
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Carta aberta aos aprovados e não aprovados no Vestibular da UFRN
PARABÉNS A TODOS QUE FORAM APROVADOS NO VESTIBULAR 2012 DA UFRN. AOS QUE NÃO FORAM APROVADOS, SÓ EXISTE UMA PALAVRA - PERSEVERANÇA.
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Passados mais de dez dias do resultado oficial do vestibular da UFRN, resolvi escrever uma carta destinada a todos aqueles que prestaram o concurso para entrar na comunidade acadêmica. Os ânimos já baixaram, a euforia de quem passou já está voltando ao normal e as feridas já começaram a cicatrizar para aqueles que não conseguiram.
Sei que as dificuldades e esforços foram muitos para todos os alunos: vários têm de escutar cobranças em casa, outros trabalham ou têm filhos para cuidar, alguns apresentam dificuldades exatamente nas disciplinas específicas. Enfim, cada um com seus problemas.
Aos que conseguiram vencer essa guerra, desejo muitas felicidades. A universidade é outro mundo – diferente dos colégios e cursinhos que frequentávamos – no qual as disparidades se fazem mais latentes e, em tese, são mais aceitas. Tenho muitos conselhos, afinal já são quase nove anos de UFRN – juntando a graduação e o mestrado em História e a graduação em Direito – e de muitas experiências vividas, pois já fui – e ainda sou – aluno, bolsista de iniciação científica e até professor substituto.
Aqui vão alguns:
- Não escute conversa de corredor. Geralmente, os alunos que ficam perambulando pelos corredores ou pagando “Cantina” (I, II, III, IV...) não são bons exemplos acadêmicos. Ouvi muitas reclamações sobre professores – “grosseiro”, “casquinha”, “reprova todo mundo” – e disciplinas – “horrível”, “muito chata” – e resolvi ignorá-las. Claro que fiz minha “pesquisa” com alunos veteranos mais responsáveis e, depois de ouvir as opiniões, tomei minhas decisões. Não me arrependi de nenhuma.
- Se engaje nos projetos propostos pelos cursos e pelos centros acadêmicos (CA). Fazer parte do CA é uma experiência muito interessante, principalmente se o pessoal se preocupar com questões sérias. Mas também tem que ter a brincadeira, porque ninguém é de ferro, não é? Além disso, participe de palestras, mini-cursos, discussões, projetos de extensão e coisas do gênero. Às vezes, em uma hora de palestra se aprende mais do que em quatro meses de disciplina.
- Se aproxime de bons professores. Procure se engajar em algum dos projetos por eles coordenados. Ser bolsista ou monitor é muito bom, faz você estudar além do necessário. Ademais, te dá a oportunidade de ir para congressos, simpósios e encontros nos quais você vai conhecer novos lugares, fazer contatos e, por que não, se divertir.
- Não se esqueça dos estágios. São importantes para unir teoria e prática.
- Conheça sua universidade. É importante Ir à biblioteca, à cooperativa cultural, à escola de música, dentre outros lugares. Chegar do carro, assistir a aula e ir embora não é legal. Você estará perdendo uma grande oportunidade de aumentar sua cultura e de incrementar suas amizades.
- Vá para as calouradas e resenhas com o pessoal! Universidade não é só estudo.
- Fazer universidade é, acima de tudo, VIVER a universidade! Não desperdice essa chance!
Fazer um curso superior depende de cada um. O professor é mais um orientador. Ele não vai pegar a sua mão e ensinar você a escrever. Ele diz onde está o conhecimento e cabe a você ir atrás. Portanto, você pode se preparar bem em outras faculdades, desde que você tenha sede de aprender e queira sempre estar acima do nível.
Para quem vai tentar o vestibular UFRN outra vez: neste ano, estude mais as matérias que você tem dificuldade. Frequentemente vejo excelentes alunos em História, Geografia e Línguas que não conseguiram passar em Direito porque ficaram muito longe no resultado da primeira fase. Assim, é tão importante estudar as disciplinas não-específicas quanto as específicas. Infelizmente, nós, seres humanos, preferimos o que conhecemos ao invés de nos aventurarmos. Mude isso neste ano: se aventure num novo conhecimento, procure bons professores e livros didáticos e se atire nessa viagem!
De uma coisa vocês podem ter certeza, a recompensa é maravilhosa.
Desejo a vocês um grande 2009 (meio atrasado, mas ainda vale!) e que todos sejam muito felizes e realizados!
Abração!
João Carlos Rocha
Natal, 15 de janeiro de 2009
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Expectativas de Respostas Geografia UFRN 2012
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Expectativas de respostas - HISTÓRIA
B) São pedidas duas características do Antigo Regime às quais se opunha o pensamento iluminista. Dentre as que o aluno poderia explicar, ressalta-se:
- Ausência de Constituição (lei maior que controle os atos dos governantes e garanta direitos aos governados);
- Caráter vitalício e hereditário das monarquias absolutistas;
- Formação de uma sociedade dividida em ordens, com privilégios ao clero e à nobreza (ex: ausência de tributação);
- Justificativa do poder absolutista a partir da teoria do direito divino dos reis;
- Forte intervenção do Estado na economia, vinculando-se às práticas mercantilistas;
- Aproximação entre Estado e Igreja, por vezes havendo a submissão das instituições religiosas aos interesses governamentais.
QUESTÃO 6 (Tema: Imperialismo – partilha da África – transição do século XIX para o século XX)
A) O fenômeno histórico ao qual a charge faz referência é a partilha da África provocada pela corrida imperialista das nações industrializadas europeias, interessadas em mercados consumidores, mão-de-obra barata e matéria-prima barata existentes tanto no continente africano quanto no asiático.
Sobre as relações de poder, recorda-se a ocorrência de rivalidades e interesses que se chocavam, razão pela qual foi realizada a Conferência de Berlim (1885), satirizada na charge da questão. Tais disputas terminaram por provocar uma política de alianças entre as nações europeias (Tríplice Aliança e Tríplice Entente) e uma corrida armamentista (Paz Armada).
B) Pede-se a menção a dois aspectos que se relacionam ao fenômeno histórico apresentado pela charge. Dentre outros, o aluno poderia ressaltar:
- Ideia de missão civilizadora como justificativa do imperialismo;
- O Darwinismo Social, uma pseudociência que, além de justificar a corrida imperialista, provocou também o desenvolvimento da eugenia;
- Disputas territoriais na África: questão do Egito, envolvendo o Canal de Suez; questão marroquina e a Conferência de Algeciras;
- Conferências de Paz de Haia (1899 e 1907)
- Primeira Guerra Mundial.
QUESTÃO 7 (Tema: Ditadura militar no Brasil)
A) O slogan “Brasil, ame-o ou deixe-o” representa o caráter autoritário dos governos militares, sobretudo durante a administração do general Médici, quando a forte propaganda nacionalista incutia a ideia de que os contrários à ditadura eram também contrários ao país, veiculando a ideia de que os críticos deveriam se retirar da nação.
Pedem-se duas medidas adotadas na concretização do projeto político-ideológico dos militares, podendo ser apontadas, dentre outras:
- Exílio dos opositores;
- Tortura e repressão aos críticos;
- Controle dos sindicatos;
- Censura;
- Propaganda nacionalista utilizando-se do futebol (Copa de 1970) e do milagre econômico (pode-se fazer menção a outro slogan famoso, “Ninguém segura este País”).
B) Pede-se que sejam mencionadas e explicadas duas reações contrárias da sociedade brasileira ao modelo político da ditadura. Note-se que é em relação ao modelo político, não apenas ao governo de Médici, o que engloba as várias manifestações ocorridas entre o1964 e 1985. O aluno poderia utilizar os seguintes movimentos em sua resposta:
- Manifestações estudantis organizadas pela UNE;
- Guerrilhas urbanas e rurais;
- Música de protesto (MPB);
- Setores progressistas da Igreja Católica, capitaneados por Dom Hélder Câmara e Dom Paulo Evaristo Arns;
- Movimento pelas Diretas-Já.
QUESTÃO 8 (Tema: Modernização de Natal)
A) No entender de Cascudo, até o final do século XIX, Natal ainda era uma cidade com perspectivas provincianas, tendo uma função administrativa em relação ao Rio Grande do Norte, mas com pouca quantidade de população e sem os ritmos acelerados da vida moderna.
A partir da inserção de Natal na modernidade, provocada pelo desenvolvimento da economia algodoeira e pelos investimentos internacionais – advindos de empréstimos e interesses empresariais – há um rápido processo de urbanização, o qual provocou aumentos populacionais e o surgimento de novos bairros. Além disso, a instalação dos transportes urbanos – bonde elétrico – retirou os últimos resquícios de rivalidades entre os bairros da Ribeira e da Cidade Alta, garantindo sociabilidades entre a população natalense.
B) Pedem-se duas ações do governo nas primeiras décadas do século XX que permitiram Natal ser reconhecida como cidade. O aluno poderia mencionar, dentre outras:
- Construção do Teatro Carlos Gomes (atual Alberto Maranhão)
- Reformas no porto de Natal;
- Instalação de um sistema de transporte público (bondes elétricos);
- Instalação da energia elétrica em várias ruas da cidade;
- Planos de urbanização feitos por agrimensores e urbanistas europeus, destacando-se o "Plano Polidrelli" e o Plano Palumbo;
- Pavimentação de ruas e construção de praças (espaços de sociabilidade);
- Saneamento da Ribeira e da Cidade Alta, bem como aterramento de lagoas e charcos, os quais eram entendidos como fatores de propagação de doenças.
CARO ALUNO: RECORDE QUE ESTA É UMA EXPECTATIVA DE RESPOSTA. COMO HISTÓRIA É UMA DISCIPLINA BASTANTE SUBJETIVA, OUTROS ASPECTOS PODERIAM TER SIDO DISCUTIDOS. SE VOCÊ TIVER ALGUMA DÚVIDA, PODE ENVIAR SUA PERGUNTA, POIS TEREMOS O MAIOR PRAZER EM REPONDÊ-LA!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
GABARITO E COMENTÁRIOS - PROVA DE GEOGRAFIA UFRN 2012
33 - C :Questão trabalhada em sala de aula quando abordou-se a tipologia do relevo no RN.
34 - A : Durante a revisão e no decorrer do ano essa temática foi abordada falando-se que a população brasileira concentra-se no litoral,especialmente no sudeste e sul,principalmente devido ao dinamismo econõmico dessas áreas.
35 - C : Questão que aborda algumas das principais microrregiões do RN e que exigia conhecimento mínimo de algumas localidades.Foi abordada em aulões e na revisão.
36 - D : Questão clássica sobre as transformações ocorridas nas fronteiras da Europa desde a queda do Muro de Berlim e da dissolução da URSS (1989 - 1991).Abordada largamente nas aulas,aulões.
37 - B: Essa questão pode fazer o aluno que a leu apresadamente errar,pois a região nordeste apresenta o maior número de projetos de parques eólicos instalados no país,além do maior potencial gerador.A região sudeste apresenta o maior potencial de biomassa,devido à cana de açúcar - região maior produtora.
38 - C :Questão clássica sobre o Oriente Médio e sua importância geopolítica que reside no fato de sua localização estratégica e elevada produção de petróleo.Muito comentada durante as aulas.
39 - A : Elevada pertinência durante as abordagens nas aulas e revisão. Chuvas frontais no litoral nordestino,provocadas pelo encontro da mPa (fria e úmida) com a mTa (quente e úmida).
40 - B : Questão básica e conceitual sobre os ciclos das estações (Solstícios e Equinócios).
41 - B : Essa questão cobra o conceito básico sobre escalas grandes e mais detalhadas e escalas pequenas e menos detalhadas. Tema abordado em aulas.As figuras se repetiram de vestibulares passados.
42 - Talvez a questão mais complicada,pois pode induzir o aluno desatento ao erro de achar que a técnica é o terraceamento.Mas as plantações seguindo as cotas altimétricas do terreno,chama-se de curvas de nível.
43 - C : Outra questão conceitual que aborda os fusos horários.Comentada em sala durante a revisão e as aulas semanais.
44 - Terceira questão sobre RN e bastante típica sobre climatologia.O litoral setentrional se caracteriiza por apresentar clima semi-árido com elevada insolação e baixa pluviosidade o que lhe denota alta produção salineira.
domingo, 27 de novembro de 2011
Expectativas de respostas - PRIMEIRA SEMANA DE REVISÃO
PRIMEIRA SEMANA DE REVISÃO
QUESTÃO 1
A) As civilizações egípcia e mesopotâmica constituíram-se como sociedades do modo de produção asiático, característico das civilizações designadas como impérios de regadio ou sociedades hidráulicas. A produção baseava-se na servidão coletiva e na propriedade das terras pelo Estado. A monarquia teocrática era a forma de governo predominante nas duas civilizações.
B) As civilizações grega e romana constituíram-se como sociedades do modo de produção escravista, ou seja, toda a produção era realizada basicamente por escravos. Outro elemento comum às duas civilizações era a cultura antropocêntrica, que considera homem o centro de tudo.
QUESTÃO 2
A estrutura social da sociedade antiga privilegiava a riqueza e o ócio, duas características vistas como virtudes. A vida e a dignidade do homem não são medidas pelo seu trabalho, mas por sua habilidade em viver de renda. A vida ociosa permite o tempo necessário de se dedicar a tarefas reservadas para aqueles moralmente dignos, que enaltecem a existência humana, tais como a filosofia e o serviço público. A hierarquia social da sociedade antiga foi baseada na divisão entre aqueles com meios de garantir seu sustento sem ter que trabalhar e os demais, que desenvolviam tarefas braçais ou serviços considerados menos dignos. Assim, o trabalho é visto como obrigação relegada àqueles que, por causa de sua condição social, são incapazes de contribuir para o desenvolvimento humano, uma condição perniciosa à sociedade antiga. O poder político na sociedade antiga estava altamente limitado e reservado para aqueles que viviam de renda e dedicavam a vida à ociosidade.
QUESTÃO 3
Século X – apogeu:
Características:
• vigência das relações de suserania e vassalagem;
• complexa hierarquia feudal, baseada nas relações de dependência entre os diferentes papéis representados pela nobreza;
• confirmação do poder figurativo dos reis;
• fortalecimento da sociedade estamental, legitimada pela ideologia católica expressa na “Cidade de Deus” de Santo Agostinho.
• fortalecimento do feudalismo como modo de produção: terra/servidão/economia fechada e autossuficiente.
Século XV – declínio:
Fatores responsáveis:
• crescimento demográfico na Europa Ocidental criando novas demandas de consumo;
• renascimento das cidades e ocorrência de lutas visando à autonomia por parte das mais fortes e desenvolvidas;
• revolução comercial na área europeia/mediterrânea, trazendo novas práticas financeiras e comerciais;
• mudanças na estrutura social com a formação da burguesia comercial;
• guerra dos Cem Anos;
• peste Negra;
• formação das monarquias nacionais e expansão marítimo-comercial.
Vale destacar que essa cronologia e interpretação são tradicionais e podem variar. Muitos historiadores consideram que, a partir do século XI a Europa vivenciou o apogeu do feudalismo.
Segundo a divisão que adotamos, a questão deve ser enquadrada em duas classificações, Alta e Baixa Idade Média.
QUESTÃO 4
A) Estado teocrático/Estado muçulmano.
B) Semelhança:
O candidato poderá destacar entre outros aspectos: ambas as religiões são monoteístas fazem referência ao mesmo Deus; ambas têm um caráter expansionista e ideal de conversão; ambas pregam a destruição de imagens de religiões pagãs em áreas convertidas; ambas apresentam dissensões político-religiosas no seu interior.
Diferença:
O aluno poderá destacar entre outros aspectos: os calendários (o cristianismo inaugurou um novo calendário e o islamismo reformulou o cristão); as localizações geográficas (o centro do império cristão era Roma e o do islã na Arábia); os lugares sagrados (Meca); Maomé era o último profeta de Jesus, mas não era um ser divino); os diferentes livros sagrados (Bíblia e Alcorão).
Expectativas de respostas - SEGUNDA SEMANA DE REVISÃO
SEGUNDA SEMANA DE REVISÃO
QUESTÃO 1
Concepções inovadoras de artistas:
• técnicas de perspectiva, de tridimensionalidade, introduzindo a impressão de realismo;
• inclusão de paisagens da natureza;
• influência do humanismo na reprodução de formas humanas;
• temas religiosos revestidos de percepção humanista.
Concepções inovadoras de escritores:
• humanismo, destacando-se as emoções humanas;
• textos em línguas nacionais, abordando temas profanos e das culturas locais;
• revisão crítica de textos clássicos;
• inclusão de temas políticos.
Concepções inovadoras de cientistas:
• valorização da observação e da experiência;
• influência do humanismo, libertando o estudo do universo e da Terra;
• abordagens de estudos no campo da física e no da medicina.
Renascimento é o nome que se dá a um grande movimento de mudanças culturais, que atingiu as camadas urbanas da Europa Ocidental entre os séculos XIV e XVI, caracterizado pela retomada dos valores da cultura greco-romana, ou seja, da cultura clássica. Esse momento é considerado como um importante período de transição envolvendo as estruturas feudo capitalistas.
QUESTÃO 2
A queda da Bastilha simbolizou a vitória dos ideais revolucionários sobre o regime absolutista e aristocrático.
Duas das propostas:
• direito ao voto.
• soberania popular.
• cidadania política.
• liberdade de religião.
• liberdade de expressão.
• igualdade perante a lei.
• sistema político representativo.
• estabelecimento do sistema republicano.
• estabelecimento de regimes parlamentares.
• divisão do poder político em três instâncias: Executivo, Legislativo e Judiciário.
A bastilha era uma fortaleza de origem medieval, mas utilizada pelo governo absolutista como prisão, onde eram encarcerados os inimigos políticos.
Vale destacar que o direito ao voto e a ideia de “soberania popular” foram defendidos de forma diferente durante a Revolução, pois os girondinos propunham o “voto censitário”, enquanto os jacobinos defendiam o “voto universal masculino”.
QUESTÃO 3
A) Antes da Primeira Guerra Mundial as batalhas eram caracterizadas por “guerras de movimento”, com o deslocamento de grande contingente humano, com armas pessoais e enfrentamentos “corpo-a-corpo” nos quais os indivíduos eram decisivos. Com o avanço da tecnologia bélica durante a Primeira Guerra Mundial, houve grande modificação nos conflitos, com a percepção de que as armas de destruição em massa é que determinavam as possibilidades de vitória, com a destruição da infraestrutura inimiga e não necessariamente com a eliminação do exército adversário.
B) A Primeira Guerra Mundial foi um conflito que tem forte relação ao momento vivido pelo capitalismo do final do século XIX e início do XX, pois um dos principais motivos geradores do conflito foi a disputa imperialista entre as nações europeias, envolvidas no neocolonialismo com o objetivo de explorarem matéria-prima, mão de obra barata e garantir mercado consumidor, instalando suas indústrias e ampliando o poderio econômico. Portanto foi a expansão do capitalismo em sua fase imperialista, com intensa disputava por territórios na África e Ásia que deu origem à Grande Guerra.
QUESTÃO 4
O aluno poderá desenvolver, entre outros, dois dos seguintes princípios: o antissemitismo, ou seja, o ódio e perseguição aos judeus; o racismo, ao considerar como seres inferiores todos aqueles que não fossem de origem ariana, como os próprios judeus, ciganos, eslavos etc; o totalitarismo, ou seja, a defesa de que a vida social e o indivíduo devam estar inteiramente submetidos aos interesses de um Estado autoritário, o que autorizaria a este eliminar as liberdades individuais; as forças políticas de oposição e a democracia representativa; o militarismo, como instrumento de defesa de uma ordem que assegure a obediência ao Estado; garanta um aparato repressivo capaz de impedir qualquer tipo de oposição a suas diretrizes e sirva de base para uma política expansionista; o unipartidarismo, a concepção de que um único partido inteiramente identificado com as orientações do Estado totalitário é capaz de representar a sociedade; o pan-germanismo, produto de um nacionalismo extremado que defendia a organização de todos os alemães em um único Estado germânico que fosse a expressão da superioridade da raça ariana.
Expectativas de respostas - TERCEIRA SEMANA DE REVISÃO
TERCEIRA SEMANA DE REVISÃO
QUESTÃO 1
A) Homero descreve a sociedade dos ciclopes do ponto de vista grego, ou seja, destacando as características das cidades gregas, que valorizavam a soberania, com suas formas próprias de organizar o poder e definir a participação dos cidadãos, a partir de uma ótica política. Caminha também se utiliza de uma ótica própria para definir e entender os nativos da América, a partir de um ponto de vista religioso, cristão, uma vez que a religiosidade tinha papel preponderante na formação cultural europeias, em particular Ibérica.
B) Caminha expressa um objetivo religioso, de catequização (apesar de ainda ter sido realizado o Concílio de Trento e de não existir a ordem dos jesuítas). O objetivo econômico pode ser compreendido pelo “sentido da colonização”, ou seja, obter riquezas nas áreas colônias. A obtenção e acumulação de riqueza eram a base do mercantilismo, que pressupunha que a riqueza de uma nação era definida pelo acúmulo de metais preciosos e que estes poderiam ser obtidos a partir da intensificação do comércio de produtos tropicais na Europa.
QUESTÃO 2
Dois dos objetivos:
• fixar população portuguesa à terra.
• garantir o controle político do território por Portugal.
• produzir mercadoria de alto valor comercial no mercado europeu.
• garantir rendas à Coroa Portuguesa por meio da produção de gêneros de valor comercial.
• garantir o monopólio do Atlântico Sul e, consequentemente, da rota marítima para o Oriente.
• afirmar a preponderância portuguesa no cenário das grandes nações europeias do século XVI.
Duas das características:
• existência de atividades econômicas utilizando mão de obra livre.
• desenvolvimento de relações comerciais internas e com outras regiões, apesar das proibições características do monopólio metropolitano.
• existência de uma quantidade de capital circulante na colônia, empregado não só no tráfico negreiro como também na criação do gado e na lavoura de subsistência, voltadas principalmente para o mercado interno.
O texto destaca principalmente os objetivos econômicos, enumerando atividades produtivas, destacadas como geradoras de riqueza.
A crítica à análise tradicional procura destacar o dinamismo da colônia, que pressupõe a existência da pequena propriedade voltada para a subsistência ou a pecuária, desenvolvida a partir do trabalho livre.
QUESTÃO 3
A) Uma interpretação considera que a luta contra os holandeses foi movida por um elemento ideológico, abstrato, o sentimento de pertencer a uma “nacionalidade” – a brasileira - e de pertencer a um país, o Brasil, ocupado por elementos estrangeiros. A segunda interpretação valoriza os interesses econômicos, considerando que a luta pela expulsão dos holandeses se deve ao processo de exploração imposto aos latifundiários ligados a produção canavieira.
B) O interesse dos holandeses – na verdade da Companhia das Índias Ocidentais – no comércio do açúcar, já praticado pelos holandeses antes mesmo da União Ibérica; e a luta contra a Espanha, maior potência da época, da qual a Holanda havia se separado em 1579.
QUESTÃO 4
1. Tratado de Tordesilhas: a linha de Tordesilhas é imaginária e foi estabelecida para dividir o mundo entre Portugal e Espanha; Tratado de Madri: a linha demarcatória divide as terras de Portugal e Espanha na América e baseia-se no princípio do uti possidetis, que leva em consideração a ocupação dessas regiões
2. O Tratado de Tordesilhas foi definido em 1494, época em que apenas Portugal e Espanha realizavam a expansão marítima e a conquista de terras fora da Europa. As duas nações eram as grandes potencias econômicas europeias. O Tratado de Madri foi definido em 1750, época de apogeu da exploração aurífera no Brasil, que garantia riqueza significativa para Portugal; ao mesmo tempo, a Espanha vivia um período de decadência, com a redução da extração de minérios em suas colônias e com a derrota na Guerra de Sucessão, encerrada em 1715, que a forçou a fazer diversas concessões.
QUESTÃO 5
A) De acordo com o texto, ao contratarem famílias no regime de parceria, os fazendeiros disporiam da mão de obra barata e abundante com a vantagem de as famílias não abandonarem as fazendas.
B) Entre os fatores que levaram o governo paulista a subvencionar a imigração no final do século XIX, pode-se mencionar a crescente demanda por mão-de-obra no contexto doe movimentos e leis no sentido da abolição da escravidão, a necessidade de aumentar a oferta de mão-de-obra para abaixar os salários e o ideal de branqueamento da população defendido pelas elites influenciadas por teorias racistas da época e o preconceito contra os escravos libertos.
