domingo, 31 de agosto de 2008

Algumas imagens (parte 04)


A primeira fotografia foi feita no campo de concentração de Auschwitz, quando a Alemanha invade a Polônia, durante o governo de Adolf Hitler.
A segunda fotografia foi feita na prisão de Abu Ghraib, quando os E.U.A invadem o Iraque, durante o governo de George Bush.
Mórbida semelhança!

Natal, ontem e hoje.


Natal, infelizmente, é uma cidade que não tem muito cuidado com sua história, com seu passado, com sua memória. De modo geral, nossa população sequer conhece suas ruas, bairros e prédios históricos. É como se tudo por aqui tivesse sido construído ontem ou tudo estivesse sempre ali, sem função e desprovido de tradição.
As fotos acima, são da Rua Ulisses Caldas, onde em primeiro plano se vê o prédio da Prefeitura Municipal do Natal.
Ulisses Olegário Lins Caldas, Norte Riograndense, de assu, participou da Guerra do Paraguai (1865 - 1670), tendo sido promovido a patente de Tenente e , em função de sua conduta em guerra, Condecorado por D. Pedro II, com a Ordem do Cruzeiro. Morto em combate, empresta seu nome à rua na qual está a sede da Prefeitura de Natal, desde 13 de fevereiro de 1884.
A partir de hoje tentaremos resgatar nossa memória urbanística com essa sessão. Se algum tiver alguma imagem antiga de Natal, por favor, nos envie.

Novos indícios de que Jango foi assassinado.

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, por unanimidade, um relatório que corrobora a tese de que João Goulart foi assassinado.

O documento, ainda não conclusivo, afirma que são fortes os indícios de que a morte de Jango foi orquestrada pelos órgãos de repressão brasileiros, com conhecimento de Ernesto Geisel. O relatório aponta que antes da Operação Condor, o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) de São Paulo atuava no Uruguai e Argentina, monitorando brasileiros exilados.


A hipótese da morte de Jango a mando das Forças Armadas ganhou força em janeiro deste ano, após o ex-agente do serviço de inteligência uruguaia, Mario Barreiro, afirmar à Folha de S.Paulo que ele foi envenenado, em uma operação conjunta dos governos argentino, uruguaio e brasileiro.

Para dar prosseguimento às investigações, a comissão pede no relatório uma série de documentos e informações às Forças Armadas brasileiras, e aos governos da Argentina, Uruguai e Estados Unidos.

por Dafne Melo.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/novos_indicios_de_que_jango_foi_assassinado.html.

sábado, 30 de agosto de 2008

Romeu e Julieta: romance ou História?

Ao longo da História da Arte, diversas obras literárias obtiveram grande destaque chegando a serem consideradas verdadeiros clássicos da literatura mundial. As características de uma personagem ou o envolvente enredo de uma história, por vezes, despertam uma grande paixão do público pela obra. Em determinadas situações, os admiradores de um clássico tão vivo e impactante chegam a questionar se aquelas linhas seriam mera ficção.

“Romeu e Julieta”, do escritor britânico William Shakespeare, conta uma afamada história de amor que envolve um casal de jovens apaixonados proibidos de vivenciar sua experiência amorosa mediante a rivalidade de suas famílias. A intensidade dos diálogos e das ações envolvendo o atraente e trágico casal apaixonado desperta certa desconfiança sobre os limites do real e do imaginado. Afinal, Romeu e Julieta viveram para fora da cabeça de Shakespeare?

De fato, a primeira versão impressa desta obra cita que o enredo daquela história já havia sido encenado em diversas peças de teatro. Um italiano chamado Giralomo della Corte, que viveu na mesma época de Shakespeare, dizia que a cidade de Verona vivenciou esse caso amoroso no ano de 1303. Teria o italiano se inspirado pela obra do escritor inglês ou Shakespeare explorou oportunamente um fato histórico que chegou a seus ouvidos? Difícil dizer.

No entanto, outras obras mais antigas que a do próprio Shakespeare também instiga outras questões a esse mistério. No século II, o escritor grego Xenofonte Epehesio escreveu a obra “Anthia e Abrocomas”, que possui diversas semelhanças com a história dos amantes italianos. Uma outra versão diz que o escritor italiano Luigi da Porto se inspirou em uma obra chamada “Novellino” e produziu um romance ambientado pelos amantes Romeo e Guilietta.

Essa mesma hipótese recai sobre uma obra do escritor italiano Matteo Bandello, que produziu uma versão da história em 1554. Tempos depois, essa história teria sido traduzida para o francês e uma versão em inglês transformou-a no poema “Romeus and Juliet”. No ano de 1567, uma versão em prosa do poema teria gerado o livro “The palace of pleasure”, de Willian Paynter.

Entre tantas versões do que parece ser uma mesma obra, muitos historiadores chegaram à conclusão de que Shakespeare teria compilado uma peça teatral de origem completamente desconhecida. Entre tantas versões e possibilidades, ninguém sabe afirmar se Romeu e Julieta remontam histórias de um tempo remoto ou se vieram a viver na Península Itálica. O único elemento realmente comprovado de toda essa história é o de que as famílias Montecchi e Capelletti existiam.

Na mais famosa obra do escritor Dante Alighieri, “A Divina Comédia”, as duas famílias são citadas enquanto exemplo das disputas políticas e comerciais desenvolvidas na Itália. No entanto, ainda há gente que discorde disso. Para o historiador Olin Moore, o nome destas duas famílias seria um outro desígnio para dois importantes partidos políticos rivais italianos: os gibelinos e guelfos.

Por mais que essa polêmica nunca tenha uma resposta definitiva, podemos notar como as pessoas se sentem impelidas a querer comprovar algo que se apresenta como ficção. O amor trágico e desmedido de Romeu e Julieta parece instaurar um arquétipo de um amor ideal, muitas vezes, distante das experiências afetivas cotidianamente experimentadas. Talvez por isso, tantos acreditam (ou pelo menos torcem) para que um amor sem medidas como do casal shakespeariano acontecesse.

Por Rainer Sousa

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O crescimento Demográfico

O crescimento Demográfico e seus fatores

Do inicio dos anos 70 até hoje, o crescimento da população mundial caiu de 2,1% para 1,6% ao ano, o numero de mulheres que utilizaram algum método anticoncepcional aumentou de 10% para 50% e o número médio de filhos por mulher em países subdesenvolvidos caiu de 6 para 4. Ainda assim, esse ritmo continua alto e, caso se mantenha, a população do planeta duplicará até 2050.

O crescimento demográfico está ligado a dois fatores: o crescimento natural ou vegetativo, e a taxa de migração, que é a diferença entrem a entrada e a saída de pessoas de um território.

O crescimento da população foi, explicado a partir de teorias. Vejamos as principais.

Teoria de Malthus

Em 1798, Malthus publicou uma teoria demográfica que apresenta basicamente dois postulados:

- A população, se não ocorrerem guerras, epidemias, desastres naturais, tenderia a duplicar a cada 25 anos. Ela cresceria, portanto, em progressão geométrica.

- O crescimento da produção de alimentos ocorreria apenas em progressão aritmética e possuiria em limite de produção, por depender de um fator fixo: o próprio limite territorial dos continentes.

Malthus concluiu que o ritmo de crescimento populacional seria mais acelerado que o ritmo de crescimento da produção alimentar. Previa ainda que um dia estariam esgotadas as possibilidades de aumento da área cultivada, pois todos os continentes estariam plenamente ocupados pela agropecuária e a população do planeta continuaria crescendo. A conseqüência seria a fome, a falta de alimentos para abastecer as necessidades de consumo do planeta.

Hoje, sabe-se que suas previsões não se concretizaram: a população do planeta não duplicou a cada 25 anos e a produção de alimentos cresceu no mesmo ritmo do desenvolvimento tecnológico. Os erros dessa previsão estão ligados principalmente as limitações da época para a coleta de dados, já que Malthus tirou suas conclusões a partir da observação do comportamento demográfico em uma região limitada. Não previu os efeitos decorrentes da urbanização na evolução demográfica e do progresso tecnológico aplicado a agricultura.

A fome que castiga mais da metade da população mundial é resultado da má distribuição, e não da carência na produção de alimentos. A fome existe porque as pessoas não possuem o dinheiro necessário para suprir suas necessidades básicas, fato facilmente do enorme volume de alimentos exportados, as prateleiras dos supermercados estão sempre lotadas e a panela de muitas pessoas n~\o tem nada para comer.

Teoria de neomalthusiana

Foi realizada uma conferencia de paz em 1945, em São Francisco, que deu origem a Organização das nações Unidas. Foram discutidas estratégias de desenvolvimento, visando evitar a eclosão se um novo conflito militar em escala mundial.

Mas havia um ponto de consenso entre os participantes: a paz depende da harmonia entre os povos e, portanto, da diminuição das desigualdades econômicas no planeta.

Passaram a propor amplas reformas nas relações econômicas, é óbvio, diminuíram as vantagens comerciais e, portanto, o fluxo de capitais e a evasão de divisas dos países subdesenvolvidos em direção ao caixa dos países desenvolvidos.

Foi criada a teoria demográfica neomalthusiana, ela é defendida pelos países desenvolvidos e pelas elites dos países subdesenvolvidos, para se esquivarem das questões econômicas. Segundo essa teoria, uma população jovem numerosa, necessita de grandes investimentos sociais em educação e saúde. Com isso, diminuem os investimentos produtivos nos setores agrícolas e industriais, o que impede o pleno desenvolvimento das atividades econômicas e, portanto, da melhoria das condições de vida da população.

Segundo os neomalthusianos, quanto maior o numero de habitantes de um país, menor a renda per capita e a disponibilidade de capital a ser distribuído pelos agentes econômicos.

Ela passa, então, a propor programas de controle de natalidade nos países subdesenvolvidos e a disseminação da utilização de métodos anticoncepcionais. É uma tentativa de encobertar os efeitos devastadores dos baixos salários e das péssimas condições de vida que vigoram nos países subdesenvolvidos a partir de uma argumentação demográfica.

Teoria reformista

Nessa teoria uma população jovem numerosa, em virtude de elevadas taxas de natalidade, não é causa, mas conseqüência do subdesenvolvimento. Em países desenvolvidos, onde o padrão de vida da população é elevado, o controle da natalidade ocorreu paralelamente a melhoria da qualidade de vida da população e espontaneamente, de uma geração para outra.

É necessário o enfrentamento, em primeiro lugar, das questões sociais e econômicas para que a dinâmica demográfica entre em equilíbrio.

Para os defensores dessa corrente, a tendência de controle espontâneo da natalidade é facilmente verificável ao se comparar a taxa de natalidade entre as famílias brasileiras de classe baixa e as de classe média. Á medida que as famílias obtém condições dignas de vida, tendem a diminuir o números de filhos para não comprometer o acesso de seus dependentes aos sistemas de educação e saúde.

Essa teoria é mais realista, por analisar os problemas econômicos, sociais e demográficos de forma objetiva, partindo de situações reais do dia-a-dia das pessoas.

Teoria Ecomalthusiana

Afimavam que a causa dos problemas ambientais globais estava intimamente ligada ao elevado crescimento demográfico verificado nos Países Subdesenvolvidos, sendo necessario um novo controle de natalidade através do uso generalizado de anticoncepcionais.

Esta teoria é facilmente refutada, pois a causa principal dos problemas ambientais que o mundo vive se deve em larga escala, ao elevado consumismo que ocorre no mundo desenvolvido, com elevado desperdício de matérias-primas e energia.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Seu Zé.

Acabo de receber um e-mail do meu amigo Lipe componente da Banda Seu Zé e tomei a liberdade de torná-lo público. Diz ele:

"prezadíssimo amigo e mestre Adailton e demais amigos do CIS.

Não poderia deixar de parabenizá-los, mais uma vez, pelo aulão de domingo. O trabalho de voces é coisa que deveria ser conhecida no Brasil inteiro pela qualidade e originalidade. História e cultura geral, com filmes, música, pintura e fotografia numa aula ministrada com uma habilidade de causar inveja a qualquer profissional que se preze. Não consigo entender como alguns estudantes de Natal se permitem perder uma aula desse nível. Impressionante também a sintonia entre voces e o grau de amizade que se percebe na equipe. Dificilmente um grupo de profissionais da mesma área se gosta e se respeita tanto quanto voces. Continue trabalhando dessa forma, de maneira ética, respeitando todos os demais colegas, como voces fazem, se constituindo num exemplo de postura.

Seu Zé reforça o orgulho dessa parceria e deseja longa vida a ela.

Seu Zé parabeniza as escolas nas quais voces trabalham pelo padrão de qualidade no ensino de História que elas oferecem aos seus alunos.

Seu Zé parabeniza o CIS, sobretudo, pelo que há de vir..."

Lipe em nome dos outros Zés: Fell, Xandi e Augusto.

Amigo Lipe,

Obrigado pelas palavras carinhosas e pelo incentivo; nossa recompensa maior é esse carinho que voces e nossos alunos nos dedicam.

Que Deus os recompense!

"Brinquedo perigoso"


“Diga-me com o que brincas e dir-te-ei quem és.” Aproveito o mote para falar mal de Barbie, boneca feita, por incrível que pareça, em uma fábrica de brinquedos dirigida por uma mulher e introduzida nos Estados Unidos por outra. São 29 centímetros de plástico que contém a desmesura do mundo. O modelo incomoda, tanto mais quanto conhecemos a história das bonecas. Encontradas em tumbas egípcias ou em ruínas romanas, as pequenas miniaturas tiveram, por muito tempo, sentido mais religioso do que lúdico. Foi em finais do século XVII, que a preocupação com a educação feminina levou, na Europa, à valorização das primeiras bonecas. Na forma de bebês, elas deviam incentivar os cuidados com a prole, reproduzindo os valores familiares. Brincar de boneca foi, até ontem, um exercício para desenvolver os instintos maternos. Bons tempos em que as bonecas tinham sentido educativo.

Qual o sentido de um arquétipo plastificado em pin-up loura, fria como as neves do norte europeu, num país de mestiços, afogados em suor? Nada além de sublinhar o modelo da juventude americana numa sociedade que já engole lixo cultural suficiente, vindo dos Estados Unidos. Para começar, trata-se de impor um estilo de vida "cor-de-rosa" a toda uma geração de meninas, na sua maioria, pobres: roupas, jóias, maquiagem, tudo de mais supérfluo e descartável. A boneca traduz a idéia de que a mulher deve ser tão improdutiva quanto dispendiosa. Seus saltos altos parecem martelar impiedosamente a necessidade de opulência, de despesas desnecessárias, sugerindo ao mesmo tempo a exclusão feminina do trabalho produtivo e, por conseguinte, a dependência financeira do homem. Nossas filhas são precocemente empurradas para o mundo da riqueza. Barbie ensina-lhes a serem consumidoras e consumíveis pelos homens. Na interação da boneca com a criança, a atenção dada ao aspecto exterior reforça a idéia de que a beleza física é a chave da popularidade e, conseqüentemente, da felicidade: pernas longas, cintura de pilão, traços delicados, cabelos sempre lisos e louros, seios fálicos como foguetes. Preciso lembrar quantas meninas ficam absolutamente frustradas por não serem assim?

O universo de Barbie, sua casa, seu guarda-roupa, seu carro etc. remete à imagem de uma sociedade que é microcosmo de competição e comparação. Seu mundo é feito de valores materiais, do culto ao dinheiro, das compras sem fim. A caricatura étnica da boneca “morena” só faz acentuar o ideal normativo, em que os traços raciais e outros atributos são apagados. Christie, a amiga negra, não representa a diferença, mas alguém que, diante da loura, está fora da norma. Norma que só satisfaz, sublinhe-se, no narcisismo, no cuidado com a aparência, numa feminilidade sem falhas. Pior. Barbie faz pensar numa geração de mulheres clonadas, perfeitas, incompatíveis com a realidade social, o que, do ponto de vista da ilusão, deve confortar muita mãe inconseqüente.

Falo mal da Barbie para lembrar a mães, educadoras, psicólogas e professoras que somos responsáveis pela construção da subjetividade de nossas meninas. Mas a futilidade de Barbie não exclui a sua utilidade de lembrar-nos que temos de lutar por valores melhores do que o dinheiro ou de desejarmos para nossas filhas outra coisa que tornar-se simples mulheres-objeto.

(Por Mary Del Priore - professora do programa de Pós-Graduação em História da USP)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Agradecimento.


Nós do CIS, mais uma vez, agradecemos a confiança depositada pelos estudantes de Natal - das mais variadas e renomadas instituições de ensino - em nosso trabalho. Uma aula daquela dimensão é extremamente difícil de ser elaborada e, principalmente, realizada. Foi uma tarefa extenuante no planejamento e execução, consumindo-nos a todos.

A realização de um evento como aquele, também, é resultado de uma aliança fundamentada na amizade que construimos no respeito e na admiração mútua. Somos um grupo de amigos que antes de mais nada gosta de trabalhar; e de trabalhar junto.

Por fim, manifestamos como é gratificante vermos, ao final, a satisfação do nosso aluno, razão maior do nosso projeto. Não há, para nós, recompensa maior. Realmente, achamos que podemos dizer: foi um grande momento.

Que Deus os ilumine, hoje e sempre. Sucesso no vestibular e na vida.

Desafio 7

. "Toda a região onde se encontra o Cerrado tem uma marcada estação seca que geralmente pode durar de 6 a 7 meses. A prolongada estiagem traz reflexos marcantes para a região. A vegetação herbácea e arbustiva baixa em geral seca e desaparece, ao contrário do que acontece com a vegetação de grande porte. Apesar da seca, os rios são perenes, embora diminuam de volume.

Qual é a área de ocorrência do cerrado, no Brasil?

a) Como se pode explicar a sobrevivência das árvores e a perenidade dos rios do cerrado, durante o período da seca?

b) Dê as características da atividade agrícola desenvolvida nessa área.

domingo, 24 de agosto de 2008

"Um Guia da cidade do natal" de 1958".


Na reestruturação da biblioteca da Academia Norte-rio-grandense de Letras, encontrou-se verdadeiras relíquias.
Em 1958, o Brasil vivia numa efervescência geral, foi o ano que o país conquistou a 1ª° Copa do Mundo e descobriu os talentos de Pelé, Garrincha e Didi. Onde as primeiras notas da Bossa Nova conquistavam e embalavam os brasileiros, o presidente era o sonhador e idealizador Jucelino Kubichek e o governador Dinarte Mariz criava por aqui, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Quando sob a organização de J. A. Negromonte e Etelvino Vera Cruz lançaram o "Guia da Cidade de Natal", a pouco redescoberto pelo presidente da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Diógenes da Cunha Lima, que diz, "esse registro desperta, provoca e nos faz pensar do que foi Natal há 50 anos".
Um dos legados que Diógenes da Cunha Lima tem decorrente da convivência com seu mestre, Câmara Cascudo, cuja amizade e os tranqüilos, divertidos e edificantes encontros de fim de tarde, no casarão da Junqueira Ayres, além de despertar o dom da escrita e a sensibilidade pela poesia, deixou frutos, um deles o de reconhecer a importância de relíquias que podem reconstruir ou simplesmente não deixar cair num canto qualquer sob a poeira do esquecimento, a memória da história do povo potiguar. "Muitas vezes Cascudo me mandava ir a Feira do Alecrim conferir uma palavra. Ele era um pesquisador sério e rigoroso", lembra o escritor.

"Agora, imagine que em 1958, Natal tinha 163 mil habitantes, isto é, menos de 1/4 da população atual. A revista é interessantíssima, pela ingenuidade e o romantismo que eram características marcantes daquela época. Uma das grandes novidades naquele momento na cidade que o Guia anunciava era o barco a vela que atravessava as águas do rio Potengi com destino a praia da Redinha", aponta Cunha Lima.

O "Guia da Cidade do Natal" é uma revista de serviços completa, ali era possível encontrar toda a programação das chegadas e saídas dos Trens, como também, das três linhas aéreas que pousavam em terras potiguares: a argentina Aereo Lineas, Pan Air e a alemã KLM.

"Um dos serviços oferecido e que estava no auge era o de datilografia. O time de futebol ABC tinha a sua sede na Avenida Afonso Pena e como lazer para seus associados e familiares passava filmes como o de Tarzan. Os cinemas da época, eram o Rex, São Luiz, São Pedro e Nordeste, nenhum sobreviveu até os dias de hoje. O Granada bar, do basco Nemésio Morquecho era o único apontado como especializado por esta edição", são alguns das memórias que podem ser encontradas no Guia cita o escritor.Diógenes da Cunha Lima, lembra ainda um ponto alto do livro, "o anúncio da Universidade Popular do Rio Grande do Norte, cujo endereço era Junqueira Ayres, 377, isso mesmo, justamente a universidade era localizada na casa de Câmara Cascudo, foi ele quem inventou isso, e quer saber, aquela "universidade" realmente funcionava, todo dia tinha as famosas conferências, a cada livro emprestado para seus discípulos tinham que ser devolvidos com um resumo opinativo, sem contar que era aberta, quem tinha a fome pelo saber era só chegar".

Quem viveu naquele ano, com certeza lembra de nomes, como: "Armarinho Rosa de Saron"; "Duas Américas"; "Confeitaria CISNE (que vendia a cachaça Formosa Syria"; a Construtora "Joaquim Victor"; "Loja Scope"; "Casa Rubi"; "Importadora de automóveis Omar Medeiros", "Banho à Vapor - Emídio Coelho"; "Aguardente Sentinela", "Livraria Ismael Pereira", "Gelo Pinguim" e, quem não se lembra do guaraná Fratelli Vita e da Dore (essa ainda continua sendo fabricada).

E, os profissionais sempre atentos ao modernismo e cientes da necessidade do marketing, já anunciavam seus serviços, como os dentistas: Jair Navarro, Jessé Cavalcanti, Max Azevedo, Ney Gurgel, entre outros. Os advogados: Djalma Marinho, Dante de Meldina, Hélio Galvão, Paulo Viveiros, Romildo Gurgel, Tulio Fernandes, Cortês Pereira, Ticiano Duarte, Roberto Furtado e Moacyr de Góis. Os anúncios dos médicos tinham particularidades na hora da descrição das especialidades: Abelardo Calafange (especialista em crianças); Bandeira de Melo (especialista em Ano-retais); Newton Azevedo (especialista em doenças de senhoras); Pedro Lucena (especialista em pele e sífilis), entre outros.

O guia é um registro completo do que a cidade oferecia para os seus 163 mil habitantes, de igrejas e congregações (Irmãs filhas de Santana, Irmãs Franciscanas e hospitaleiras, etc.), lojas, serviços, com poucas fotos, duas têm destaque a da Maternidade Januário Cicco e da Escola Doméstica (a diretora atual Noilde Ramalho, já ocupava esse cargo no ano de 1958), outra personalidade que se fez presente no Guia foi o crônista social, Paulo Macedo, que num anúncio de página inteira e a última da revista, dizia: "Senhores Leitores! Mantenham-se bem informados sobre os acontecimentos sociais da cidade, ouvindo o cronista Paulo Macedo através do Programa "Um giro em Sociedade", levando ao ar diariamente, às 12,15 horas, pelas ondas do Rádio Nordeste! Leiam, também as crônicas, sob o título "Paulo Macedo explica em Sociedade".

Num período em que nem se pensava em coisas, como: "Lava-louças" (1977), "Fita-cassete" (1963); "Internet" (1969); "CD" (1982); "Secretária Eletrônica" (1984), "Movimento Hippie" (1960); "DVD" (1999); "Furadeira elétrica" (1972), entre outros. Onde o que se entendia de última tecnologia em telefonia era uns aparelhos enormes e pesados, com apenas quatro dígitos e só os mais ricos tinham, os que freqüentavam a Avenida Rio Branco ( a rua mais chique da cidade). "O Guia da Cidade do Natal, é uma obra informativa de interesse dos turistas, viajantes, comerciantes, industriais, profissionais e do povo em geral", é assim que logo na primeira página ele se apresenta. Para o acadêmico Diógenes da Cunha Lima, "essa relíquia pode ser um primeiro passo para um estudo comparativo social, econômico e cultural mais aprofundado sobre as mudanças da sociedade natalense".

Repórter: Daniela Pacheco
http://www.jornaldehoje.com.br/novo/navegacao/ver_noticias.php?id_ce=6591 23/08/2008, 22h38min,


sábado, 23 de agosto de 2008

Contos, Fábulas e Lendas.(parte 02)

OS DONS DE DEUS
Um dia, um homem entrou numa loja e, estupefato, viu um anjo atrás do balcão.
Maravilhado com aquela visão, perguntou: "- Anjo, o que vendes?"O anjo respondeu: "- Todos os dons de Deus."
O homem voltou a perguntar: "- E custam caro?"
E a resposta do anjo foi: "- Não. É de graça .. é só escolher."
O homem, todo feliz, olhou para toda a loja e viu jarras de vidro de fé, pacotes de sabedoria, caixas de felicidade ... Não estava acreditando que poderia adquirir tudo aquilo.
"- Por favor, embrulhe para mim, muito amor de Deus, bastante felicidade, abundante perdão d'Ele, amor ao próximo, paciência, tolerância..."
O anjo anotou o pedido e foi separar os produtos. Ao retornar, entregou-lhe vários pacotinhos, que cabiam na palma da mão do homem. Espantado, ele indagou: "- Como pode você me dar apenas esses pacotinhos?! Eu quero levar uma grande quantidade dos dons de Deus."
O anjo respondeu: "- Querido amigo, na loja de Deus nós não vendemos frutos. Apenas sementes."

Boa semana a todos nós!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Ingressos esgotados!


Os ingressos para o aulão de História Geral que acontecerá dia 24 de agosto já estão esgotados!

Agradecemos, mais uma vez, a confiança em nosso trabalho. Estejam certos de que será um grande evento, mesclando conhecimento histórico, cultura geral e diversão.

Nos vemos próximo domingo, às 14 horas, no auditório do Colégio das Neves!

Até lá!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Perfil Histórico (parte 01)

Moisés

Moisés é o maior personagem da his­tória e da religião judaicas. Mas é também onipresente na iconografia cris­tã, pois o cristianismo se situa no prolon­gamento do judaísmo. De fato, a pala­vra mestra das duas religiões é "aliança": aliança de Deus com o povo eleito (ju­daísmo), aliança com a humanidade inteira (cristianismo). Ora, Moisés, libertador e legislador de Israel, foi quem proclamou solenemente, no alto do Sinai, a aliança de Yahweh com seu povo.

Conhecemos a história de Moisés, e a conhecemos apenas por quatro dos cin­co primeiros livros da Bíblia. O grupo desses cinco livros chama-se Pentateuco. São estes, segundo a Bíblia, os fatos no­táveis da existência extraordinária de Moisés: ele nasce numa família de he­breus que imigraram para o Egito. Aos olhos do faraó, parece que estes se multi­plicam, então, de forma preocupante, e ele ordena que sejam mortos todos os meninos pequenos dos hebreus. Os pais de Moisés abandonam o recém-nascido em um cesto, no meio dos caniços do Nilo. A filha do faraó descobre-o e cria-o na corte. Mas, apesar de educado entre os egípcios, Moisés continua em contato com os membros de sua verdadeira fa­mília e se aflige ao ver as corvéias cada vez mais duras a que são submetidos os hebreus do Egito. Um dia, ele mata um vigilante egípcio que estava batendo num deles; depois, foge até a beira-mar, em frente à Península do Sinai, lugar dos pastores da região de Madiã. Casa-se com a filha do chefe destes, o sacerdote Jetro.

Sua vida muda ainda uma vez quan­do Yahweh se revela a ele na sarça ar­dente e lhe dá a missão de obter do faraó a permissão para que os hebreus do Egito voltem ao país de seus ancestrais, a terra de Canaã. Moisés obedece e procura o soberano, que recusa. Daí, uma prova de força e o envio de dez calamidades sucessivas sobre o Egito: a água do Nilo transformada em sangue, a invasão das rãs e, depois, dos mosquitos, a peste bo­vina, uma epidemia de furúnculos e abscessos, granizos, nuvens de gafanhotos, um vento carregado de poeira, trevas em pleno dia e, por fim, a morte dos primogênitos dos egípcios e do gado. Deixando de resistir, o faraó permite que os hebreus partam. Essa partida será de­pois comemorada pelos judeus, todos os anos, sob o nome de Páscoa, que significa "passagem". O faraó logo se arrepende da decisão e manda seu exército perseguir os emigrantes. Mas os hebreus atravessam milagrosamente o mar Vermelho a pé enxuto, porque um forte vento retivera as águas antes que passassem. Seus perse­guidores, e principalmente as carruagens e os cavalos, afundam no solo mole. A água volta e todos se afogam.

Como para voltar a Canaã era preciso evitar a estrada do Norte, por onde pas­savam as caravanas, controlada pelos egíp­cios, Moisés conduziu os hebreus por um desvio: o itinerário do Sul e, portanto, pelo deserto do Sinai. Essa caminhada extenuante no deserto teria durado qua­renta anos - ou seja: o tempo para que morresse a geração que sentiu deixar a abundância do Egito e que crescesse outra que fora formada na rude escola do deserto. Porque os hebreus lamenta­ram várias vezes perder o vale fértil do Nilo, e Moisés teve dificuldade para con­duzir aquele povo de “dura cerviz”, como o chamava Yahweh. Eles eram ameaça­dos pelas tribos inimigas e por animais selvagens – serpentes e escorpiões. O alimento era raro. Foi para salvá-las da fome que Deus lhes enviou o “maná”, descrito como uma farinha granulosa de­positada no solo todas as manhãs, como se fosse geada. O auge dessa caminhada, protegida pela nuvem de Deus, será a celebração da aliança entre Deus e Isra­el: sobre uma montanha, no maciço do Sinai, Yahweh fez então uma promessa a seu povo, e este jurou fidelidade a seu Deus. Depois, Moisés proclamou os dez mandamentos ensinados pelo Altíssimo.

Desde então, as Tábuas do Decálogo foram conservadas numa arca – a arca da aliança – que se deslocava com o povo. Apesar da aliança do Sinai, os israelitas, a caminho da Terra Prometi­da, recaíram por vezes no politeísmo que seguramente praticaram no Egito. Ado­raram até um bezerro de ouro: daí a cólera de Moisés, que quebrou as Tábuas da Lei (que foi necessário refazer) e fez matar, a espada, três mil culpados. As­sim mesmo, conseguiu abrandar a cóle­ra de Yahweh. Os judeus, após sua lon­ga caminhada, chegaram à margem ori­ental do Jordão. E foi no cimo do mon­te Nebo, situado a leste desse rio e de Jericó, que Moisés morreu diante da Terra Prometida.

Os cinco livros do Pentateuco, que os judeus chamam Torah, foram redigi­dos a partir do século X a.C. São, pois, claramente posteriores a Moisés, ele pró­prio contemporâneo de Ramsés II (1290­1224 a.C.). Os relatos concernentes a ele e os relativos à “Procissão” de Israel rumo à Terra Prometida certamente fo­ram ampliados e enfeitados. A história da criança num berço, no Nilo, lembra o que se contava de Sargão, conquista­dor mesopotâmico, no século XXV a.C. O episódio da travessia do mar Verme­lho deve, sem dúvida, ser reduzido a um forte movimento das águas nos la­gos situados ao norte dele, mas já sujei­tos à maré. As pragas do Egito certa­mente foram aumentadas. Por fim, os hebreus que fugiam do país do faraó deviam ser apenas alguns milhares.

Mas Moisés é realmente um nome egípcio: o que é uma espécie de auten­ticação. É certo, por outro lado, que Ramsés fortificou a parte oriental do delta do Nilo, para protegê-la contra invasores vindos da Ásia Menor. Daí o emprego de uma mão-de-obra forçada: a dos hebreus estabelecidos há algumas centenas de anos na parte nordeste do país. Enfim, de modo geral, hoje os especialistas ten­dem a não menosprezar a história oral que precede a história escrita. Foi possí­vel verificar, em vários casos, que ela não é constituída apenas de um encadeamen­to de lendas.

Com certeza aquele que a Bíblia cha­ma Moisés foi o criador da identidade judaica, o legislador desse povo que de fato constituiu, o primeiro de seus pro­fetas e o fundador em escala mundial da primeira religião monoteísta. No Decá­logo, seis mandamentos pertencem à moral universal (“Não matarás... Não tomarás o bem do teu próximo” etc.). Mas os quatro primeiros eram totalmen­te novos: “Não terás outros deuses além de mim... Não farás ídolos... Não pro­nunciarás em vão o nome de teu Deus... Farás do shabbat um memorial sagrado”. A força e a novidade desses mandamen­tos explicam por que Moisés se tomou um gigante da história religiosa. Privilégio ex­traordinário: "Yahweh", diz a Bíblia, "falava a Moisés face a face, como a um amigo".

(DELUMEAU, Jean. De religiões e de homens. São Paulo: Loyola, 2000. p.33-40)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Desafio em casa (parte 06)

Outro desafio para casa. Não se esqueça de que estamos a postos para tirar eventuais dúvidas!

(Unicamp) "Nas leis da Nova Inglaterra encontramos o germe e o desenvolvimento da independência local. Na América pode-se dizer que o município foi organizado antes da comarca, a comarca antes do estado e o estado antes da União".
(Alexis de Tocqueville)

a) Cite duas características da colonização da Nova Inglaterra.

b) A partir do texto, explique por que a Constituição dos Estados Unidos estabelece o sistema federativo.

domingo, 17 de agosto de 2008

Contos, Fábulas e Lendas.(parte 01)


Uma maneira de compreender o significado da paz profunda.

Havia um Rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a Paz Profunda. Muitos artistas apresentaram suas telas. O Rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve de escolher entre ambas.

A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um Paraíso muito azul com tênues nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a Paz Profunda.


A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um Paraíso tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com relâmpagos e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico. Mas, quando o Rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, em meio ao ruído da violenta turbulência da água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho... Em Profunda Paz!

O Rei escolheu a segunda tela e explicou: — PAZ PROFUNDA não significa estar em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo para realizar ou livre das dores e das tentações da encarnação. PAZ PROFUNDA significa que, apesar de se estar em meio a tudo isso, permanecemos calmos e confiantes no SANTUÁRIO SAGRADO do NOSSO CORAÇÃO. Lá encontraremos a Verdadeira PAZ PROFUNDA. Em SILENCIOSA MEDITAÇÃO.
Que Deus lhes dê a paz e tranquilidade para a escolha de seus cursos.

sábado, 16 de agosto de 2008

Últimas senhas.


As últimas senhas para o aulão de Revisão de História Geral com a Banda Seu Zé ainda podem ser adquiridas no CIS. O evento está confirmado para o dia 24.08, no auditório do Colégio das Neves, com início previsto para as 14 e com término as 22 horas. Certamente, será mais um grande momento do CIS e seu.
Adiantando um detalhe da aula, para deixar você na expectativa, Adailton Figueiredo e João Carlos Rocha farão uma participação especial cantando. Será, literalmente, voz e violão. O momento acústico promete! Preparem filmadoras e celulares. Quem viver, verá!

Para gostar de ler.(parte 03)

Hino de Duran.

Se tu falas muito palavras sutis
E gostas de senhas, sussurros, ardis
A lei tem ouvidos pra te delatar
Nas pedras de teu próprio lar.

Se trazes no bolso a contravenção
Muambas, baganas e nem um tostão
A lei te vigia, bandido infeliz,
Com seus olhos de raio-x.

Se vives nas sombras, freqüentas porões,
Se tramas assaltos ou revoluções,
A lei te procura amanhã, de manhã,
Com seu faro de dobermann.

Se pensas que burlas as normas penais,
Insuflas, agitas e gritas demais
A lei logo vai te abraçar, infrator,
Com seus braços de estivador.

E se definitivamente a sociedade só te tem
Desprezo e horror
E mesmo nas galeras és nocivo,
És um estorvo, és um tumor
A lei fecha o livro, te pregam na cruz
Depois chamam os urubus.

(Kurt Weill / Bertold Brecht / Adapt.: Chico Buarque – 1979. Trilha sonora do filme Ópera do Malandro.)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

U R G E N T E.

A aula de História Geral, tendo como tema a Idade Média, que ocorreria domingo (17/08), pela manhã, no ginásio do CDF da Deodoro, FOI ADIADA por motivo de força maior. A nova data será comunicada em breve neste blog.

A presença francesa no Rio Grande (século XVI)

Na historiografia brasileira, a presença francesa durante o período colonial é lembrada a partir de duas grandes dominações. A primeira ocorreu no Rio de Janeiro entre 1555 e 1567, liderada por Nicolas Durand de Villegagnon, que chegou a formar uma comunidade de colonos. Após a destruição dessa tentativa de permanência em solo brasílico, os franceses retornariam em 1612, desta feita ao Maranhão, onde fundaram a cidade de São Luís e iniciaram o povoamento, até serem derrotados por tropas portuguesas em 1615.

No litoral do que viria a ser o Rio Grande do Norte, a presença francesa é anterior a qualquer tentativa efetiva de colonização. A maior parte dos historiadores concorda que, por volta do ano de 1516 – cerca de quinze anos depois do primeiro contato oficial dos portugueses com esta terra – navegadores daquele país europeu já negociavam com os nativos potiguares.

No contexto da expansão marítima, os franceses, retardatários na corrida, buscavam regiões sem colonização efetiva para poder explorar. O tratado de Tordesilhas, entre Portugal e Espanha, mesmo tendo a chancela do Papa Alexandre VI, não era respeitado pela monarquia francesa, que financiava corsários para estabelecer contatos comerciais com os nativos da América, bem como pilhar navios espanhóis e portugueses que levassem riquezas aos seus países.

Para a capitania do Rio Grande vieram corsários, flibusteiros e comerciantes que praticavam o escambo com os índios potiguares, principalmente na região do rio Potengi. Eram negociados vários produtos, tais como Pau-Brasil e outras madeiras, tabaco, animais e aves exóticas, a exemplo do papagaio. Sua relação amistosa com os nativos está muito ligada à falta de colonização efetiva do território, sem fundar cidade ou impor costumes europeus aos indígenas.

Ao observarmos a toponímia de Natal, percebemos que um dos primeiros acidentes geográficos batizados é o topônimo Rifoles, onde está instalada a Base Naval. Tal nome é uma referência direta ao corsário francês Jacques Riffault, que marcou sua presença na região do rio Potengi, negociando com os índios.

Esses contatos entre europeus e potiguares permitiram as primeiras miscigenações. Sérgio Buarque de Holanda, num de seus artigos na História da Geral da Civilização Brasileira, diz que “ali, como em tantos outros lugares da América, aventureiros da Normandia e da Bretanha andavam em íntima promiscuidade com os grupos indígenas estabelecidos na marinha ou mesmo no sertão”. Assim, a presença francesa, no início da colonização, chegava a ser tão forte que, auxiliados pelos índios, eles conseguiram rechaçar as tentativas de colonização lideradas pelos filhos de João de Barros durante o século XVI, chegando os herdeiros do donatário a escreverem um requerimento para o rei de Portugal, no qual se dizia que

“É necessário mandar povoar esta capitania antes que os franceses a povoem; os quais todos os anos vão a ela carregar [pau] brasil por ser o melhor de toda a costa. E fazem já casas de pedra em que estão em terra fazendo comércio com o gentio. E os anos passados tiveram nesta capitania dezessete naus de França a carga e são tantos os franceses que vêm ao resgate que até as raízes do pau-brasil levam porque tingem mais as raízes do pau que nascem nesta capitania. E agora tomaram os franceses aos potiguares três mil quintais de brasil que os portugueses tinham na praia feitos a sua custa para carregar. E antes que os franceses façam uma fortaleza que obrigue depois a muito, parece que será bom povoar-se por nós e com isso feito lhe não levarão este pau à França e ficará rendendo muito a Vossa Alteza”.

O documento acima faz menção a “casas de pedra” que os franceses teriam construído para efetuar comércio com os índios. O historiador Olavo Medeiros Filho acredita ser referência a uma suposta feitoria que seria utilizada pelos franceses, construída a três quilômetros da barra do rio Pirangi.

Essa impressionante presença testemunhada por Jerônimo e João de Barros Filho, explica a utilização da capitania como centro irradiador dos ataques franceses a outras regiões da colônia, como ocorrido em Cabedelo, em 1597, quando treze naus lutaram pela sua conquista. Além disso, tal presença permitiu certo conhecimento do território, com a elaboração de um mapa no qual se identifica o Rio Grande (1579), feito em Dieppe (França) pelo cartógrafo normando Jacques de Vaudeclaye. Nele podemos perceber a descrição dos acidentes geográficos, das tribos e dos prováveis produtos econômicos que poderiam ser encontrados. Esses aspectos mostram que os franceses tinham um domínio dessa faixa do território colonial, com conhecimentos maiores do que os portugueses.

Temerosos em perder o território para outro povo europeu, os lusitanos organizaram expedições para expulsar os franceses das regiões que, de acordo com o tratado de Tordesilhas, pertenciam a seu país. Suas investidas na capitania do Rio Grande, entretanto, só ocorreram durante o período da União Ibérica, quando, sem herdeiro à sucessão do trono, Portugal foi subjugado por Filipe II, da Espanha.

Assim, no final do século XVI, os colonos portugueses conseguiram sucesso na empreitada de colonizar e expulsar os franceses da região que hoje chamamos nordeste. No Rio Grande, há informações de que, no dia 25 de dezembro de 1597, os portugueses – provenientes, principalmente, de Pernambuco – iniciaram um ataque contra os franceses, situados no lado norte do rio Potengi. Poucos dias depois, eles iniciaram a construção do forte dos Santos Reis, que se tornaria o centro das suas ações.

Os historiadores chamam atenção à atuação do Frei Bernadino das Neves, conhecedor do idioma indígena, que conseguiu aliar os nativos aos portugueses, consolidando uma força militar suficiente para a capitulação francesa, que ocorreria em 1599. Após a “retomada” do Rio Grande, a capitania tornar-se-ia o local de onde partiriam expedições com o objetivo de derrotar a presença francesa – inclusive no Maranhão.

(por João Carlos Rocha)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Para gostar de ler.(parte 02)

Navio Negreiro.

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

...

São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão...
São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.
...

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!...

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...


Castro Alves.

Resposta do "desafio em casa" (parte 05)

A questão proposta foi essa:

(Fuvest) "...algumas escravas procuram de propósito aborto, só para que não cheguem os filhos de suas entranhas a padecer o que elas padecem". (André João Antonil, CULTURA E OPULÊNCIA DO BRASIL, 1711)

Relacione outras formas de resistência do escravo africano, além do mencionado no texto.

Para se responder a questão proposta é necessário conhecer outras formas de resistência à escravidão praticadas pelos africanos durante os períodos colonial e imperial. O aluno poderia expor aspectos como rebeliões, sabotagens, fugas, suicídios, infanticídios e os quilombos como importantes maneiras de resistir ao regime escravocrata.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Vergonha Nacional

Políticos BAH!!!
Na verdade são todos iguais...
Aproveitadores da ignorância do povo, da falta de educação, saúde, segurança e principalmente da falta de respeito.
Por que será que na época de eleição tudo pode????
Tudo se resolve???
Tudo que é favor solicitado é resolvido???
Por que tantos cargos comissionados, tantos cargos de confiança (CONFIANÇA DE QUEM??)
POR QUE SERÁ QUE PARA SER GARÍ DA PREFEITURA É NECESSÁRIO TER O SEGUNDO GRAU PARA PARTICIPAR DE UM PROCESSO SELETIVO??? E PARA SER “BABÃO” “PUXA-SACO” VEREADOR, SENADOR, DEPUTADO, PRESIDENTE, OU QUALQUER CARGO ELETIVO, O INDÍVIDUO NÃO PRECISA DE NADA.... NEM DE ANTECEDENTES CRIMINAIS????

VAMOS MUDAR SIM.... MAS COM OS POLÍTICOS FAZENDO E CONTINUANDO FAZER AS SUAS PRÓPRIAS LEIS É IMPOSSÍVEL DE ISTO ACONTECER...

“VOCÊS NÃO ACHAM QUE OS MAIORES CARGOS EM TODAS AS ESFERAS DO FUNCIONALISMO PÚBLICO DEVERIAM SER PREENCHIDOS POR “CONCURSADOS”“ E NÃO POR “BABÕES”” ??????

SEI QUE ESTE MEU PEQUENO PROTESTO NÃO LEVA A NADA....POR QUE A GRANDE MAIORIA NÃO É CONCURSADO... TÁ NO TIME DOS “BABÕES”!!!!!
E AINDA ACHAM QUE O BRASIL É UM PAÍS QUE VAI PRA FRENTE!!!!

COITADO DE NÓS....

Dia dos Pais

Um abraço para todos os Pais do CIS

Pai
Fábio Jr

Pai!Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou maisAquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...
Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai!
Paz!...
Um abraço da equipe de Geografia e História do CIS
Adailton Figueiredo, Agenor Pichini, Bosco Oliveira, Henrique Lucena, João Carlos Rocha, Luís Eduardo Suassuna (kokinho) , Samir Andrade e Wellington Albano.

DIA DO ESTUDANTE - Coração de Estudante

Coração de Estudante

Milton Nascimento

Composição: Wagner Tiso / Milton Nascimento

Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor
Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu
Mas renova-se a esperança
Nova aurora, cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê
Flor flor e fruto
Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e fé.
Um abraço da equipe de Geografia e História do CIS

domingo, 10 de agosto de 2008

Entenda o confronto na Ossétia do sul.

Tropas russsas enfrentam forças georgianas pelo controle da Ossétia. Região se livrou do controle da Geórgia há mais de 15 anos.

Os combates iniciados na última sexta-feira (8) com a invasão da Ossétia do Sul pela Geórgia, seguida pela reação russa, são na verdade o ponto culminante de um processo de tensão local que existe desde o início da década de 90.

A Ossétia do Sul é um território de mais ou menos quatro mil quilômetros quadrados localizado cerca de 100 quilômetros ao norte da capital da Geórgia, Tbilisi, na encosta sul das montanhas do Cáucaso.

O colapso da União Soviética alimentou o nascimento de um movimento separatista na Ossétia do Sul, que sempre se sentiu mais próxima da Rússia que da Geórgia. A região livrou-se do controle georgiano durante uma guerra travada em 1991 e 1992 e na qual milhares de pessoas morreram. A Ossétia do Sul mantém uma relação estreita com a vizinha russa Ossétia do Norte, que fica do lado norte do Cáucaso.

A maior parte de seus quase 70 mil habitantes é etnicamente distinta dos georgianos e fala sua própria língua, parecida com o persa. Essas pessoas afirmam ter sido absorvidas à força pela Geórgia, durante o regime soviético, e agora desejam exercer seu direito à autodeterminação.

O líder separatista é Eduard Kokoity. Em novembro de 2006, vilarejos da Ossétia do Sul que continuam sob o controle da Geórgia, elegeram um líder rival, o ex-separatista Dmitry Sanakoyev. Sanakoyev conta com o apoio do governo georgiano, mas sua influência estende-se por somente uma pequena parte da região.

Apoio russo
Cerca de dois terços do Orçamento anual da região, de cerca de US$ 30 milhões, vêm do governo russo. Quase todos os moradores dali exibem passaportes russos, e usam o rublo russo como moeda.

A estatal russa Gazprom, uma gigante do ramo do gás, está construindo novos gasodutos e novas instalações para abastecer a região desde a Rússia. As obras foram avaliadas em 15 bilhões de rublos (US$ 640 milhões).

Influência
O estado de 'cristalização' do conflito na Ossétia do Sul, assim como o da outra região separatista georgiana, a Abkházia, permitiu à Rússia preservar um instrumento vital de influência sobre seu vizinho do sul.

Moscou também quer um fim na tentativa da Geórgia de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan, a aliança de defesa ocidental). Há pouco, o ministro russo do Exterior, Sergei Lavrov, em um longo ensaio sobre a posição da Rússia no mundo, insistiu que a Otan deve ser suplantada como o principal fiador da segurança européia.

Nesta vertente de suspeita em relação à Otan e ao Ocidente, uma outra corrente de pensamento acredita que o presidente georgiano Mikhael Saakashvili na verdade está tentando arrastar a Otan para uma intervenção na disputa de seu país com Moscou.

Saakashvili já tentou propagar a idéia de sua integração à Otan como um fato, não uma possibilidade no longo prazo. Então, daqui por diante, parece inconcebível que a Otan se envolva.

Tensão
A consultoria Strategic Forecasting disse que a Geórgia representava o "ponto de conflito mais tenso das relações entre a Rússia e o Ocidente" por ser, no mapa-múndi, a área de influência das potências ocidentais localizada mais a leste.

"O que está em jogo aqui é saber se fazer fronteira com a Rússia e, ao mesmo tempo, ser um aliado dos EUA seria uma combinação suicida. Independente de como isso se resolverá, a dinâmica de toda a região está prestes a ser virada de ponta cabeça", disse consultoria em uma nota.

Dia do Estudante.


Buscar o conhecimento é trilhar caminhos turtuosos; é o exercício da persistência, da obstinação e, na maioria das vezes, da mais profunda solidão. É entregar-se à luta e desafiar a exaustão, recomençando quando não se acredita ter mais forças ou respostas.

Alcançar o conhecimento é não se contentar com o saber apreendido; é ter consciência que poderemos colaborar mais e melhor para um mundo mais justo e humano. E essa é a tarefa de todo verdadeiro estudante: Construir o ideal, contrariando, algumas vezes, o real.

Feliz dia do estudante.

Adailton Figueiredo, Agenor Pichini, Bosco Oliveira, Henrique Lucena, João Carlos Rocha, Luís Eduardo Suassuna (kokinho) , Samir Andrade e Wellington Albano.

sábado, 9 de agosto de 2008

Dia dos Pais.

Externamos o nosso mais profundo carinho, respeito e admiração por aquele que é o primeiro e mais importante mestre na sublime arte de educar: o pai.
Feliz Dia dos pais.
Equipe CIS.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Rosa para Nagazaki.

09 de agosto de 1945.

63 anos da bomba de Nagazaki.

Gabarito de História Geral - Salesiano.

Conforme o prometido segue o gabarito da nossa avaliação de História Geral ocorrida hoje.
01 - B
02 - C
03 - D
04 - A
05 - D
06 - C
07 - A
08 - B
09 - C
10 - D

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Desafio em casa (parte 05)

Mais um desafio de História. Não se esqueça que as dúvidas também podem ser tiradas por meio dos comentários no blog.


(Fuvest) "...algumas escravas procuram de propósito aborto, só para que não cheguem os filhos de suas entranhas a padecer o que elas padecem". (André João Antonil, CULTURA E OPULÊNCIA DO BRASIL, 1711)

Relacione outras formas de resistência do escravo africano, além do mencionado no texto.

507 anos do Rio Grande do Norte

Marco de Touros


Hoje, 07 de agosto de 2008, os potiguares comemoram os 507 anos do Rio Grande do Norte. É um aniversário simbólico, uma vez que lembra à população o primeiro contato oficial dos portugueses com nossa terra, em 1501, numa expedição comandada por Gaspar de Lemos. Naquele dia, chantou-se o marco de Touros.

Situado em local estratégico – uma vez que nosso litoral tornou-se local de reabastecimento de caravelas – o monumento comunicava aos navegantes europeus que se dirigiam para o sul da América o pertencimento daquela região a Portugal. O marco é considerado o registro colonial mais antigo do Brasil e atualmente se encontra no Forte dos Reis Magos.


quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Algumas imagens (parte 03)

Aos seis dias do mês de agosto de 1945 os Estados Unidos da América lançaram sobre a cidade japonesa de Hiroshima a bomba atômica. Eis um dos registros das seqüelas.

Jogos Olímpicos são o maior reality show da TV mundial, diz historiador



A dois dias do início dos Jogos Olímpicos de Pequim, enquanto o mundo fala em paz e união mundial, o historiador norte-americano Alfred Senn se levanta com uma voz dissonante, e crítica do excesso de valorização da competição. “Dizer que as Olimpíadas são um momento de união global é um exagero. Os Jogos são o maior reality show da TV do mundo. É um negócio gigantesco, de bilhões de dólares”, disse, em entrevista ao G1, por telefone.

Professor emérito da Universidade de Wisconsin, Senn diz que as pessoas dão atenção de mais ao que considera uma simples, embora grande, competição esportiva. Segundo ele, este excesso de atenção acaba fazendo com que os Jogos sejam usados para a defesa de interesses políticos e a propaganda estatal.


“Não acho que os Jogos sejam um instrumento de pacificação do mundo. Muitos países usam os Jogos para seus interesses políticos. Os governos fazem propaganda em cima do desempenho dos atletas dos seus países. A própria contagem de medalhas tem uma organização política. A valorização dos esportes individuais, como a natação e a ginástica, foi política, e favoreceu quem investiu nisso”, disse.


Autor do livro “Poder, política e os Jogos Olímpicos”, Senn expôs o exemplo histórico de uso político das Olimpíadas, como a disputa entre EUA e União Soviética na Guerra Fria. “Esse foi o momento em que os Jogos mais foram usados para a propaganda política. Isso era muito claro na época da Guerra Fria, quando a União Soviética e os Estados Unidos disputavam medalhas como uma representação da qualidade dos seus sistemas político-economicos”, contou.
Segundo ele, este ano o foco estará na luta da China pela hegemonia do esporte. “Neste ano estão dando muita atenção à disputa do total de medalhas entre a China e os EUA. Isso tem uma grande relevância política. Não acho que os Estados Unidos estejam estruturados para este tipo de disputa atualmente. A China investiu em esportes individuais, que rendem mais medalhas no quadro geral, enquanto os Estados Unidos pareceram se preocupar menos com esta disputa.”

Boicote
Mais uma vez discordando do discurso comum, Senn critica a defesa do boicote aos jogos de Pequim por conta dos abusos aos direitos humanos no país. Segundo ele, a realização da Olimpíada em Pequim oferece uma enorme visibilidade global para questões que ficariam escondidas se não fosse pelos Jogos.


“O simples fato de as olimpíadas serem na China dá visibilidade global a uma série de questões que seriam ignoradas se os jogos fossem em outro país. O próprio Tibete ganhou uma chance de alcançar um público internacional por conta da atenção dada aos jogos de Pequim.”
Ele ressalta ainda a questão da força econômica e esportiva da China, que investiu pesado no projeto de sediar os jogos deste ano, e que não poderia ser ignorada pelo Comitê Olímpico Internacional. “Claro que é importante criticar os abusos de direitos humanos, mas é uma chance de cobrar avanço e dar visibilidade global a estes problemas.”


Daniel Buarque.
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias
06.08.2008, 13h17min.

Comunidade CIS (parte 05).



CIS- Curso Isolado Suassuna, ou melhor Capacitados Intelectuais Selecionados a dedo para nos transmitir o que eles sabem de melhor, conhecimentos que serão usados por cada um de nós, alunos, no nosso futuro como profissionais e pessoas cultas. Adailton, Agenor, Bosco, Henrique, João Carlos, Kokinho, Sami e Wellignton vocês fazem do CIS está instituição respeitosa e digna do sucesso e da aprovação que aumenta a cada ano no vestibular. Profissionais altamente qualificados e compromissados com os alunos que conseguem atender além dos seus objetivos e que nós (alunos) sabemos que podemos contar. Obrigada a vocês professores, que são os principais responsáveis pela nossa FELICIDADE (aprovação) no fim do ano.

Liliane Pessoa, ex aluna CELM e futura desembargadora!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Para gostar de ler.(parte 01)


DESPERTAR É PRECISO

Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada.

Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.

Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.

Vladimir Maiakóvski.

Resposta do "desafio em casa" (parte 04)

A questão proposta foi esta:

(Unicamp) "Todo o poder vem de Deus. Os governantes, pois, agem como ministros de Deus e seus representantes na terra. Conseqüentemente, o trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus". (Jacques Bossuet, POLÍTICA TIRADA DAS PALAVRAS DA SAGRADA ESCRITURA, 1709)


"(...) que seja prefixada à Constituição uma declaração de que todo o poder é originalmente concedido ao povo e, conseqüentemente, emanou do povo". (Emenda Constitucional proposta por Madison em 8 de junho de 1789)

a) Explique a concepção de Estado em cada um dos textos.

b) Qual a relação entre indivíduo e Estado em cada um dos textos?

Para responder as questões, o aluno deveria explicar as seguintes idéias:

a) O primeiro texto apresenta uma concepção de Estado Absolutista, o que pode ser percebido a partir do autor do trecho, o pensador Jacques Bossuet. O segundo, por sua vez, constrói a idéia de uma democracia liberal.

b) No texto de Jacques Bossuet existe o princípio de submissão do indivíduo ao Estado, representado por um Rei que tem poderes justificados pela religião. Já Madison compreende uma igualdade civil-jurídica entre as pessoas e o governo, princípio do pensamento político iluminista.


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Festa das eleições

Festa das eleições
Prestem atenção neste Jingle para a eleição de 2008
Letra de Leana - Aluna da Convesti em Mossoró
Paródia da música Festa de Ivete Sangalo

Qualquer coisa eu prometo se em mim você votar
Vou distribuir dinheiro, dentaduras vou te dar
Pra agradar o eleitor, faço até um cafuné
Pra quem solteiro for, eu prometo uma mulher
Pro eleitor, pro eleitor, pro eleitor...
Só vai rolar promessa, vai rolar
De tudo é prometo pra você votar
Só vai rolar promessa, vai rolar
De tudo é prometo pra você votar.

resposta - Desafio em casa (parte 02)

Observe o mapa a seguir:

A intrincada dinâmica da política internacional, no início do século XXI, está ligada a questões étnicas, religiosas, nacionalistas e ao tráfico de drogas. Considerando os tipos de conflitos existentes e sualocalização geográfica, visualizada no mapa,
a) identifique o principal conflito existente nas áreas A e B;
b) caracterize o principal conflito existente na área C.
Resposta:
a) A – B Nacionalistas ou religiosos, além de econômico (petróleo)
A - Conflito entre Palestinos e Judeus, além da ocupação Norte-americana no Afeganistão e Iraque.
B - Disputa entre Tutsis e Hutus em Ruanda
b) Nacionalista ou narcotráfico – Narco-guerrilha na Colômbia
- Os movimentos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) são de orientações marxistas e controlam quase metade do território colombiano e têm no narcotráfico a principal fonte de renda (coca e papoula).- Os grupos paramilitares de extrema direita e de esquadrão da morte objetivam combater os grupos esquerdistas mediante o slogan adotado pela Autodefesa da Colômbia (AUC). Este grupo é financiado pelo narcotráfico.

Obrigado mais uma vez.

A equipe de Geografia do CIS agradece, mais uma vez, a presença marcante dos alunos ao segundo evento com a peça "Eles não usam black tie" e mais a equipes de história-geografia do CIS e literatura do Call.
Novamente o evento foi um suceso e os alunos se portaram de forma mais que exemplar.A satisfação dos alunos com o evento é também a nossa imensa satisfação ao prestarmos um serviço que contribua para enriquecer com processo de ensino-aprendizagem dos futuros alunos da UFRN e demais faculdades do RN e de outros Estados.
Um abraço a todos e todas e nossos sinceros agradecimentos.

Eles não usam black tie (parte 02)

O segundo e último aulão de História, Geografia e Literatura, promovido pelo CIS, tendo como base a peça de Guarnieri “Eles não Usam Black-tie”, foi sucesso absoluto. Os estudantes que compareceram ao auditório do Colégio das Neves não pouparam elogios à iniciativa e a qualidade da aula e do espetáculo. Luís Eduardo Suassuna (Kokinho), Adailton Figueiredo, Henrique Lucena, João Carlos Rocha, Wellington Albano e Sami Andrade trabalharam de maneira interativa, objetiva e bem humorada – marca registrada da equipe – o contexto no qual o texto foi produzido.

O Call, parceiro do CIS neste evento, se fez representar por meio dos professores Carlos Henrique e Marco Aurélio, que analisou a obra com os futuros aprovados no vestibular.

As alunas Maria Eduarda, Geiscica e Andriely, do Pré-vestibular do Henrique Castriciano, definiram como excelente aula e a utilização do teatro como elemento para o estudo e compreensão do texto: “a aula possibilitou até eliminar algumas dúvidas que tínhamos”, afirmou Geiscica.

Eduardo, aluno do CEI, e Gabriela, do CIS, enfatizaram a qualidade da aula e a importância da interdisciplinaridade.

Amanda e Patrícia, alunas do CEI, avaliaram a aula como decisiva para um bom resultado nas questões inerentes ao texto que venham a ser cobradas no vestibular: “o CIS deveria realizar mais aulas neste estilo”.

Elaine, aluna do curso de Direito da UFRN, mesmo não indo prestar vestibular, prestigiou o evento, “para matar saudade do ano passado”. Afirmou, ainda, que aula foi excelente: “fico sempre impressionada com a qualidade do trabalho de vocês e, também, com o grau de amizade que a gente percebe na equipe de História”.


domingo, 3 de agosto de 2008

Aulão de revisão de História Geral.


A partir desta segunda-feira, dia 04 de agosto, ao meio-dia, as senhas para a aula de revisão de História Geral com a Banda Seu Zé estarão à venda na unidade do CIS. Apenas 300 ingressos estarão disponíveis. Portanto, não perca tempo!