quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Entrevista na rádio 98 fm


Na próxima segunda-feira, dia 03 de novembro de 2008, Adailton e eu estaremos no programa Repórter 98, do jornalista Robson Carvalho.


Lá, conversaremos sobre os rumos da eleição norte-americana, discutindo as situações envolvendo os candidatos, suas propostas para política interna e externa. Não percam!

Horário: 18 horas.
Data: 03.11.2008 (segunda-feira)

Arnaldo Jabor: "Obama, uma síntese de idéias"

Apareceu ontem no Jornal da Globo.




Na maioria das vezes, não concordo com Arnaldo Jabor. Mas, nesse comentário, dou o braço a torcer: foi certeiro.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Para gostar de ler.(parte 04)


O rouge virou blush,
O pó-de-arroz virou pó-compacto,
O brilho virou gloss,
O rímel virou máscara incolor;
A Lycra virou stretch,
Anabela virou plataforma;
O corpete virou porta-seios ...
Que virou sutiã ...
Que virou lib ...
Que virou silicone!
A peruca virou aplique ... interlace ... Megahair ... Alongamento!
A escova virou chapinha,
'Problemas de moça' viraram TPM;
Confete virou MM;
A crise de nervos virou estresse,
A chita virou viscose,
A purpurina virou gliter,
A brilhantina virou mousse...
Os halteres viraram bomba,
A ergométrica virou spinning,
A tanga virou fio dental.... . .
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê:Ping-Pong porque virou Babaloo,
O à-la-carte porque virou self-service,
A tristeza porque agora é depressão,
O espaguete porque virou Miojo pronto,
A paquera porque virou pegação,
A gafieira porque virou dança de salão,
O que era praça virou shopping,
A areia virou ringue,
A caneta virou teclado,
O long play virou CD,
A fita de vídeo é DVD,
O CD já é MP3,
É um filho onde éramos seis,
O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail,
O namoro agora é virtual,
A cantada virou torpedo,
E do 'não' não se tem medo,
O break virou street,
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí,
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também...
O forró de sanfona ficou eletrônico,
Fortificante não é mais Biotônico,
Bicicleta virou Bis,
Polícia e ladrão virou counter strike,
Folhetins são novelas de TV,
Fauna e flora a desaparecer,
Lobato virou Paulo Coelho,
Caetano virou um chato,
Baby se converteu,
RPM desapareceu,
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix,
Raul e Renato,Cássia e Cazuza,Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe,
A bala antes encontrada agora é perdida,
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante,
O professor é agora o facilitador,
As lições já não importam mais,
A guerra superou a paz,
E a sociedade ficou incapaz......
De tudo.. . .
Inclusive de notar essas diferenças.

( Luiz Fernando Veríssimo)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Corduras damascenicas.

Dizem que um dia o brasileiro foi um homem cordial. Eu acredito nisso porque, de certa forma, em minha memória ainda existe espaço para as imagens de um mundo marcado por cadeiras na calçada no fim da tarde e por uma dimensão afetiva no olhar e nas palavras dos meus conterrâneos. Mas o tempo, e sua mais cruel esposa, a história, trataram de, ao menos em minha cidade, sepultar, em meio a toneladas de concreto e a uma avalanche de consumo, os restos dessa cordialidade utópica que parece ter um dia marcado as tardes do Brasil. Hoje, a minha sensação, é que alguma coisa sem forma definida andou levando meus conterrâneos para o lado sombrio dessa imensa fantasia nietzscheana chamada Brasil.

Às vezes eu consigo encontrar a palavra exata para descrever o sentimento que eu tenho quando penso sobre essa perda tão significativa da cordialidade essencial que um dia parece ter agregado as partes fraturadas de meu povo, em um sonho dialético, onde os contrários podiam conviver. Mas, nessas horas, ainda bem que existe a arte para substituir minha voz e mostrar aquilo que eu não consigo expressar em palavras.


Essa semana entrei na galeria do NAC (na UFRN) e me deparei com a exposição de gravuras do artista plástico Cláudio Damasceno. A exposição intitulada "Cordura" faz alusão a uma bela e antiga palavra da língua portuguesa, que parece ter sido abandonada pelos brasileiros nos últimos anos. Cordura é a qualidade de quem é cordato, cordo (que vem tanto do português antigo quanto do espanhol cuerdo).


A cordura, palavra usada por Machado de Assis e que nos leva a um tempo de comunhão em um Brasil utópico e original, subitamente se transforma, na obra de Damasceno em uma "cor dura", uma irredutibilidade inexpugnável, representada nas três cores básicas (azul, amarelo e vermelho) usadas em cada uma das gravuras da exposição em seus três planos. Não há gradação nas cores de Cláudio Damasceno e se os personagens, insinuados pelas formas geométricas das gravuras, se confraternizam em uma deliciosa cordialidade, o cenário, o ambiente, o mundo que os circunda, com sua dureza e urbanidade não permite a comunhão, impedindo que as cores se unam e formem novas matizes. Há uma ameaça subentendida que paira na pintura de artistas como Hopper (pintor norte americano que retratou, hiper realisticamente o mesmo tipo de conflito que emerge da obra geométrica de Damasceno).


O cenário, com seu peso absoluto e objetivo, parece sempre tramar contra as figuras humanas, que buscam umas as outras em um carnaval de desencontro, e solidão. É como se o cenário de nosso mundo, tão cru e objetivo, com sua lógica de produção, com seu rigor que mata os sonhos de amor e de fraternidade dos homens, pudesse a qualquer momento engolir seus personagens. A dureza primitiva das coisas pode aparecer de modos diferentes.


Em Hopper, por exemplo, ela aparece na solidão das casas vazias em cima das colinas no fim de tarde, no silêncio que salta de uma bomba de gasolina abandonada em um posto de beira de estrada, na figura da lanterninha de cinema solitária, que não pode ou não quer assistir ao filme que se projeta na tela. Com suas cores básicas e suas linhas demarcadas, impedindo a gradação e construindo as formas geométricas que insinuam as figuras de suas gravuras, Damasceno consegue como Hopper, nos transportar a situações de nossa própria vida, como se em um flagrante fotográfico do cotidiano, pudéssemos visualizar nosso desejo de amor, nossa ansiedade de amizade, nossa busca de cordura, em meio a dureza das cores do mundo. Em uma Natal em transformação constante, em um mundo que se acelera e se concretiza velozmente, substituindo a paisagem natural pelo cimento e o concreto dos arranha-céus a pintura de Damasceno nos alerta, para o inquietante estado de nossa própria cordialidade, de nossa própria condição de sujeitos, humanos em meio a frieza das coisas. Para quem acredita que arte é decoração e que o papel do artista é enfeitar parede de clínica odontológica eu sugiro um passeio pelo universo pictográfico de Damasceno. Porque a arte também pode nos ensinar, ela joga na nossa alma a palavra que falta na nossa boca e dá forma a nosso estranho sentimento de orfandade, para que a vida e a dureza das coisas não possa, um dia, definitivamente nos apartar e nos destruir.

Autor: Pablo Capistrano, escritor e professor universitário.

sábado, 25 de outubro de 2008

Relaxando no fim de semana (parte 03) - Ensaio sobre a cegueira


Minha dica para relaxar no fim de semana é o filme Ensaio sobre a cegueira, do diretor brasileiro Fernando Meirelles, com a participação de Juliane Moore, Gael García Bernal e Alice Braga. Felizmente, com algumas semanas de atraso, o filme já está passando nos cinemas natalenses.

A película se baseia no livro homônimo de José Saramago, o maior nome da literatura em língua portuguesa ainda vivo. Dentre suas principais obras, se destacam O evangelho segundo Jesus Cristo e Memorial do Convento. Ganhador do Prêmio Nobel em 1998, Saramago é uma das referências do estilo literário Realismo Fantástico, que também conta com outro nobel, o escritor colombiano Gabriel García Márquez.

A história do filme é a seguinte: uma metrópole, de repente, é assolada por uma estranha epidemia de cegueira, a "treva branca". O governo rapidamente isola os primeiros casos, colocando-os em quarentena num hospício desativado. Privados do contato com o resto do mundo, os infectados passam a ter que conviver com situações limites para os seres humanos. A maior parte do filme (como também do livro) se passa nessa espécie de "campo de concentração".

A personagem principal é a mulher do médico oftalmologista, interpretada por Juliane Moore. De todas as pessoas, ela é a única que não perdeu a visão e, portanto, sente-se na obrigação de auxiliar seu marido e os que estão ao seu redor.

Não irei contar toda a história. Apenas lembrarei algumas idéias que deveríamos ter ao assistir um filme como esse - um roteiro adaptado de um dos principais romances de Saramago. A cegueira é apenas uma dura metáfora que nos atinge, nos fazendo ter reflexões como as seguintes: até onde pode ir a maldade (ou solidariedade) humana? Seria nossa moral modificada caso todos nós perdessemos esse sentido? O que somos nós?

Nesse história, Saramago lembra-nos a "responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam", pois "estamos cegos. Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem". A cegueira, portanto, é uma grande metáfora com múltiplos sentidos, dentre os quais, a falta de conhecimento ou o egoísmo.

A adaptação de Fernando Meirelles tem sofrido críticas diversas, algumas positivas e outras negativas. Particularmente, gostei da adaptação. Eu temia que um diretor irresponsável transformasse o filme num suspense sem sentido, mas Meirelles - embora tenha suavizado algumas partes, por isso, recomendo a leitura do livro - conseguiu manter o sentido original da proposta do escritor lusitano. O próprio José Saramago gostou bastante, tendo se emocionado ao assistir a película.


Reação de José Saramago ao assistir o filme pela primeira vez






Conclamo todos a assistirem o filme. Além de relaxar, nos faz pensar sobre o caráter humano.

Assista o trailer

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Pré-Sal



O que é e localização

A camada pré-sal é um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural, localizado nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo (região litorânea entre os estados de Santa Catarina e o Espírito Santo). Estas reservas estão localizadas abaixo da camada de sal (que podem ter até 2 km de espessura). Portanto, se localizam de 5 a 7 mil metros abaixo do nível do mar.

Informações importantes sobre a camada pré-sal

Estas reservas se formaram há, aproximadamente, 100 milhões de anos, a partir da decomposição de materiais orgânicos.Os técnicos da Petrobras ainda não conseguiram estimar a quantidade total de petróleo e gás natural contidos na camada pré-sal. No Campo de Tupi, por exemplo, a estimativa é de que as reservas são de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo.Em setembro de 2008, a Petrobras começou a explorar petróleo da camada pré-sal em quantidade reduzida. Esta exploração inicial ocorre no Campo de Jubarte (Bacia de Campos), através da plataforma P-34.

Futuro

Se forem confirmadas as estimativas da quantidade de petróleo da camada pré-sal brasileira, o Brasil poderá se transformar, futuramente, num dos maiores produtores e exportadores de petróleo e derivados do mundo. Porém, os investimentos deverão ser altíssimos, pois, em função da profundidade das reservas, a tecnologia aplicada deverá ser de alto custo.Acredita-se que, somente por volta de 2016, estas reservas estejam sendo exploradas em larga escala. Enquanto isso, o governo brasileiro começa a discutir o modelo de exploração que será aplicado.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O Encontoro Natalense de Escritores confirma nomes.


O III ENE contará com a presença dos escritores Zuenir Ventura, Ariano Suassuna, José Miguel Wisnik e Zuza Homem de Melo.

A Bossa Nova, a emblemática geração de 1968 e a obra de Machado de Assis serão alguns dos principais focos literários da terceira edição do Encontro Natalense de Escritores — ENE —, confirmado para ocorrer entre os dias 27 e 29 de novembro, na praça Augusto Severo, em frente ao Museu de Cultura Popular, na Ribeira. O escritor e jornalista Zuenir Ventura é um dos nomes já confirmados, e lançará no ENE o livro “1968 - O Que Fizemos de Nós", uma espécie de segunda parte da obra “1968, o ano que não terminou”, lançado há 20 anos e que já vendeu 400 mil exemplares. Neste segundo "1968", Zuenir revela continuidades e rupturas entre o movimento cultural na década de sessenta e a geração atual. Além do lançamento, Zuenir participará da pré-abertura do ENE na quarta-feira, dia 26, em evento no Parque da Cidade, e de um debate ao lado do escritor Ignácio de Loyola Brandão, na sexta-feira. Para lembrar os 50 anos da Bossa Nova, a poesia será revisitada através de convidados cuja relação com o movimento ajudará a moldar a colcha de retalhos da poesia bossanovista neste meio século. Estão confirmados os nomes do poeta, compositor e professor de literatura da USP José Miguel Wisnik, do escritor e articulista da Folha de S. Paulo Arthur Nestrovski e da cantora e compositora Paula Morelenbaum, ex-grupo Céu da Boca, casada com o instrumentista, arranjador e maestro Jaques Morelenbaum O escritor Zuza Homem de Melo também é um dos nomes confirmados para o tema Bossa Nova. Os shows musicais que encerrarão as três noites também estarão em um espaço à parte, num grande palco montado na praça Augusto Severo, na área externa da tenda de literária. Entre os shows confirmados está o do cantor, compositor e poeta Arnaldo Antunes, ex-Titãs. Considerado por críticos literários do Brasil e do exterior como o maior expoente das letras nacionais e um dos maiores da língua portuguesa, Machado de Assis também ganhará foco nesta edição do ENE, em uma das mesas que terá como convidado o escritor e Imortal Milton Hatoum. O escritor Carlos Heitor Cony, presença constante no ENE, confirmou sua presença e o tema de sua palestra. Será “O Nordeste na Literatura Brasileira”. Literatura e política, poesia, cultura popular, jornalismo e meio-ambiente também serão abordagens concorridas dentro do III Encontro Natalense de Escritores. O jornalista gaúcho, atual coordenador do programa da TV Cultura “Repórter ECO” e ex-secretário do meio-ambiente do Distrito Federal Washington Novaes, é um dos nomes também confirmados para participar de mesa na sexta-feira, ao lado de Ignácio de Loyola Brandão. Também um dos mais talentosos escritores da nova geração, o paulista Chico Mattoso, está confirmado para debate no primeiro dia, ao lado de outros escritores contemporâneos. A programação literária do ENE será encerrada em tom de aula-espetáculo com a presença do escritor paraibano Ariano Suassuna. O III ENE reunirá em torno de 50 escritores, entre potiguares e convidados de outros estados, além de personalidades nacionais que transitam pela literatura, divididos em 12 mesas debatendo literatura em todas as suas vertentes, e, principalmente, interagindo com a platéia.
Fonte: www.jornaldehoje.com.br em 21.10.2008

Prêmio Nobel 2008 - Literatura


O prêmio Nobel de literatura foi concedido ao escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio.

Vejam só um pequeno trecho de O Africano, livro publicado no Brasil pela editora COSACNAIFY:

"Todo ser humano é um resultado de pai e mãe. Pode-se não reconhecê-los, não amá-los, pode-se duvidar deles. Mas eles aí estão: seu rosto, suas atitudes, suas maneiras e manias, suas ilusões e esperanças, a forma de suas mãos e de seus dedos do pé, a cor dos olhos e dos cabelos, seu modo de falar, suas idéias, provavelmente, a idade de sua morte, tudo isso passou para nós".

E aí? Vocês concordam?

Amazônia brasileira

A floresta Amazônica possui aproximadamente 5,5 milhões de km², sendo que 60% no Brasil, e o restante (40%) na Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. No Brasil, a floresta é chamada de Amazônia Legal e abrange os Estados do Amazonas, Amapá, Mato Grosso, oeste do Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima, Acre e Tocantins.
A floresta Amazônica é densa e fechada, o que dificulta a sua penetração e ocupação, higrófita (adaptada a grande umidade), perenifólia (apresenta folhas verdes nas copas durante o ano todo), e latifoliada (folhas grandes e largas). Possui grande biodiversidade (variedade de espécies animais e vegetais).

Há milhões de anos, a área onde está localizada era um mar e, por isso, ela apresenta solos geologicamente pouco férteis e arenosos. A floresta derruba seus galhos, frutos, folhas, animais morrem, etc. formando uma camada superficial de matéria orgânica que se decompõe e transforma-se em húmus que, por sua vez, alimenta a vegetação.


Ciclo de carbono

Ela se auto sustenta, pois se mantém produzindo o seu próprio alimento e criando um ciclo de carbono relativamente fechado. Por isso quando é queimada ou desmatada e se desenvolve a agricultura durante alguns anos, em grandes áreas, a dinâmica da floresta é interrompida e os nutrientes depositados são consumidos. É necessário muito tempo para ela se recuperar ou, pior, a floresta pode entrar em um processo de degradação com processos erosivos intensos.

O ciclo de oxigênio também é algo polêmico por que alguns autores chamam a Amazônia de pulmão do mundo, querendo dizer que ela produz muito oxigênio para o planeta todo, o que não é verdade: apesar de produzir muito oxigênio, pelo processo da fotossíntese, este é consumido à noite e pela decomposição da matéria orgânica.

A Amazônia é muito importante para o ambiente do planeta pois ela fixa o carbono da atmosfera, através do crescimento das plantas e da fotossíntese, reduzindo, assim, o efeito estufa. Ela reduz a variação da temperatura junto ao Equador, atuando como um aparelho de ar condicionado, caso a floresta não existisse a grande variação diária de temperatura poderia provocar deslocamentos intensos de vento o que mudaria o clima terrestre.

Diversidade e complexidade

Também não podemos esquecer que ela abriga um grande número de povos indígenas, sem falar em sua riqueza de matéria prima variada (remédio, minerais, alimentos, etc). Em uma análise por satélite da Amazônia, foram identificados 104 sistemas de paisagens, o que revela uma alta diversidade e complexidade de ecossistemas.

A árvores da Amazônia variam entre 40 e 300 espécies diferentes por hectare. Das 250.000 espécies de plantas superiores da terra, 170.000 (68%) vivem exclusivamente nos trópicos, sendo 90.000 na América do Sul.

Podemos dividir a floresta Amazônica em três grandes grupos:

1) Florestas de Igapó: ocorrem em solos que permanecem alagados durante cerca de seis meses, em áreas próximas aos rios. As árvores podem atingir até 40 metros de altura e raramente perdem as folhas - geralmente largas para captar a maior quantidade possível de luz solar. Nas águas aparecem as folhas da vitória-régia - que chegam a ter 4 metros de diâmetro. Ocorrem associadas aos rios de água branca.

2) Florestas de Várzea: as árvores são de grande porte (até 40 metros de altura) e apresentam características semelhantes ao igapó - embora a várzea apresente maior número de espécies. Ocorrem associadas aos rios de água preta.

3) Florestas de Terra Firme: apresentam grande porte, variando entre 30 e 60 metros; o dossel é contínuo e bastante fechado, tornando o interior da mata bastante úmido e escuro. Esta formação está presente nas terras altas da Amazônia e mescla-se com outros tipos de associações locais, como os campos e os cerrados amazônicos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sobre o caso Eloá

Ex-comandante do BOPE critica Sônia Abrão, Globo e Record

Em entrevista ao site Terra Magazine, o ex-comandante do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e sociólogo Rodrigo Pimentel afirmou que a cobertura feita pela Record, RedeTV! e Globo prejudicou as negociações com Lindemberg Fernandes Alves no sequestro ocorrido em Santo André (SP).

Co-autor do livro Elite da Tropa e roteirista do filme Tropa de Elite, ele avalia que a postura das emissoras foi “irreponsável e criminosa”.

Ao site, Pimentel fez uma crítica ainda mais incisiva à inteferência da apresentadora Sonia Abrão, da RedeTV!, nas negociações. Ela entrevistou Lindemberg ao vivo na quarta-feira (15/10).

“Foi irresponsável, infantil e criminoso o que a Sonia Abrão fez. Eu lamento não ter falado isso na frente dela. Eu gostaria de ter falado isso para ela e para os telespectadores da Record e da RedeTV!. O que ela fez foi sem a menor avaliação. Tanto que, num primeiro momento, ele (o repórter Luiz Guerra) tentou enganar o Lindemberg, dizendo-se amigo da família. E depois ele tentou ser negociador, convencer ele a se entregar sem conhecer os argumentos técnicos usados para isso. O que o capitão Giovaninni (negociador da Polícia Militar) falava para o Lindemberg a todo momento é que, até aquele momento, o crime que ele havia praticado era muito pequeno. Esse é o argumento técnico, funciona quase sempre. ‘Olha meu amigo, até agora você não matou ninguém, até agora só colocou essas pessoas sob constrangimento, sua pena vai ser muito pequena…’. Isso funciona mesmo. E a Sonia Abrão não tem esse argumento, a Record também não.”

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DO BLOG - O que esse caso deveria inspirar nas pessoas é a seguinte pergunta: até onde a exploração de uma tragédia pela mídia pode aumentá-la?

Não precisa ser doutor em psicologia nem especialista em negociações do Bope para perceber que a mídia influenciou o caso de forma negativa. Semana passada, num desses acasos, liguei a televisão e assisti parte do programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga. Assim que a Globo começou a colocar em rede nacional aquelas janelas de um conjunto habitacional de Santo André, o seqüestrador fez sua primeira aparição do dia. Foi, inclusive, o momento em que a adolescente Nayara retornou ao apartamento. Como a energia do apartamento não havia sido cortada, a cobertura do caso dava a Lindemberg a oportunidade de ficar por dentro das ações da polícia, dos advogados e do ministério público. Além disso, com a programação das maiores emissoras do país sendo cortada por plantões jornalísticos, o jovem se sentia onipotente ao modificar, com suas atidudes, canais e programas.

Depois da tragédia, é muito fácil acusar a força policial de equívocos. Acusa-se a polícia de não ter atirado em Lindemberg. No entanto, imaginem se o GATE tivesse alvejado o jovem em rede nacional, quais teriam sido as reverberações da mídia? No mínimo diriam que os policiais foram irresponsáveis por ter matado alguém que não tinha antecedentes criminais e era bem relacionado. Já imaginaram uma morte às 5 horas da tarde, sendo transmitida pela rede Globo, com crianças do Brasil inteiro assistindo televisão?

O fato de vários jornalistas terem entrevistado Lindemberg demonstra uma corrida desenfreada pela informação, pelo furo de reportagem. Seqüestrador não é para ser entrevistado por jornalista, pois ele não foi treinado para negociações nem tem conhecimentos técnicos de psicologia ou legislação. Isso, certamente, atrapalhou muito as tentativas da polícia em consolidar um desfecho pacífico do caso.

Por várias vezes o coronel responsável pelo GATE repetiu que, num determinado momento, o seqüestrador havia aceitado liberar as duas jovens. No entanto, segundo o coronel, ele teria mudado de idéia após ter sido entrevistado por um programa de televisão.

Afinal, não acredito que a mídia estava interessada na solução do caso. Estavam unicamente interessados em audiência, aumento dos lucros e, num distante último lugar, levar informação. Ao invés de nos questionar sobre a atuação da polícia - que, como qualquer ação humana, cometeu erros - o que deveríamos criticar nisso tudo é a atuação irresponsável de parte da mídia brasileira, que exploraram e continuam a explorar uma tragédia.

1º Voto Feminino



O Rio Grande do Norte marcou a luta mundial dos movimentos feministas, à época crescente em todos os lugares. O Estado era governado por Juvenal Lamartine e coube a ele o pioneirismo de autorizar o voto da mulher, em eleições, o que não era permitido no Brasil, mesmo a proibição não constando da Constituição Federal.

Foi em 1928. Celina Guimarães Viana, professora, juíza de futebol, mulher atuante em Mossoró, foi a primeira eleitora inscrita no Brasil. Após tirar seu título eleitoral, um grande movimento nacional levou mulheres de diversas cidades do Rio Grande do Norte e outros nove estados da Federação a fazerem a mesma coisa.


Celina Guimarães votando no prédio onde hoje funciona a Biblioteca Municipal
Com a mulher eleitora, vieram outras conquistas de espaço na sociedade. Veio a primeira mulher a eleger-se deputada estadual no Brasil e a luta pela emancipação feminina foi ganhando impulso em todo o país, levando o voto feminino a ser regulamentado em 1934.


O episódio tem importância mundial, pois mais de uma centena de países ainda não permitia à mulher o direito de voto. Na própria Inglaterra civilizada o voto, apesar de permitido antes, só foi regulamento após Mossoró inscrever sua primeira eleitoral.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Citação


Como já faz algum tempo que não publico no blog, resolvi colocar uma citação do escritor italiano Ítalo Calvino, que muito nos diz sobre nossas memórias e saudades.

Sempre que leio, costumo anotar frases e idéias que me chamam a atenção. É um exercício interessante olhá-las depois de alguns dias e, refletindo, chegarmos a conclusões que, às vezes, são diferentes daquelas que tivemos no momento da leitura.

"Chega um momento da vida em que, entre todas as pessoas que conhecemos, os mortos são mais numerosos que os vivos. E a mente se recusa a aceitar outras fisionomias, outras expressões: em todas as faces novas que encontra, imprime os velhos desenhos, para cada uma descobre a máscara que melhor se adapta"
(Ítalo Calvino, As cidades invisíveis, p.90.)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Curiosidades (parte 03).

Primeira brasileira na política.


A primeira mulher a obter um mandato público no Brasil foi Alzira Soriano (foto) , em 1928. Ela elegeu-se prefeita do município de Lajes, no Rio Grande do Norte, apesar da proibição de que mulheres se envolvessem em política. Sua vitória foi possível apenas depois de um recurso judicial.

sábado, 18 de outubro de 2008

Sobre o brasileiro.


Nem sempre os textos que exponho aqui condizem com meu pensamento. Todavia, creio que a reflexão sobre determinadas opiniões é indispensável: acompanhem essa crônica de Arnaldo Jabor com atenção e tirem suas conclusões.

Boa leitura!

Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca. Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade... Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.


Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.


Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.


Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.


90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.


O Brasil é um país democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MP’s), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense! O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né??? Grande coisa...


O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro !? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.


Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar... O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Resposta Desafio em Casa 09

O movimento migratório descrito na letra da música compreende as migrações sazonais ou transumância, pois ocorrem em função de um problema climático que é a seca. Sendo um movimento sazonal, reversível e periódico.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Aulão de História do RN.

Domingo, dia 19.10.2008, das 16hs30min às 21hs30min (hora local) , a equipe do CIS ministrará, no Palácio dos Esportes, o aulão de História do Rio Grande do Norte. Luís Eduardo Suassuna (Kokinho), Adailton Figueiredo, Henrique Lucena, João Carlos Rocha e Wellington Albano, abordarão todos os capítulos de História do RN inclusos no programa da prova da UFRN e das demais instituições de ensino superior do nosso Estado.

Portanto, não percam! entrada gratuita e aberta a quem possa interessar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Valeu Galera

A Equipe de geografia do CIS agradece e parabeniza aos alunos que no último domingo 12/10/2008, participaram da aula sobre Geografia do Rio Grande do Norte e Conflitos Internacionais.
Um abraço dos Professores Bosco(Maquina Mortífera), Sami(Criatura do Mundo) e Agenor (Maluco Beleza).

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Nossa Cidade e seus bairros ( 2 ).

Alecrim, em foco.

Um dos marcos da ocupação das terras que originaram o bairro do Alecrim foi a inauguração do Cemitério Público, em 1856, pelo Presidente da Província, Antônio Bernardo de Passos. Raríssimas pessoas habitavam o descampado constituído por roçados e algumas casinhas de taipa. Em 1882, o Presidente Francisco de Gouveia Cunha Barreto colocou a primeira pedra do Lazareto da Piedade, mais tarde Hospício dos Alienados. Nessa época, o Alecrim era uma capoeira por onde passava a estrada velha dos Guarapes, que dava acesso ao sertão. A Praça Pedro II teve o privilégio das primeiras filas de casas. Conta-se que ali morava uma velha que costumava enfeitar com ramos de alecrim os caixões dos "anjinhos" enterrados no cemitério, daí a origem do topônimo. Outra versão fala da abundância de alecrim-do-campo nesta área. Mas, a criação deste, considerado o quarto bairro de Natal, deu-se somente em 23 de outubro de 1911. O perfil do bairro começou a ser delineado a partir da administração do Prefeito Omar O’Grady, que, em 1929, convidou o arquiteto italiano Giacomo Palumbo, para traçar o Plano de Sistematização para expansão urbana da cidade. Conta-se que Palumbo, sob a influência da cultura americana, desenhou um traçado com avenidas e ruas largas, as quais registrava com números. Da Avenida 1 até a Avenida 12, houve a associação da numeração com o nome de personagens históricos, intercalados com nomes de tribos indígenas. Em 1941, durante a II Guerra Mundial, com a instalação da Base Naval, o bairro teve acelerado o seu processo de urbanização, quando se registra um aumento da população com a vinda de pessoas do sertão, e de outras regiões, para negócios na capital. A vida cultural do Alecrim registra a existência de cinemas, até a década de 80, que, gradativamente, foram fechados: o São Luiz, o São Pedro, o São Sebastião, o Paroquial e o Olde. Nos carnavais, a cidade se voltava para ver os desfiles dos corsos (carros alegóricos dos carnavais do passado) que se realizavam nas ruas Sílvio Pélico, Amaro Barreto e adjacências. O bairro teve, em sua história, como um dos principais pontos de encontro o bar Quitandinha na praça Gentil Ferreira, local de “bate papo”, onde boêmios varavam as madrugadas, desde a época da II Guerra Mundial. O bairro ainda tem como marca registrada o comércio de produtos populares, com sapatarias, lojas de tecidos, produtos agrícolas e as barbearias, que resistem ao tempo. Há bares e esquinas com jogo do bicho, uma tradição do lugar. Na década de 80, a construção do camelódromo (tentativa de resolver o problema gerado pelo conflito entre ambulantes e comerciantes estabelecidos) marcou a vida do lugar. Erguido em trecho da avenida Presidente Bandeira, aglutina vendedores ambulantes que comercializam produtos diversificados. Além disso, o Alecrim se notabiliza por sua feira, uma das mais tradicionais da cidade. Sobre ela, disse Umberto Peregrino: Eis a Feira do Alecrim / minha gente viva e ativa / pobre e hábil / com a habilidade ilude a pobreza / enquanto não deixa de ser iludida, ela própria, / pelos dominadores seculares, / agora assustados, / à vista dos tempos novos, / chegando, chegando / melhores e justos. / Feira do Alecrim, / convocadas neste sábado / para te mostrar, / minha amada, / o comer do povo, / se vestir, seu cantar, / as redes do seu sonhar, / as graças do seu falar, / as marcas de suas penas, as artes das suas mãos, / o poder do seu suor. (Umberto Peregrino, Crônica de uma cidade chamada Natal, Clima, 1989). Oficializado como bairro pela Lei N.º 251, de 30 de setembro de 1947, na administração do Prefeito Sylvio Piza Pedroza, teve seus limites redefinidos na Lei n.º 4330, de 05 de abril de 1993, publicada no Diário Oficial, em 07 de setembro de 1994.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA.



A crise no mercado hipotecário dos EUA é uma decorrência da crise imobiliária pela qual passa o país, e deu origem, por sua vez, a uma crise mais ampla, no mercado de crédito de modo geral. O principal segmento afetado, que deu origem ao atual estado de coisas, foi o de hipotecas chamadas de "subprime", que embutem um risco maior de inadimplência.



Em 2005, o "boom" no mercado imobiliário já estava avançado; comprar uma casa (ou mais de uma) tornou-se um bom negócio, na expectativa de que a valorização dos imóveis fizesse da nova compra um investimento. Também cresceu a procura por novas hipotecas, a fim de usar o dinheiro do financiamento para quitar dívidas e, também, gastar (mais).



As empresas financeiras especializadas no mercado imobiliário, para aproveitar o bom momento do mercado, passaram a atender o segmento "subprime". O cliente "subprime" é um cliente de renda muito baixa, por vezes com histórico de inadimplência e com dificuldade de comprovar renda. Esse empréstimo tem, assim, uma qualidade mais baixa --ou seja, cujo risco de não ser pago é maior, mas oferece uma taxa de retorno mais alta, a fim de compensar esse risco.



Em busca de rendimentos maiores, gestores de fundos e bancos compram esses títulos "subprime" das instituições que fizeram o primeiro empréstimo e permitem que uma nova quantia em dinheiro seja emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Também interessado em lucrar, um segundo gestor pode comprar o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerando uma cadeia de venda de títulos.



Porém, se a ponta (o tomador) não consegue pagar sua dívida inicial, ele dá início a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos. O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os "subprime", o que termina por gerar uma crise de liquidez (retração de crédito).



Após atingir um pico em 2006, os preços dos imóveis, no entanto, passaram a cair: os juros do Fed, que vinham subindo desde 2004, encareceram o crédito e afastaram compradores; com isso, a oferta começa a superar a demanda e desde então o que se viu foi uma espiral descendente no valor dos imóveis.



Com os juros altos, o que se temia veio a acontecer: a inadimplência aumentou e o temor de novos calotes fez o crédito sofrer uma desaceleração expressiva no país como um todo, desaquecendo a maior economia do planeta --com menos liquidez (dinheiro disponível), menos se compra, menos as empresas lucram e menos pessoas são contratadas.



No mundo da globalização financeira, créditos gerados nos EUA podem ser convertidos em ativos que vão render juros para investidores na Europa e outras partes do mundo, por isso o pessimismo influencia os mercados globais.



Financiadoras.


Em setembro do ano passado, o BNP Paribas Investment Partners --divisão do banco francês BNP Paribas-- congelou cerca de 2 bilhões de euros dos fundos Parvest Dynamic ABS, o BNP Paribas ABS Euribor e o BNP Paribas ABS Eonia, citando preocupações sobre o setor de crédito 'subprime' (de maior risco) nos EUA. Segundo o banco, os três fundos tiveram suas negociações suspensas por não ser possível avaliá-los com precisão, devido aos problemas no mercado "subprime" americano.



Depois dessa medida, o mercado imobiliário passou a reagir em pânico e algumas das principais empresas de financiamento imobiliário passaram a sofrer os efeitos da retração; a American Home Mortgage (AHM), uma das 10 maiores empresa do setor de crédito imobiliário e hipotecas dos EUA, pediu concordata. Outra das principais empresas do setor, a Countrywide Financial, registrou prejuízos decorrentes da crise e foi comprada pelo Bank of America.



Bancos como Citigroup, UBS e Bear Stearns têm anunciado perdas bilionários e prejuízos decorrentes da crise. Entre as vítimas mais recentes da crise estão as duas maiores empresas hipotecárias americanas, a Fannie Mae e a Freddie Mac. Consideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, "tão grandes e tão importantes em nosso sistema financeiro que a falência de qualquer uma delas provocaria uma enorme turbulência no sistema financeiro de nosso país e no restante do globo", no dia 7 deste mês foi anunciada uma ajuda de até US$ 200 bilhões.



As duas empresas possuem quase a metade dos US$ 12 trilhões em empréstimos para a habitação nos EUA; no segundo trimestre, registraram prejuízos de US$ 2,3 bilhões (Fannie Mae) e de US$ 821 milhões (Freddie Mac).




Menos sorte teve o Lehman Brothers: o governo não disponibilizou ajuda como a que foi destinada às duas hipotecárias. O banco previu na semana passada um prejuízo de US$ 3,9 bilhões e chegou a anunciar uma reestruturação. Antes disso, o banco já havia mantido conversas com o KDB (Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul, na sigla em inglês) em busca de vender uma parte sua, mas a negociação terminou sem acordo.



O Bank of America e o Barclays também recuaram, depois que ficou claro que o governo não iria dar suporte à compra do Lehman. Restou ao banco entregar à Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York um pedido de proteção sob o "Capítulo 11", capítulo da legislação americana que regulamenta falências e concordatas.



Combate.

Como medida emergencial para evitar uma desaceleração ainda maior da economia --o que faz crescer o medo que o EUA caiam em recessão, já que 70% do PIB americano é movido pelo consumo--, o presidente americano, George W. Bush, sancionou em fevereiro um pacote de estímulo que incluiu o envio de cheques de restituição de impostos a milhões de norte-americanos.


O pacote estipulou uma restituição de US$ 600 para cada contribuinte com renda anual de até US$ 75 mil; e US$ 1.200 para casais com renda até US$ 150 mil, além de US$ 300 adicionais por filho. Quem não paga imposto de renda, mas recebe o teto de US$ 3 mil anuais, teve direito a cheques de US$ 300.




John McCain versus Barack Obama

Aproxima-se o dia das eleições americanas. A disputa torna-se mais acirrada. Os ataques pessoais começam a aflorar. E os indícios de quem será o vitorioso ainda não estão claros. E agora tudo é mais complicado com a crise economia, que não é de fácil solução. O que se soma a falta de liderança do Partido Republicano. Demonstrada na derrota do pacote de 700 bilhões de dólares, que foi posta abaixo pelos republicanos O apelo de Bush não teve o mínimo efeito.

Acompanhando as pesquisas, e lá são praticamente diárias e em quantidades exageradas, vê-se como a eleição está apertada. Há um site na internet, RCL (www.realclearppolitics.com), que transcreve todas as pesquisas realizadas no país e calcula uma média. Essa média hoje (01/10) dá uma vitória à Obama por 5,7%. Dias atrás, a vantagem era de McCain. Gallup dá vitoria a McCain por 5%. A CBS, na mesma data, apresenta 50% para Obama e 41% para McCain, ou seja, nove pontos favoráveis à Obama. Semanas passadas, a diferença era bem menor, e havia algumas pesquisas favoráveis à McCain. Hoje, (03/10), praticamente todas elas são favoráveis à Obama.Em termos de votos eleitorais, dentro da peculiar sistemática americana, McCain também perderia, pois tem apenas 163 votos, contra 260 de Obama, com 115 indecisos. Na semana passada, eram 202 para Obama e para McCain 189, com 147 votos não definidos. Esses votos são dos delegados dos Estados, e isso leva a que possa o candidato ter maioria de votos populares e perder a eleição, como já ocorreu no passado.


Em comentários anteriores, fiz ver minha preocupação quanto à eleição de Obama, em referência ao seu comportamento em relação ao Brasil e a América Latina. É protecionista, é contra a abertura de mercado, há informações que deverá manter as altas tarifas sobre a importação de etanol, pretende rever o acordo de livre mercado com o México e Canadá (NAFTA), bem como reexaminar os diversos acordos bilaterais já existentes. Para os Estados Unidos, deve ser mesmo o melhor candidato. Já prometeu diálogo com todos os países, reexaminar a política externa do país em relação a Cuba, Iraque, Afeganistão, Irã. Internamente, diz que mudará a atual política econômica de Bush, promete diminuir impostos da classe média, incentivar assistência à saúde, seguridade social, e inovar a política de imigração. São todos pontos polêmicos, em que o presente governo tem uma péssima imagem.


Já McCain, embora procurando se afastar de Bush, carrega o peso dos republicanos, e de um governo que tem o pior julgamento dos últimos tempos nos EUA. Sua escolha de uma mulher para vice-presidente lhe rendeu alguns pontos, mas já começa também a ter certo peso negativo. Sarah Palin é muito polemica. Sua exposição à mídia começa a mostrar que ela não é tão pura quanto se anunciou. Um exame mais detalhado de seu comportamento como prefeita de uma cidadezinha sem importância, e como governadora do Alaska, começa a mostrar pontos contrastantes com o quadro inicialmente pintado. No debate do dia dois, não se saiu bem e, embora simpática, não passou disso e nenhuma contribuição substancial resultou de suas discussões, segundo editorial do "New York Times"de 3 deste. Editorial que termina afirmando, ao comentar a escolha de Palin: It was either an act of incredible cynicism or appallingly bad judgment" - ou foi um ato de incrível cinismo ou desastroso julgamento.


Além disso, o problema da capacidade de assumir a presidência, numa emergência, tem um peso elevado nos EUA. O vice de Obama, Joe Biden, é um político experiente, com largo conhecimento dos meandros do poder, conhecedor dos problemas internacionais do país, e apto a assumir o lugar de Comandante em Chefe. Já Sarah Palin é uma novata, conservadora, sem conhecer os caminhos do poder e nenhuma experiência internacional. Tudo isso, num país envolvido com o Iraque, o Afeganistão, as ameaças do Irã e da Coréia do Norte, além do ressurgimento da Rússia, deixa o eleitor preocupado. Pesa contra o republicano.


Adicione-se o comportamento errático, inseguro, que vem mantendo em relação à crise econômica, seus titubeios no último debate (embora não tenha se saído mal), as expectativas são de que Obama se aproxima cada vez mais da vitória.


Apesar disso, nada está decidido. Acho que, antes da Palin, as possibilidades de McCain eram maiores. Há comentários de que a escolha de Palin já causou perda de 1/3 dos votos. Mas, ela pode demonstrar a habilidade de desenvolver conhecimentos durante a campanha. Obama se fortalece ao longo do tempo, como mostram as pesquisas. De tudo isso, uma certeza. Nunca uma campanha nos EUA foi tão interessante e tão disputada.

Autor: Dalton Melo de Andrade, professor universitário.


LEMBRETE

Olá caros e caras do CIS e demais alunos(as), a equipe de geografia lembra do aulão dia 12/out, com os assuntos Conflitos Contemporâneos e Geografia do RN,a ser realizado no CDF - VIA DIRETA, a partir das 08:00 horas.
Os alunos que não são do CIS podem participar,porém mediante inscrição prévia no CIS,tratar com Diogo ou as atentendentes.
Um garnde abraço a todos e a todas!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A população Brasileira



Atualmente o Brasil possui cerca de 189 milhões de habitantes, esse elevado contingente populacional coloca o país entre os mais populosos do mundo. O Brasil ocupa hoje o quinto lugar dentre os mais populosos, superado somente pela China (1,3 bilhões), Índia (1,1 bilhões), Estados Unidos (300 milhões) e Indonésia (234 milhões).


A população brasileira está irregularmente distribuída no território, pois há regiões densamente povoadas e outras quase desertas.


A população brasileira se estabelece de forma concentrada na região sudeste, com cerca de 80 milhões de habitantes; o nordeste abriga aproximadamente 53 milhões, o sul acolhe cerca de 28 milhões, além das regiões menos povoadas, região norte com aproximadamente 16 milhões e centro-oeste com 14 milhões.


A irregularidade na distribuição da população fica evidente quando se analisa alguns dados populacionais de regiões ou Estados. Somente o Estado de São Paulo concentra cerca de 40 milhões de habitantes que correspondem às populações da região sul, norte e centro-oeste juntas.


A população brasileira está distribuída em um extenso território, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados, em virtude disso a população relativa é modesta, com cerca de 22 hab/Km2, o dado apresentado classifica o país como pouco povoado, apesar de ser populoso diante do número da população absoluta.


O sudeste é a região mais populosa do país por ter ingressado primeiramente no processo de industrialização, e hoje encontra-se desenvolvida economicamente e industrialmente. O surgimento da indústria no sudeste foi primordial para a urbanização e a concentração populacional na região, pois tornou-se uma área de atração para trabalhadores de diversos pontos do país.


Em relação à densidade demográfica, a região sul ocupa o segundo lugar, as causas dessa concentração se devem principalmente pelo fato da região ser composta por apenas três estados e pela riqueza contida nos mesmos que proporciona um elevado índice de urbanização.


O nordeste é a segunda região mais populosa, no entanto, a densidade demográfica é baixa, proveniente da migração ocorrida para outros pontos do Brasil, ocasionada pelas crises socioeconômicas comuns nessa parte do país.


O centro-oeste ocupa o quarto lugar quando se trata de população relativa, isso é provocado pelo tipo de atividade econômica que está vinculada à agropecuária e que requer pouca mão-de-obra.


A região norte é a menos povoada do país devido sua baixa participação na economia nacional, além da extensão da dimensão territorial.

"Gigante pela própria natureza"


O Brasil é considerado um país de dimensões continentais, pois apresenta uma superfície de 8.511.996 quilômetros quadrados e se enquadra entre os cinco maiores países do mundo. Veja abaixo os países com maior extensão territorial:


1º - Rússia (17.075.400 km2)
2º - Canadá (9.922.330 km2)
3º - China (9.461.300 km2)
4º - Estados Unidos (incluindo o Alasca e Hawaii: 9.363.124 km2)
5º - Brasil (8.511.996 km2)


O território brasileiro representa 1,6% de toda a superfície do planeta, ocupando 5,7% da porção emersa da Terra, 20,8% da área de toda a América e 47,3% da América do Sul.


Para se ter uma idéia da dimensão do nosso país (leste - oeste), veja que a distância de Natal (RN) a Cruzeiro do Sul (AC) é de aproximadamente 4.100 km. Já a distância de Natal até Monróvia, capital da Libéria (na África Ocidental), é de aproximadamente 2.900 km.


Localização do Brasil


Localizado na América do Sul, o Brasil ocupa a porção centro-oriental do continente. Apresenta uma extensa faixa de fronteiras terrestres (15.719 km), limitando-se com quase todos os países sul-americanos (exceção do Chile e do Equador). Apresenta também uma extensa orla marítima (7.367 km), banhada pelo oceano Atlântico.


O Brasil localiza-se a oeste do meridiano inicial ou de Greenwich, situando-se, portanto, inteiramente no hemisfério ocidental. É cortado, ao norte, pela linha do equador e apresenta 7% de suas terras no hemisfério norte, ou setentrional, e 93%, no hemisfério sul, ou meridional. Ao sul, é cortado pelo Trópico de Capricórnio (esta linha imaginária passa em São Paulo), apresentando 92% do seu território na zona intertropical, isto é, entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Os 8% restantes estão na zona temperada do sul, entre o trópico de Capricórnio e o círculo polar Antártico.


A localização geográfica do Brasil e suas características políticas, econômicas e sociais enquadram-no em determinados blocos de nações. Quando havia o chamado conflito leste-oeste, o Brasil assumia sua posição de país ocidental e capitalista; como país meridional, no diálogo norte-sul, alinha-se entre os países pobres (do sul); e como país tropical compõe o grupo dos países espoliados pelo colonialismo europeu e posteriormente pelo neocolonialismo dos desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sem comentários...


"Os candidatos"

Os candidatos que são famosos fora do mundo político tiveram caminhos opostos nas urnas do país nas eleições de domingo (5).

Entre aqueles que disputavam um cargo para prefeito ou vice-prefeito, o cantor Frank Aguiar (PTB) chegou no segundo turno em São Bernardo do Campo como vice na chapa de Luiz Marinho, mas Gretchen, por sua vez, ficou em terceiro na disputa para prefeita na cidade de Itamaracá, em Pernambuco. A "cantora", filiada ao PPS, obteve 343 votos, o que representa 2,85% do total. O eleito, Rubinho (PT), levou 52,10% (6.266 votos). Gretchen ao menos ficou à frente de Lapenda (PTC), que teve 136 votos.


Na disputa por uma cadeira nas Câmaras, o ator Stepan Nercessian (PPS) foi reeleito no Rio. Com 50.532 votos, foi o terceiro mais bem votado. A mesma colocação obteve o jogador de futebol Túlio (PMDB), ex-atacante da seleção brasileira, que recebeu 10.401 votos em Goiânia.
Ainda no campo esportivo, mas no vôlei, o ex-jogador da seleção brasileira, Pelé, teve 3.871 e deve ficar como suplente do DEM em Belo Horizonte. Já na natação, a ex-nadadora olímpica Patrícia Amorim (PSDB) foi reeleita também no Rio com 21.140 votos.


BBBs
Três participantes do programa “Big Brother Brasil” também tentaram a sorte por uma vaga na Câmara Municipal.

A melhor foi Pink. A ex-integrante do BB5 (quinta edição) deve ficar como suplente do DEM em Recife após receber 4.256 votos.

A mesma sorte não tiveram Alberto Cowboy (ex-BB7) e Didi (participante do primeiro BBB), ambos do DEM. O primeiro recebeu 241 votos na capital mineira e o segundo, 557, em Salvador.
A "cantora" Rita Cadillac (PSB) também ficou longe de uma cadeira ao receber 378 votos na cidade de Praia Grande (SP).

Nossa cidade e seus bairros.

Cidade Alta, em foco.


O atual bairro da Cidade Alta foi o local onde a cidade nasceu, em 25 de dezembro de 1599. O sítio da futura Cidade do Natal foi escolhido por ser num chão elevado e firme à margem direita do Rio Potengi. Nesse lugar, (atualmente, Praça André de Albuquerque), foram inaugurados, em 1599, o Pelourinho e a Igreja Matriz, com a celebração da primeira missa. Este lugar foi a primeira rua da cidade que, inicialmente, chamou-se Rua Grande. Neste trecho, erguia-se a cadeia, com o Senado da Câmara e o sobrado do Governo. Havia, ainda, a Provedoria Fiscal, depois Real Erário, e algumas igrejas, ainda hoje existentes, que constituem o sítio histórico da Cidade do Natal, dentre as quais se destacam as igrejas de Nossa Senhora da Apresentação e a de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Segundo Cascudo, "a mais velha fila de casas era no lado poente, com posteriores para o rio". Somente na segunda metade do século XIX, apareceu calçamento nas ruas do bairro. Depois da Rua Grande, a principal via da Cidade Alta era a Rua Santo Antônio, mais popular por fixar a população e pela proximidade da fonte do “rio de beber água” ou Baldo. Segue-se, em antigüidade, a Rua da Conceição, nome que já existia nos documentos de 1808. Era pouco habitada, até o século XIX, com matagal espesso num dos lados. Foi desfigurada com a construção da Praça 7 de Setembro. Quase na esquina da Ulisses Caldas, erguia-se o sobradão que funcionou como sede do governo, de 1862 a 1869. Outra rua mencionada em documentos é a Rua da Palha, atual Rua Vigário Bartolomeu, e a Rua Nova (Av. Rio Branco). Prossegue a abertura das ruas Cel. Pedro Soares (atual, João Pessoa), a Rua dos Tocos (atual, Princesa Isabel) etc. Conta, ainda, Cascudo que, de 1870 em diante, povoou-se a Ladeira da Cruz (Junqueira Aires) e foi inaugurada a Companhia de Aprendizes de Marinheiros (em 12.08.1873), lugar onde está construída a Capitania das Artes (ex. Capitania dos Portos). A história deste bairro em muito se confunde com a história da cidade, uma vez que esta cresceu muito lentamente nos primeiros séculos de existência. Segundo Cascudo, foi o prefeito Omar O’Grady quem pôs Natal no caminho do século XX, ao substituir o aterro colonial com o calçamento, a paralelepípedo, da Av. Junqueira Aires. Em 1935, o prefeito Miguel Bilro realizou o prolongamento da Av. Rio Branco até a Ribeira, através da Vila Barreto. No século XX, começa a ocorrer o processo de verticalização de Natal, com a derrubada de antigos casarões, com a destruição paulatina da memória arquitetônica do bairro e, conseqüentemente, da cidade. Oficializado como bairro pela Lei N.º 251 de 30.09.1947, na administração do Prefeito Sylvio Piza Pedroza, a Cidade Alta teve seus limites redefinidos na Lei N.º 4330, de 05.04.1993, publicada no Diário Oficial de 07.09.1994.

Limpar quartel vira pena para boca-de-urna

Dez pessoas flagradas fazendo boca-de-urna pagaram suas penas limpando o quartel da Brigada Militar na tarde deste domingo em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, e já estão quites com a Justiça.

Elas permaneceram na sede do 25º Batalhão de Polícia Militar por quatro horas, varrendo calçadas, passando panos no chão e tirando o pó das instalações.

O acordo de transação penal foi fechado em audiência com o juizado eleitoral. Outras 27 pessoas também foram presas, mas preferiram pagar multas ou doar cestas básicas a entidades carentes. Segundo a Justiça Eleitoral, todas as pessoas penalizadas estavam distribuindo panfletos em áreas próximas aos locais de votação.

São Leopoldo fica a cerca de 30 quilômetros de Porto Alegre.

Se a moda pegar os Quartéis do Brasil a dentro ficarão Brilhando.
Poderiam colocar este pessoal para limpar também as ruas das nossas cidades que após as eleições se transformam em uma pocilga.

Candidata fez campanha com número errado no RS

Esta postagem é um presente para o professor Adailton Figueiredo

A professora aposentada Cinara Salles Mioso, 53 anos, descobriu durante a votação que havia usado o número errado em toda a sua campanha eleitoral para uma vaga na Câmara de Vereadores de Pejuçara, município de 4 mil habitantes localizado no Planalto Médio do Rio Grande do Sul, a 360 quilômetros de Porto Alegre.

Quando digitaram o número 13.162, divulgado na propaganda eleitoral, ela e seus eleitores foram surpreendidos pela informação "candidato inexistente" dada pela tela da urna eletrônica.

Confusos, muitos acabaram invalidando seus votos. Outros optaram pelo voto na legenda ou, procurando na lista, descobriram que o número registrado na Justiça Eleitoral era 13.612 e votaram corretamente.

A Justiça Eleitoral informou que não há o que fazer para salvar os votos perdidos pela candidata do PT. Cinara disse que não sabe em que momento e como sua campanha cometeu o erro que retirou suas chances de conquistar o cargo que disputava pela primeira vez. Também mostrou pouca disposição de voltar a concorrer nas próximas eleições.

domingo, 5 de outubro de 2008

Natal - eleições municipais.

Resultado final da eleição em Natal:

Prefeito:

Micarla de Sousa (PV) 50.84% 193.195
Fatima (PT) 36.83 % 139.946
Vober Júnior (PPS) 6.38% 24.239
Joanilson Rego (PSDC) 2.58% 9.813
Miguel Mossoró (PTC) 2.oo% 7.599
Sandro Pimentel (PSOL) 0.79% 3.005
Dário Barbosa (PSTU) 0.45% 1.692
Pedro Quithé (PSL) 0.14% 539

Vereadores eleitos:
PAULO WAGNER
RANIERE
ADÃO ERIDAN
HERMANO MORAIS
DICKSON NASSER
JÚLIO PROTASIO
AQUINO NETO
ALBERT DICKSON
ENILDO ALVES
FRANKLIN CAPISTRANO
LUIS CARLOS NORONHA
NEY LOPES JR
ADENUBIO MELO
BISPO FRANCISCO DE ASSIS
CHAGAS CATARINO
JÚLIA ARRUDA
SARGENTO REGINA
EDIVAN MARTINS
GEORGE CÂMARA
MAURICIO GURGEL
HERACLITO NOÉ.

Eleições 2008.


Depois de acompanhar os primeiros resultados das urnas pelo Brasil inteiro, lembrei-me de Rui Barbosa. Dizia ele:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86).

Eu, contudo, meus amigos, prossigo, por crença na honra, na dignidade e na moralidade e por crer que o homen tem valor e não preço, continuo a lutar na minha modesta tribuna - a sala de aula - e a acreditar na decência e no futuro, apesar do presente, apesar dos presentes.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Algumas imagens (parte 06)


Cuidado... pense... veja que a diferença entre essas urnas pode não ser tão grande!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Curiosidades (parte 02)


Projeto de novo calendário prevê ano com 13 meses de 28 dias

Está parado há 50 anos na ONU o projeto de um novo calendário em que todos os meses começariam em domingo e terminariam em sábado. Cada dia de cada mês cairia sempre no mesmo dia da semana. Teria 13 meses de 28 dias. O novo mês teria o nome de Sol e seria intercalado entre junho e julho.

Charge

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Teste Interessante


Quer fazer um teste interessante?


1) Diga o nome das cinco pessoas mais ricas do mundo;
2) Diga o nome dos cinco últimos ganhadores do prêmio Nobel da Paz;
3) Agora, diga o nome das cinco últimas miss universo;
4) Dê agora o nome de 10 ganhadores de medalha de ouro nas Olimpíadas;
5) E, para terminar, os últimos 12 ganhadores do Oscar.


Lembrou de algum?

Difícil, não?

E são pessoas famosas, não são anônimas, não!

O aplauso acaba, prêmios envelhecem, grandes acontecimentos são esquecidos.

Agora, tente esse outro teste:


1) Escreva o nome dos professores que você mais gostava;
2) Lembre de três amigos que ajudaram você em momentos difíceis;
3) Pense em cinco pessoas que lhe ensinaram alguma coisa valiosa;
4) Pense nas pessoas que fizeram você se sentir amado e especial;
5) Pense em cinco pessoas com quem você gosta de estar.


Mais fácil esse teste, não é?

Sabe o motivo?

As pessoas que fazem diferença em nossas vidas, não são as que têm mais credenciais, dinheiro ou prêmios.

São as que se importam conosco!

Desafio em casa (parte 09)

Analise a letra da música de Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira e descreva o movimento migratório em destaque.

Asa Branca
Quando oiei a terra ardendo qual fogueira de São João
Eu perguntei,ai a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação.
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado morreu de sede meu alazão.
Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração.
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Para eu voltar pro meu sertão.
Quando o verde dos teus oios
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração.