O Brasil perdeu no final da tarde de ontem a sua maior Romanceira: Dona Militana morreu aos 85 anos de idade em sua casa, no bairro Santa Terezinha, localizado em São Gonçalo do Amarante, interior do Rio Grande do Norte.
O prefeito Jaime Calado, que ao assumir o mandato concedeu uma pensão vitalícia a Dona Militana, decretou luto oficial de três dias.
Jaime homenageou a romanceira nomeando a Fundação Municipal de Cultura de Fundação Cultural Dona Militana.
Atendendo a um pedido da família o corpo da romanceira vai ser velado em casa, durante a madrugada e parte da manhã do domingo (20), e a partir das 9h será transportado para o Teatro Municipal onde acontecerá o velório público.
Dona Militana ganhou notoriedade na década de 90 graças ao projeto Nação Potiguar, da fotógrafa Candinha Bezerra e do pesquisador Dácio Galvão, que permitiu que o país inteiro conhecesse seu talento.
A romanceira chegou a gravar um CD triplo intitulado “Cantares”, lançado em São Paulo e Rio de Janeiro. Críticos e jornalistas de grandes jornais brasileiros se renderam aos encantos e a peculiaridade da voz de Dona Militana.
Em setembro de 2005 aconteceu o momento mágico quando ela recebeu das mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Comenda Máxima da Cultura Popular, em Brasília.
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