deputado federal preso e morto pela ditadura.

Ele narra a história verídica de seu acidente, no qual ficou paraplégico, e as transformações em sua vida a partir daí.

Amores, amizades, família, política e fatos que ocorreram entre o final da década de 70 e início de 80 são motes para a narrativa se desenvolver de forma às vezes leve e outras muito tensa. É um bom livro para refletir sobre todas essas temáticas e limites que a vida nos impõe.

De volta mesmo...

Olá caros e caras,
Após um longo período "brigado' com a internet estou de volta, justo nas férias. Nesse tempo os amigos Adailton, João Carlos e Bosco sustentaram as publicações bravamente.

Agora que estou de volta, prometo, mesmo que viajando, postar publicações pertinentes pelo menos uma vez por semana.
A todos e todas um bom final de semana.
Abraços.
Sami Andrade.

Dicas de livros para as férias (parte 02)


Dando continuidade às dicas de livros, indico Deu no New York Times: o Brasil segundo a ótica de um repórter do jornal mais influente do mundo, de Larry Rohter. O autor, correspondente do periódico norte-americano no Brasil desde o final da década de 1970, traça, a partir da experiência de um estrangeiro, um grande perfil do nosso País, em reportagens que tratam desde o projeto espacial brasileiro à insólita análise da substituição do jumento por outros meios de locomoção em regiões pobres do nordeste – após uma passagem por Currais Novos (RN).

Tendo visitado várias regiões do nosso território, Rohter o conhece mais do que a maioria dos brasileiros, que preferem fechar os olhos para questões amplamente discutidas internacionalmente, como a arte popular do cordel e dos repentistas.

Com faro investigativo, o correspondente traçou o perfil do Major Curió – responsável direto pela destruição da guerrilha do Araguaia –, refez o caminho de um “doador” de rim no mercado negro internacional – que o levou das favelas do Recife ao Brooklyn (EUA), passando pela África do Sul – e participou, junto com a Polícia Federal e uma equipe móvel do Ministério do Trabalho, em missões para desarticular fazendas que se utilizavam de mão-de-obra escrava no Pará.

Mas o livro não trata apenas de coisas ruins. Também mostra um Brasil inovador, com reportagens sobre a Embrapa, a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e seus projetos de codificação genética, a Embraer e a produção agrícola que vem tornando o país em uma “superpotência agrícola”, no dizer de Colin Powell, antigo secretário de Estado norte-americano.

Temas culturais e sociais, como o tropicalismo, o carnaval, o cinema, nossos escritores e até mesmo vestibular e cotas para negros em universidades são discutidos. Rohter, que ganhou notoriedade nacional por ter sido o pivô de um “escândalo” com Lula e o PT após a publicação de uma reportagem que retratava a preocupação de setores políticos com o fato de que o líder estava exagerando no consumo de bebidas alcoólicas, destina parte do seu livro ao presidente, tendo uma opinião crítica e – em minha opinião – certas vezes exagerada, embora dentro dos limites do bom jornalismo.

Essa dica é, principalmente, para aqueles que cursarão Comunicação Social e para todos que têm interesse em entender como o Brasil é compreendido lá fora.

Trecho do livro: Deu no New York Times: o Brasil segundo a ótica de um repórter do jornal mais influente do mundo (Larry Rohter)

Quando Alberty José da Silva descobriu que se vendesse seu rim poderia ganhar dinheiro, muito dinheiro, achou que esta seria a oportunidade de sua vida. Era exatamente o que isto também significava para uma mulher de 48 anos do Brooklyn, em Nova York, desesperadamente enferma, e cujos médicos a haviam aconselhado conseguir um rim de qualquer maneira.
Silva, hoje com 38 anos, é um dos 23 filhos de uma prostituta, em mora em uma favela próxima ao aeroporto daqui, em um barraco frágil de dois cômodos que divide com uma irmã e mais nove pessoas. “Quando eu era criança, eu me lembro de sete de nós dividindo um ovo, ou passando muitos dias sós dividindo um ovo, ou passando muitos dias só comendo um pouco de farofa com sal”, diz Silva em uma entrevista em sua casa. [...]
A notícia de um mercado de compra e venda de órgãos se espalhou rapidamente entre os pobres como Silva e outros que se mudaram para as favelas locais, vindos do sertão calcinado do nordeste brasileiro. Alguns que venderam órgãos já estão comprando casas, carros, refrigeradores e abrindo negócios.
As quantias oferecidas parecem uma fortuna, pois o salário mínimo pago aqui mal chega a oitenta dólares, e é difícil encontrar trabalho. Muitos homens lutam para sobreviver fazendo bicos que pagam pouco mais de um dólar por dia. Quando este comércio teve início, os corretores de órgãos pagavam até 10 mil dólares por um rim, ou seja, mais de dez anos de salários.

Expedição no Saara acha fósseis de dino gigante e de réptil alado

Ao que parece, o Saara é um celeiro de gigantes da pré-história, prestes a ser mais explorado. Pesquisadores da Universidade de Portsmouth (Reino Unido), do University College de Dublin (Irlanda) e da Universidade Hassan II em Casablanca (Marrocos) anunciaram a descoberta de duas possíveis espécies extintas na região: um dinossauro herbívoro pescoçudo (saurópode) de mais de 20 m de comprimento e um pterossauro (réptil voador). Agora, os fósseis vão ser estudados com calma para descrever formalmente essas espécies.

Pesquisadores recolhem osso da perna de dino herbívoro (Foto: Divulgação)

Fonte: Globo.com

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Adailton Figueiredo está fora do blog!

Calma pessoal, não é o que vocês estão pensando. Estou tendo problemas como meu computador e estarei TEMPORARIAMENTE fora do blog.

Voltarei em breve, tão logo supere estes "probleminhas" técnicos .

Abraços a todos.

Adailton Figueiredo.

Historias em quadrinhos (18)


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Jesus é o caminho

Por mais difícil que a situação possa se apresentar na sua vida, lembre-se:


AI-5 - vigência da ditadura escancarada

No dia 13 de dezembro de 1968 o regime militar decretava explicitamente a morte do pouco que ainda restava de democracia no Brasil, após quatro anos de arbítrio. No conceito do jornalista e historiador Elio Gaspari, instalou-se a ditadura escancarada. Trata-se do autor de quatro volumes sobre As ilusões Armadas, mais completa radiografia do regime que se prolongou de 31 de março de 1964 a 15 de janeiro de 1975, com a eleição indireta de Tancredo Neves à presidência da República.

Quarenta anos depois, o Ato Institucional é revisto como fato histórico que jamais deverá ser esquecido pela violência imposta a instituições e à cidadania, pelo clima de terror implantado. Chegou a vigorar por mais de dez anos durante os governos Costa e Silva, Junta Militar e Ernesto Geisel, que no final da sua gestão o revogou através da Emenda Constitucional nº. 11, de 1º de janeiro de l979 e aboliu ainda os decretos de banimento de cem exilados.

O Ato fechou o Congresso Nacional; suspendeu garantias individuais; impôs censura à imprensa; prendeu, torturou e matou. Esse período sombrio da vida nacional passou a ser denominado de "anos de chumbo" pela virulência praticada contra os adversários do regime e, principalmente, jovens idealistas engajados na luta pela derrubada do arbítrio sufocante. Após assinar o AI-5, pressionado pela "linha dura", o próprio presidente Costa e Silva afirmou: "Confesso que é uma verdadeira violência aos meus princípios e idéias".

O estopim da crise foi o inexpressivo discurso do deputado Márcio Moreira Alves (PMDB-RJ), no chamado "pinga-fogo", pregando que "as jovens não deveriam dançar com oficiais das Forças Armadas que oprimiam o país, durante a semana da pátria." O governo encampou o descontentamento dos quartéis mediante o ministro da Justiça, Gama e Silva, que decidiu solicitar licença à Câmara dos Deputados para processar o deputado carioca. Começava assim, o calvário do ato que sufocou as liberdades públicas.

A Câmara Federal dividiu-se entre governistas e oposicionistas. A temperatura política chegou a índices insuportáveis, devido a pressão dos militares e a resistência dos civis. Calorosos debates revigoravam o parlamento. Neste episódio, o norte-rio-grandense Djalma Marinho teve um destacado papel em defesa das prerrogativas institucionais. "Não defendo o discurso leviano de um deputado. Defenderei sim, a inviolabilidade da instituição", disse o deputado da tribuna da Casa.

Seu discurso incendiou a Câmara, quando afirmou: "Ao rei tudo, menos a honra". Djalma foi buscar no escritor espanhol Calderon de La Barca a frase que marcou sua passagem pelo parlamento nacional. As galerias da Câmara o aplaudiram de pé, cantando o Hino Nacional. Neste momento o líder do então MDB, deputado Martins Rodrigues (CE) disse: "Fiquemos, também, todos de pé para aplaudir um homem chamado Djalma Aranha Marinho". Na ressaca das comemorações pela licença negada, veio o ato com extrema violência.

Durante a reunião do presidente com todo o ministério, apenas um voz discordante: o vice-presidente Pedro Aleixo. Professor de Direito Constitucional e liberal convicto discorreu sobre as conseqüências do ato e sugeriu sua substituição pelo "Estado de Sítio". O ministro Gama e Silva contestou: "O senhor acha que o presidente vai usar o ato indiscriminadamente? Pedro Aleixo respondeu em tom professoral: "Senhor ministro, não desconheço o discernimento do senhor presidente. "Eu temo que o guarda da esquina se arvore de autoridade e saia prendendo todos os desafetos que encontrar pela frente." Foi justamente o que aconteceu.

Os militares não perdoaram a posição do vice-presidente Pedro Aleixo durante a decretação do AI-5. Quando Costa e Silva faleceu em 17 de dezembro de 1969, ele foi impedido de assumir a presidência da República. Uma junta militar composta por Augusto Rademaker (Marinha), Aurélio de Lira Tavares (Exército) e Márcio Souza Melo (Aeronáutica) assumiu o governo até a eleição do novo presidente militar, general Emílio Garrastazu Médici. O país relembra o ato espúrio, de triste memória, com a convicção de que jamais se repita.

Autor: João Batista Machado
E-mail: Jornalista (jbmjor@yahoo.com.br).

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Prefeita eleita Micarla de Sousa anuncia nomes dos primeiros secretários.


Publicada às 17h04A prefeita eleita de Natal, Micarla de Sousa, acaba de anunciar os oito primeiros nomes dos novos secretários que vão integrar o corpo de auxiliares do seu governo, três deles fizeram parte da equipe de transição. Micarla assegurou que o restante da equipe será anunciada até o dia 24 de dezembro.Veja os nomes já confirmados:

Chefe de Gabinete Civil: Fernando Resende
Procuradoria Geral do Município: Bruno Macedo.
Controladoria Geral do Município: Regina Motta.
Secretaria de Administração, Recursos Humanos e Previdência (SEMAD): Roberto Lima.
Secretaria Municipal de Tributação (SEMUT): Carlos Guedes.
Secretaria de Articulação e Integração de Ações Governamentais: João Faustino.
Secretaria Municipal de Comunicação Social (SECOM): Jean Valério.
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Finanças (SEMPLA): Augusto Viveiros


Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br/, em 15.12.2008, as 17h15min.

Jornalista arremessa sapato em Bush.

O Washingon Post faz hoje um apanhado geral sobre a "turnê" surpresa de George W. Bush pelo Iraque e pelo Afeganistão no fim de semana. O destaque da reportagem é o ataque de Muntadar al-Zaidi, correspondente no Iraque da TV egípcia al-Baghdadia, que arremessou seus sapatos contra Bush enquanto o chamava de "cão". O ataque tem dois significados simbólicos. O primeiro é a impopularidade de Bush no Iraque - lá, atacar alguém com os sapatos é a pior ofensa possível. O outro representa o fim melancólico que o governo Bush está tendo, especialmente no Afeganistão, onde os níveis da violência só crescem e são parecidos com os da invasão americana, de 2001.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Algumas imagens (parte 10)


Dois momentos da história dos Estados Unidos da América: a primeira foto feita no vietnã na década de 1960; a segunda, realizada no Iraque na primeira década de 2000.
Até quando?!

Resgate: terras potiguares - sua gente e suas histórias.


Caraúbas: A imponência da Fazenda Sabe Muito.

A enorme casa, vista da beira da estrada entre os municípios de Apodi e Caraúbas, sobressai em meio à paisagem seca da caatinga no Médio Oeste. A casa grande da propriedade, encravada em um outeiro, foi construída em 1868. Até hoje, não se tem notícias sobre o reconhecimento histórico-arquitetônico, através de processo de tombamento em nível estadual, para averiguar a importância da construção.

A fazenda “Sabe Muito” é o coração da cidade de Caraúbas, a qual foi erguida no final do século XVII, quando vieram para o Brasil alguns portugueses, oriundos da Vila de Faral, província do Douro. Segundo Epitácio Fernandes Pimenta, um índio Payacu, amigo do português Antônio Coutinho, havia encontrado um olho d’água nas imediações da fazenda.

“Antônio Coutinho perguntou se o índio sabia mesmo onde se achava água, o mesmo respondeu: ‘Eu sabe muito’. Coutinho, como todo bom português, conhecia um pouco de sua língua, achou interessante a maneira do Paiacu falar e daquele dia em diante deu o nome dessas terras de Fazenda Sabe Muito”, escreveu Epitácio Pimenta no livro Caraúbas Centenária.

A casa é rústica, mas impressiona pela grandeza que foi construída. É a maior casa do município e parece uma fortaleza, com suas possantes paredes de quatro enormes tijolos que sustentam uma cumeeira com altura de 50 palmos de altura, além de 27 portas e 41 janelas abrigando 20 cômodos. Atualmente, a casa grande da Fazenda Sabe Muito está abandonada, servindo de refúgio para morcegos, ratos e outros animais silvestres.

Atualmente, o Sabe Muito pertence a Jonas Armagílio de Oliveira e Joana Eulália de Oliveira que comprou a propriedade e se estabeleceram na região no ano da graça de 1960. Muito cortês, os descendentes moram ao lado e podem mostrar a casa para o visitante. Nos fundos da casa grande, há uma casa de farinha com os equipamentos velhos e sem uso, mas ainda existe a prensa, o forno e uma grande moenda.

No ermo dos alpendres solitários da fazenda, uma lenda se espalha feito vento ligeiro, contando que existe uma botija de ouro sob os tijolos da imensa sala da casa. A moradora Edileuza de Oliveira Silva afirmou ter escutado a história de um antigo morador da região, mas nunca se interessou em escavar a área.

Edileuza confirma que vem gente "de todo canto" para visitar a casa. Os nomes de inúmeros visitantes incultos estão inscritos com giz nas paredes dos cômodos da fazenda, demonstrando pouca importância pela preservação do lugar.

Foto e texto do jornalista Alex Gurgel, no http://chaopotiguar.blogspot.com/.

Lula no Dilma ou nada.

Cutucado pelos espinhos da crise econômica internacional, pelo inchaço dos índices do candidato José Serra, governador de São Paulo, nas últimas pesquisas, e pelo reconhecimento da mediocridade da lista dos aspirantes petistas que não podem ser levados a sério, o presidente Lula decidiu ir para o tudo ou nada com a sua candidata, a ministra Dilma Rousseff, e mergulhar de cabeça nas águas da campanha.

É inútil desviar o rumo da conversa para a avaliação se este é o melhor ou o pior momento para saltar as ameaças de uma recaída na praga na inflação na faixa decisiva de 2009, pois, a partir de agora, qualquer recuo será uma confissão do fracasso de Dilma – primeira e única – e do comando do maior líder popular da História deste país. Sem ironia ou despique: é a simples constatação de uma evidência, mensurada pelos 70% de aprovação da última pesquisa.

Com o desconto do coro desafinado do cordão que, se não aumenta, também não apresenta grandes baixas, Lula está com a faca e o queijo para apostar na tática de aceitar o desafio de puxar a candidatura da sua favorita do buraco de um mísero dígito nas pesquisas, antes que vá a pique.

O PT que não se alistou no coro do oba-oba encolhe no silêncio das suas dúvidas. De três parlamentares petistas com quem conversei na informalidade de um encontro casual, ouvi as apreensões com os riscos de uma candidata que, mesmo lançada e apoiada por Lula, aspira chegar à Presidência da República sem jamais ter disputado uma eleição.

Na entrevista ao escritor e jornalista Fernando Morais para a revista Nosso Caminho, Lula anuncia a retomada da ofensiva, sem passar recibo nos seus óbvios temores. Como não é dos seus hábitos modular as palavras para não ferir os ouvidos da platéia, foi às do cabo: “Eu acho que a Dilma está fortemente qualificada. Seja do ponto de vista da sua história política, da competência técnica e de como pensa o Brasil e o mundo. A Dilma está infinitamente preparada para ser candidata e ganhar as eleições”.

Lula sabe que não é bem assim. Se fosse, a tática lógica seria inversa: de retardar ao máximo a campanha eleitoral para não misturar com o mutirão que desafia o governo no próximo ano, com as obras do Projeto de Aceleração do Crescimento – a sigla mágica do PAC – para atrair votos e a abertura da nova frente de aflitiva urgência e inquestionável prioridade para a recuperação das áreas de Santa Catarina, Espírito Santo e estado do Rio devastadas pela maior enchente do século, com mortes, casas derrubadas, pontes e estradas em pandarecos e milhares de vítimas sem ter onde morar.

Gente que não pode aceitar o conselho presidencial para derrubar a crise comprando o que precisa ou apenas deseja para não interromper a corrente da felicidade: quem tem emprego, tem salário e deve comprar tudo que deseja mesmo se encalacrando nos juros de prestações a perder de vista, para que as lojas continuem mantendo os estoques e as empresas continuem fabricando.

Tão fácil e lógico. Como é que ninguém descobriu antes a ciranda da eterna bonança?

Villas-Bôas Corrêa, Jornalista.

sábado, 13 de dezembro de 2008

História em quadrinhos (17)

Quarenta anos depois, memórias do AI-5 estão vivas.

O início da noite de sexta-feira, 13 de dezembro de 1968, mudaria a vida política e cultural do Brasil pelos 10 anos e 18 dias seguintes, até o fim de 1978. Naquela data, há 40 anos, o presidente-militar Artur da Costa e Silva aprovou o Ato Institucional número 5 (AI-5), depois de uma reunião de mais de duas horas com 25 membros do Conselho de Segurança Nacional.

O ato serviu como base para a cassação de 273 mandatos de parlamentares estaduais e federais, a punição de mais de 1,5 mil pessoas e a censura de milhares de obras culturais, entre filmes, livros e peças teatrais. Pessoas consideradas adversárias do regime, foram torturadas durante o período. Muitos corpos não foram localizados até hoje.

Logo após a reunião comandada por Costa e Silva, o AI-5 foi lido ao vivo na "Voz do Brasil" e o Congresso Nacional entrou em recesso por dez meses. Começava ali o período no qual as restrições às liberdades individuais foram mais sufocantes.

O ato deu plenos poderes a Costa e Silva para cassar mandatos eletivos, suspender direitos políticos, proibir reuniões e manifestações públicas de caráter político, legislar por decreto, julgar crimes políticos em tribunais militares, entre outros. A censura aos veículos de comunicação ganharia também força durante o período.

"Foi um dos episódios piores que o Brasil já viveu. Eu diria, da história republicana, talvez o pior de todos, desde que foi proclamada a República. Foram aqueles anos, principalmente de 68 até meados da década dos 70. Muito difícil de transmitir para quem não viveu. Para quem não conhece o que era uma ditadura. Por isso que eu digo: a melhor forma de explicar uma ditadura, é descrever o que é. Não precisa fazer grandes interpretações", disse o governador de São Paulo, José Serra, exilado à época da decretação do ato em 1968.

No início do regime militar, em 1964, Serra era presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), que foi colocada na ilegalidade. Meses depois do golpe, foi para o exílio.

"A ditadura no Brasil se materializou na sua plenitude a partir do AI-5. Uma repressão fortíssima para os opositores, inclusive para as forças de esquerda, e que até dizimou muita gente, nos anos subseqüentes", disse.

O governador lembra que na ocasião da aprovação do AI-5 já estava exilado no Chile. Serra só voltaria ao Brasil em 1978, ano em que o AI-5 foi revogado.

"Eu já estava há quatro anos de exílio. O período de angústia maior já tinha passado. No sentido que você tem de refazer a sua vida fora do País. Foi o que eu fiz. Eu estudava engenharia, não pude concluir o curso, passei para economia, enfim, tratei de aprimorar minha formação intelectual e profissional nos anos de exílio, porque tinha claro que iriam ser anos muito prolongados nesse processo, mas evidentemente a aflição era enorme, por dois motivos: pela postergação das possibilidades de volta e pelo risco que corriam pessoas amigos meus, colegas, companheiros que estavam no Brasil, na militância política, com receio do que pudesse acontecer a eles", afirmou.

Durante a semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, lembrou do silêncio daqueles que se opunham à ditadura.

"O AI-5 inaugurou um dos períodos mais tenebrosos da vida pública nacional e que perdurou, infelizmente, por 10 anos e 18 dias. No período em que vigorou, instaurou uma cultura do medo, embora não tenha calado por completo as vozes que se opunham à ditadura, seja na luta social, seja na institucionalidade possível", afirmou.

Vagner Magalhães, para www.terra.com.br