segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Veja e o meu pai.


Hoje, dia 10 de junho do ano de 2008, foi o dia em que meu pai cancelou a renovação da Revista VEJA.É bem verdade que há fatos históricos um tanto quanto mais importantes e você deve estar se perguntando 'o que cargas d'água eu tenho a ver com isso?'. Não é nenhuma tomada de Constantinopla, queda da Bastilha ou vitória da Baia dos Porcos. É um ato de pequenas dimensões objetivas, realizado no espaço particular de uma família de classe média brasileira, sem relevantes conseqüências materiais para as finanças da Editora Abril, sem repercussões no latifúndio midiático nacional. A função deste texto, portanto, é a de provar que meu pai é um herói.


A Revista VEJA se diz assim: 'indispensável ao país que queremos ser'. Começa e termina com propagandas cujo público alvo é a classe média e, nela, claro, meu pai. Banco Bradesco, Hyundai, H. Stern. Pajero, Banco Real, Mizuno. Peugeot, Aracruz, Nokia. Por certo, a classe média – inclusive meu pai – dificilmente terá acesso à grande parte dos bens expostos na vitrine de papel. Não importa. Mais do que o produto, a VEJA vende o anseio por seu consumo. Melhor: credita em seu público-alvo, a despeito de quaisquer probabilidades, a idéia de que ele, um dia, chegará lá.


Logo no comecinho, na terceira e quarta folhas, estão as páginas amarelas da Revista. Nelas, acham-se as entrevistas com personalidades tidas como renomadas e com muito a dizer ao país. Esta semana a VEJA apresenta as opiniões de Patrick Michaels (?), climatologista norte-americano que afirma a inexistência de motivos para temores com o aquecimento global. Na semana passada, deu-se voz ao 'jovem herói' Yon Goicoechea (?), um 'líder' estudantil venezuelano oposicionista de Chávez e defensor da tese de que a ideologia deve ser afastada para que a liberdade seja conquistada contra o regime 'ditatorial' chavista.


Não. Não é que a VEJA não conheça o aumento dos níveis dos mares, dos números de casos de câncer de pele, do desmatamento da Amazônia, da escassez da água e dos recursos naturais como um todo e de suas conseqüências na produção mundial de alimentos. Sim, ela conhece. Não. Não é que ela não saiba que um estudante não representa sozinho o posicionamento democrático de uma nação e que um governo legitimamente eleito não pode ser chamado de totalitário. Sim, ela sabe. Do mesmo modo que conhece e sabe da existência de diferentes opiniões (ideológicas, como tudo) sobre ambos os assuntos e não as manifesta. Acontece que isso ela também vende: o silêncio sobre o que não é lucrativo pronunciar.


Do meio pro final da Revista estão os casos de corrupção. Esta é a parte do 'que vergonha, meu filho, quando isso vai parar?' dito pelo meu pai, com decepção na voz. A VEJA desenvolve um movimento interessante de despolitização nesse debate. Ela veste o figurino do combatente primeiro da corrupção, aquele sujeito que desvendará as artimanhas, denunciará os ladrões e revelará 'a' verdade, única, inabalável. Com isso, a VEJA confere centralidade à corrupção no debate político, transformando a política em caso de polícia e escondendo o fato de que o seu próprio exercício policialesco é inerentemente político.


No fim, 'todo político é ladrão' – menos os do PSDB, claro, todos 'intelectuais' -, 'política não presta', o que presta mesmo é a Revista VEJA. A Revista é ainda permeada por textos de cronistas e colunistas. Estão, entre seus autores, Cláudio de Moura Castro, Lya Luft e Roberto Pompeu de Toledo. Todos dignos do título de 'cidadão de bem', conscientes e responsáveis. Evidentemente, todos de posicionamentos um tanto moralistas e um tanto conservadores. Difere-se deles Diogo Mainardi. Este, conhecido por chamar o Presidente da República de 'minha anta' e por sua irreverência desrespeitosa e direitista, escancara a alma da VEJA. Mas não se engane. Não é Mainardi o perigo. São os outros.


Foram eles que meu pai um dia leu com respeito e é aquela auto-imagem que a VEJA quer – como tudo – vender. Sem dúvida a Revista VEJA é ainda mais que isso. Suas estratégias de persuasão vão muito além dos limites deste breve texto. Afinal, é ela a revista mais lida no país, parte significativa de um império da concentração do poder de informar. Seja nas suas 'frases da semana', nas quais há de costume as fotografias de uma mulher bonita dizendo bobagem e de um homem-autoridade falando coisa inteligente e importante, seja no fetiche da citação 'eu li na VEJA', faz-se ela um dos mais eficazes instrumentos de convencimento a favor da classe dominante.


Meu pai, por sua vez, é um trabalhador. Casado com Fátima, minha mãe, e pai também de Rafael, criou seus filhos com princípios que ele preserva como inalienáveis. Já votou no PT. Já votou no PSDB e mesmo no PFL ('porque foi o jeito, meu filho!'). Opõe-se a qualquer tipo de ditadura (conceito no qual incluía até pouco tempo o governo de Chávez: coisas da VEJA). Já se disse socialista, na juventude. É praticante da doutrina espírita desde menino. Discorda de mim em milhares de coisas. Concorda noutras. É um bom e sonhador homem com quem eu quero sempre parecer.


Hoje, ele cancelou a renovação da Revista VEJA, aquilo que para ele já foi seu meio de conhecimento do mundo, depois de chamar de 'idiota' a entrevista daquele herói das páginas amarelas sobre o qual falei acima. Antes, havia criticado fortemente um artigo de Reinaldo Azevedo publicado na Revista, em que Azevedo falava atrocidades sobre Paulo Freire: 'meu filho, veja que besteira esse homem está dizendo sobre Paulo Freire'.


Hoje, ele operou uma mudança nesta realidade tão acostumada à perpetuação do estabelecido. Hoje, para o mundo, como em todos os dias da minha vida para mim, meu pai é um herói.


Roberto Efrem Filho é mestrando em direito pela UFPE e filho de Roberto Efrem, a quem dedica este artigo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Banco Central prevê crescimento do PIB brasileiro em 2010.


O Banco Central (BC) anunciou que a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2010 subiu de 5,8% para 7,3%. Os números, divulgados ontem no Relatório Trimestral de Inflação, são segundo o BC, “evidências da consolidação do atual ciclo de expansão da economia brasileira”. Segundo reportagem do Estadão, o relatório também destaca que o consumo das famílias continua sendo "impulsionado pelo nível elevado da confiança dos consumidores, pelos aumentos recorrentes da massa salarial e pela melhora nas condições do mercado de crédito”.

Rússia rechaça acusação de espionagem.


Reportagem da Folha relata que a Rússia rejeitou ontem as acusações feitas pelos Estados Unidos, de que teria descoberto uma rede de espionagem russa e detido onze acusados de atuar há vários anos em território americano obtendo informações para Moscou. Em resposta à acusação o governo russo disse que as acusações são “infundadas e descabidas” e que “lamenta profundamente” que surjam após Washington propor o “reinício” das relações bilaterais.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Aniversário.


Nosso blog completa hoje, 29.06, dois anos de existência. Nascido de uma ideia do professor João Carlos, não imaginávamos que chegaríamos, nesta data, com um média de 6.720 acessos mensais que, para um blog voltado para educação e cultura, é um número bastante significativo.


Estamos felizes, com nossas marcas, todavia, mais comprometidos, ainda, com a melhoria do nosso trabalho neste e nos outros espaços em que atuamos.


Agradecimos aos nossos alunos e internautas que navegam neste blog; voces são a razão do nosso empenho.
Equipe CIS.

De nossas raízes.


Hoje, 29.06, quem faz aniversário é o ABC F.C; são 95 anos de glórias e conquistas.
Nossos parabéns a imensa nação alvinegra a esta agremiação que faz parte da cultura popular potiguar.
"Numa cidade chamada Natal existe um povo chamado ABC"
Luís da Câmara Cascudo.

sábado, 26 de junho de 2010

Não Haverá Aula.


Em virtude da partida de futebol entre Brasil e Chile, as 15h30min, pela copa do mundo, comunicamos aos nossos alunos que a próxima segunda-feira, dia 28.06, não haverá aula no turno vespertino.

Retomaremos nossas atividades normais, dia 05.07.
As demais turmas retornam normalmente do recesso.
Professores,
Adailton Figueiredo e Henrique Lucena.


Congresso dos E.U.A aprova sanções extras aos Irã.


Após a aprovação unânime pelo plenário do Senado, a Câmara americana aprovou hoje sanções unilaterais severas para pressionar os setores bancário e energético do Irã. De acordo com reportagem da Folha, o objetivo é pressionar Teerã a suspender seu programa nuclear. A medida deverá ser sancionada nos próximos dias pelo presidente Barack Obama.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Gabarito - Primeiro Simulado CALL + CIS

GABARITO DO PRIMEIRO SIMULADO CALL + CIS 2010
  1. D
  2. D
  3. B
  4. A
  5. C
  6. A
  7. C
  8. C
  9. D
  10. C
  11. C
  12. D
  13. D
  14. B
  15. D
  16. B
  17. C
  18. A
  19. B
  20. C
  21. C
  22. D
  23. B
  24. A
  25. C
  26. B
  27. B
  28. D
  29. C
  30. A
  31. C
  32. D
  33. A
  34. C
  35. D
  36. C
  37. B
  38. B
  39. A
  40. C
  41. A
  42. B
  43. B
  44. D

Ps. Se vocês tiverem alguma dúvida, é só postar a questão e o quesito nos comentários. Responderemos assim que for possível.

Irã proíbe visita de dois inspetores da AIEA a instalações nucleares.


O Irã informou hoje a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que proibiu a entrada de dois de seus inspetores no país para verificar suas instalações nucleares. De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, a decisão foi tomada porque os inspetores, que não se identificaram, e estariam oferecendo informações incorretas sobre as atividades nucleares do Irã.

Inscrições para o Enem começaram hoje.


Reportagem do Estadão relata que as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio -Enem - começaram hoje e podem ser feitas exclusivamente pela internet. De acordo com o jornal, as inscrições terminarão em 09 de julho e a prova será aplicada nos dias 6 e 7 de novembro. A taxa do exame custa R$ 35 e deve ser paga em agências do Banco do Brasil.